sábado, 17 de outubro de 2009

Álcool poderá ser fabricado a partir de biomassa

A Coskata, subsidiária da GM em pesquisa e desenvolvimento na produção de biocombustíveis anuncia uma instalação em fase de testes de um novo processo que converterá biomassa de madeira (leia-se celulose), resíduos agrícolas, lixo doméstico, culturas energéticas sustentáveis e até resíduos de construção.
Segundo a empresa, as instalações utilizam metade da água que seria necessária para produzir a mesma quantidade de gasolina e produzem menos 96% de gases de efeito estufa e o custo é inferior à da produção do combustível fóssil. Não foi informado se nessa redução foi contabilizado o carbono fixado durante o crescimento das plantas.
A tecnologia da Coskata utiliza microorganismos patenteados e projetos de biorreatoroes eficientes em um exclusivo processo de três etapas de conversão que pode transformar praticamente qualquer matéria-prima à base de carbono em etanol, de qualquer lugar do mundo. Além disso, o processo não requer produtos químicos adicionais ou pré-tratamentos, o que serve para racionalizar os custos operacionais. Na verdade, a empresa possui um dos menores custos de produção na indústria, permitindo-lhe competir diretamente com a gasolina sem subsídios do governo a longo prazo.
A instalação produzirá de 227 a 455 milhões de litros de etanol utilizando esse processo, sendo que parte desse combustível foi entregue à GM.
A fase seguinte é o licenciamento da tecnologia para fornecedores e desenvolvedores
A GM já está testando o novo combustível: "Temos investido na Coskata para que possamos permitir a rápida implantação do etanol comercialmente viável e ambientalmente sustentável a nível mundial", disse Bob Babik diretor da GM de controle de emissões, "Estamos orgulhosos de dizer que já recebemos o etanol da Coskata de Milford em nossas instalações".
A GM sozinha já produziu 5 milhões de veículos flex, sendo que 3 milhões e meio rodam só nos EUA e as divisões Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC irão produzir 17 modelos em 2010.

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