quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Mazda Minagi: Em busca do motor mais limpo

Mais um "esquenta" para o Salão de Genebra, o concept desta vez é o de um crossover chamado Minagi. Com as linhas inspiradas no novo padrão visual da marca Kodo - A Alma do Movimento (veja aqui a explicação com o conceito Shinari) o crossover promete surpreender com linhas suaves e bem esportivas que segundo os designers é uma "explosão contida de energia" na paisagem urbana. A marca promete mostrar também a nova linha de motores SKYACTIV, um a gasolina com injeção direta e um diesel mais limpo além de novos câmbios, um manual e outro automático mais eficientes.
A Mazda anuncia que o Minagi irá tentar reunir duas coisas distintas e antagônicas: o prazer de dirigir e uma condução mais limpa.
O crossover irá mostrar a nova tecnologia de motores mais limpos e transmissões mais eficientes SKYACTIV.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mitsubishi Global Small: Conceito de baixo custo pode antecipar novo nacional

A Mitsubishi está jogando as suas fichas para o próximo Salão de Genebra, e uma de suas apostas e o conceito Global Small, que pode antecipar um futuro compacto nacional. Afinal, as japonesas Honda e Toyota já estão acelerando seus planos de produzir um compacto "de baixo custo", mas quem está ganhando a corrida é a Nissan com o March que ganha em breve cidadania mexicana e virá aqui com preços bem competitivos, enfrentando de cara o quarteto (Fiat, VW, GM e Ford) de igual para igual.
O carrinho terá capacidade para cinco adultos, motores 1.0 e 1.2l CVVT com promessas de emissões abaixo das 90 g/km (um nacional bem ajustado faz uns 160 g/km, dados do Ibama) e sistema regenerativo que recupera a energia das frenagens e a armazena na bateria. A previsão de fabricação é em março de 2012 na Tailândia, e daí para o resto do mundo. Quem sabe ele vire cidadão o próximo e ilustre cidadão catalano.

Chrysler 300 C: Sedan predileto da playboyzada ganha um tapa no visual

O sedan que encantou os abonados brasileiros, com sua combinação de estilo, potência e a tração traseira, ganha alguns retoques no visual que já estava ficando cansado. "O novo sedan 300 C vem fechar a lacuna entre a aspiração ilusória e a posse de um bem" afirma o CEO da Chrysler Olivier François, "ele foi projetado para dar aos clientes aquilo que eles merecem, e não só o que pagam. O novo carro-chefe da Chrysler integra a classe mundial com qualidade, tecnologia e materiais de qualidade, para imprimir a sua marca nas ruas, avenidas e estradas do mundo".
O interior ganha novo enfoque baseado na conectividade com iluminação do painel e interior toda em LEd´s. A segurança recebe 70 itens entre ativos e passivos. Vem de série com rádio via satélite (cujo serviço deve funcionar só nos EUA), entradas USB e cartão SD e o volante recebe controle para o audio. A tela multifunção sensível ao toque pode sintonizar rádio via satelite, checar a pressão dos pneus, ajustar alguns itens do carro, chupar cana e assoviar ao mesmo tempo andando de monociclo em uma corda de aço e fazendo malabares.
Nos EUA o preço inicial parte dos 27.995,00 na versão "básica" e vai até a 4WD que chega aos 41 mil dólares, frete incluso. Aqui teremos que esperar a importadora definir os preços e quando irá trazê-lo para cá. Isto é, quando o estoque de modelos antigos for vendido.
O volante multifunções recebe diversos tipos de revestimento desde veludo, passando por napa e couro. Tem ajustes de altura e profundidade.
O velocímetro é retroiluminado por LED´s e tem diferentes escalas que dependendo da versão vai até 140 (224 km/h) ou 160 m/h (256 km/h).
A tela sensível ao toque acessa diversas funções de entretenimento, destaque para o bonito relógio situado no console central.
Nas versões mais sofisticadas, couro, napa ou vinil nos bancos e revestimentos. Nas versões top, aquecimentos dos bancos entre outros mimos.
Os bancos traseiros podem ser rebatidos na proporção 40/60 que na versão top podem receber aquecimento. E vem com cinto de três pontos e apoio para o ocupante do meio.
Dependendo da versão vem com rodas de 17 e 18 polegadas cromadas. As lanternas dianteiras e traseiras, agora são LED e ganham novo formato.
Mais cromados na dianteira, e agora com dois motores revistos, o lendário Hemi V8 e o Pentastar V6, esse com promessa de redução em até 8% no consumo.
Além da tração traseira, há uma versão 4WD ideal para quem mora onde neva. Ela vem com rodas de 19 polegadas calçadas com pneus P235/55R19.
O porta-malas ganha dois discretos "rabos-de-peixe" que terminam nas lanternas traseiras. Os espelhos retrovisores são rebatíveis e fotocrômicos com memória de posição e escurecimento.
Todo os motores recebem caixa automática Auto Stick que vem, nesse tempo em que caixas de 9 marchas são projetadas, somente com 5 marchas.
Detalhe para os escapes duplos cromados. O porta-malas recebe um filete também cromado que serve como elemento de ligação das duas lanternas.
A Chrysler pretende vender o 300 C como uma opção mais em conta que os europeus mais premium. E aqui deverá fazer a playboyzada trocar de carro...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Mini Paceman: Countryman coupé aparece em Detroit

A BMW o define como um muscle car "masculino" e que está fazendo o primeiro "SAC" compacto do mercado. Mas para o blogueiro aqui é só mais um crossover compacto de "imagem" para brigar em um mercado que está começando a ficar saturado de opções, que vão desde o básico e popular Ecosport (veja aqui) ao mais chique DS High (por aqui) passando pelo récem-lançado Veloster (agora aqui). Se em algum salão de automóvel chinês aparecer um clone, talvez eu me retrate aqui. No mais é um crossover com as qualidades típicas de um Mini, como a direção divertida e ágil que os mais experientes associam ao kart. O alvo típico é o jovem descolado que prefere ser associado a produtos "cool".
A cabine bem desenhada é feita para até quatro pessoas preza pela funcionalidade, lembrando que as vezes design e praticidade não andam juntos. A motorização é a mesma das versões mais bravas John Cooper Works, cujo quatro cilindros de 1.6l turbinado desenvolve 211 cv e tem torque de 26 kgm/f e que pode chegar aos 28 dependendo da solicitação. Lembre que isso é potência e torque de V6 de 3.0l e de repente o T-Jet 1.4 de 155 cv deixou de ser tão legal...
A tração Mini All 4 tem um diferencial central magnético que transfere cerca de 50% de torque para cada eixo, sem dar preferência para uma tração mais dianteira ou traseira como alguns fabricantes fazem. Em compensação, dependendo do uso, o diferencial pode transferir todo o torque para um dos eixo. E contribuindo para a condução mais ágil está a suspensão com a tradicional MacPherson na dianteira e a traseira é multilink e a direção é assistida eletromecanicamente com regressão (muitos publicam, e eu fui nessa, como direção assistida [hidráulica ou elétrica] progressiva, mas se a direção diminui a assistência à medida que aumenta a velocidade, então mestre Bob Sharp tem razão: é regressiva!).
A BMW considera o Paceman mais "vertical" que o Countryman e adequado para motorisas que fazem questão do "command view", bem adequado à terra das picapes, trucks, SUV´s e outros veículos grandes apesar da grita geral dos ecologistas que querem obrigar um corpulento americano a andar de Tata Nano. E o concept comemora com grande estilo os 10 anos do ressurgimento da marca Mini que se apresentou...
...Em Detroit.
Sketche do interior que pode comportar até 4 pessoas, tem todas as características de um Mini.
Talvez os detalhes em couro na maçaneta e no bocal de combustível não saiam na versão de produção.
Interessante são alguns detalhes cobreados nas rodas 19 polegadas e na barra que liga a coluna "A" à caixa de rodas.
Deverá vir com a mesma motorização da versão John Cooper Works e também com a tração MINI ALL4 do Countryman.
Apesar do motor ser um quatro cilindros, escapes duplos na traseira demontra um caráter mais esportivo.
A grandes lanternas redondas substituem as lanternas elípticas e acanhadas do Countryman.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Hyundai Azera Quinta Geração: Fora da Festa

Em uma cerimônia privada com 300 convidados, inclusive o presidente da Hyundai, Steve S. Yang, foi lançado na Coréia o novo Grandeur que aqui e em alguns mercados é chamado também de Azera, que chega após seis anos do lançamento da geração anterior e quase um ano depois do lançamento do "tapa" no visual da mesma.
O novo carro segue o padrão de linguagem visual da marca, o "Grand Glide" que dá esse visual mais aerodinâmico e fluido. Apesar de ser um sedan classudo e espaçoso, o novo Azera perdeu o ar de carro de tiozão que o antigo passava, mas detalhes do antigo acabaram ficando como o porta malas e paralamas traseiros com um ressalto, item esse que acabou virando um vinco que começa e termina nos paralamas.
O interior é bem equipado e chamá-lo de "salão" ou "extensão de casa" é querer ser modesto, ainda mais que ganhou 6,5 cm de entre-eixos. Vem com o painel em forma de asas estilizadas com display de 8 polegadas, típico da marca, amplo teto solar, integração com smartphone, couro Nappa, todos os assentos com aquecimento sendo o motorista com 14 posições de ajuste. Os passageiro recebem também proteção em caso de alguma eventualidade com o novo chassi que absorve mais choques, cintos com pré-tensionadores e apoios de cabeça ativos.
O condutor conta com cruise control ativo que mantém uma distância segura do carro da frente, além de sensores na traseira com câmera de ré e ainda conta com um assistente auxiliar no estacionamento, com direito a medição do tamanho da vaga que controla de modo semi-automático a operação de modo semelhante ao Park Assist da Volk (veja aqui), item que é muito bem vindo levando em consideração as dimensões generosas do sedan, que aqui entra na categoria grande ou "full size" ou médio-grande nos EUA. E para terminar a baliza, um freio de mão elétrico acionado por um botão.
A Hyundai espera vender 100 mil nesse ano e 120 mil carros no ano que vem somando mercados externos e internos, e debitando na conta a demora para lançá-lo em outros países, tanto que ficou fora do Salão de Detroit. O preço que a marca pretende pedir é na faixa de 28 mil dólares nos EUA e 35 mil dólares na Europa. "Com a nossa tecnologia de classe mundial e a dedicação à gestão da qualidade, foi possível criar o novo Grandeur (Azera...), tornando-o o sedan premium líder de nossos tempos", disse Yang. "O Grandeur atenderá (as expectativas) qualquer necessidade funcional e emocional dos nossos clientes."
Novidade na motorização são 2 novos propulsores com injeção direta, o Gamma GDI de 3.0l com 270 cv e torque de 31,6 kgm/f e promessas de consumo de 11,6 km/l e o Theta II GDI com 2.4l de deslocamento que rende 201 cv e torque de 25,5 kgm/f e projeção de consumo na casa dos 12,8 km/l todos com câmbio automático de seis marchas.
E na segurança tanto ativa quanto passiva o carro vem bem equipado com 9 air-bags mesmo (pelas contas da CAOA uns 11...), incluindo um de joelho, sistema de controle VDC (Controle dinamico), VSM (Controle de estabilidade conjugado com ABS e EBD), TPMS (monitora a pressão dos pneus) e sinal de parada de emergência em caso de freadas bruscas.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Hyundai Veloster: o "DS" coreano

Post atualizado em 19/02/2011 com correção de informação sobre o Kia Soul
A comparação com a linha DS da Citroën não é gratuita. Faz parte da mesma legião de crossovers compactos que foram lançados recentemente como o Juke da Nissan (veja aqui), o primo Kia Soul que veio antes das primeiras obras-primas de Peter Schreyer (agora aqui), o Mini Countryman (bem aqui) e óbvio do DS High (também aqui).
A Hyundai considera esse hatchback como um coupé contestador, já que para começo de conversa ele tem quatro portas sendo que a terceira é uma menor para o acesso ao banco de trás além da porta de acesso ao compartimento de bagagens, se bem que os nothbachs e lifbacks coupés costumam ter três portas, sendo que a terceira é o acesso ao porta malas. Essa porta adicional além de ficar ao lado da calçada como algumas minivans, ela é menor e independente ao contrário do esportivo Mazda R8 e algumas picapes de cabine estendida que tem duas portas auxiliares menores para facilitar o acesso ao banco traseiro, mas que precisam das portas maiores abertas para serem destravadas.
O painel tem tudo o que os americanos sonham com o que querem em matéria de entretenimento, como rádio via satélite e um display de 7 polegadas que reproduz arquivos de audio MP3 e de vídeo AVI e MPEG via USB, e um sistema que "ripa" o CD para o HD interno. Além disso tem sistema que alerta órgão policiais e seguradoras em caso de alguma emergência, além de leitura de SMS e outros serviços de integração com telefones celulares. E se não bastasse isso, quem vai se divertir muito mais são os amigos que tem uma tomada de 115v para conectar um vídeo game e ficar jogando durante uma viagem por exemplo...
Outro ponto é que Hyundai acha pode ter dois coupés como se isso fosse alguma proibição, sendo que o Veloster é um coupé de tração dianteira, e o Genesis Coupe é o de tração traseira mais tradicional e assim agradar quem prefere um ou outro tipo de tracionamento. Agora só falta um coupé de tração com tração integral para agradar o pessoal que vive em lugares em que neva muito...
O painel simétrico que segue a linguagem visual da marca ganha detalhes esportivos como as saídas de ar inspiradas em detalhes esportivos de motos além do volante em couro. Pedaleira e outros detalhes de acabamento podem ser de metal.
A versão standard pode vir com pneus na medida 215/45HR17. A bonita roda de liga que recebe detalhes na cor do carro pode vir em 17 ou 18 polegadas com pneus esportivos de perfil baixo na medida 215/40VR18. Será que resiste à moda "Pimp" ou "Tunner"?
Destaque é a terceira porta para acesso dos passageiros ao banco de trás. Apesar de menor ela tem articulação independente e pode ser aberta com a porta dianteira fechada. A maçaneta é escondida para manter o perfil coupé, truque muito usado em sedans e SW´s da Alfa Romeo.
A dianteira foge um pouco à nova linguagem visual da marca que abusa do hexágono na grade e dos faróis afilados que crescem a partir de linhas em "V". Lembra muito o DS e alguns concepts da Citroën, mas a identidade coreana está presente.
No concept era usado um motor 2.0 que na versão de rua foi substituído por um 1.6l com duplo comando variável de válvulas que semelhante ao 1.8 do Corolla Altis que atua também no escape. Com injeção direta rende 138 cv de potência e bom torque de 17 Kgm/f.
Inédito na marca é o DCT, câmbio de dupla embreagem automatizado que tem 6 marchas opcional ao manual também de 6. Cada uma das embreagens atua em um conjunto de marchas, um par e outro ímpar e responsável pela boa média de 17 km/l em ciclo rodoviário.
E para frear o conjunto dispõe de freios a disco nas quatro rodas com ABS e equilíbrio de frenagem com o EBD e o sistema de controle VSM que integra todos os auxiliares que evita derrapagens em pisos escorregadios. Além do controle de estabilidade, ainda tem 6 air-bags (atenção CAOA, nada de duplicar os de cortina...).
A suspensão dianteira é a tradicional MacPherson com amortecedores pressurizados, molas helicoidais e barra estabilizadora. A traseira é por eixo de torção e é usado pela primeira vez na marca uma barra estabilizadora de 23mm para controle de rolagem da carroceria em curvas fechadas.

Recordar é viver: Hyundai Veloster Coupé Concept - Crossover 2+2 mira o público jovem

Há pouco mais de três anos, primeiramente no Salão de Seoul, mais tarde o de Frankfurt e depois no Salão de Los Angeles de 2007 era apresentado o Veloster, um conceito que misturava as palavras de origem inglesa "Velocity" e "Roadster" apesar de ser um crossover 2+2. O que convenhamos nem é um roadster por não ser aberto e devido as limitações impostas por uma geometria de suspensão mais alta "velocidade" é algo que deve ser evitado nesse tipo de carro.
O público alvo do concept à época eram os jovens na faixa dos 20 anos, o público alvo da Scion (veja aqui o tC), a divisão jovem da Toyota. Segundo o executivo da marca Oh Suk-Gen, vice-presidente de design da marca, “com o Veloster, queríamos tentar algo realmente diferente”.
Na época conseguiram, hoje com o lançamento da versão de produção no Salão de Detroit desse ano, agora é somente algo mais do mesmo.
O motor proposto para esse conceito era o Theta 4 de 2.0 l. Um equivalente que equipa o Sonata chega a 274 cv e 37 kgm/f.
A tração é dianteira e o câmbio desse conceito era uma automática de 5 marchas. destaque para o teto panorâmico.
Sketch do interior para quatro ocupantes, abusava de tons constrastantes como o branco e o vermelho e da fluidez de formas.
E para alegria de quem gosta de música, havia um "doc" para i-Pod no console central. A iluminação dos displays era vermelha.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Honda Shadow750 2011: A chopper que quer ser custom

A Honda apresenta a nova Honda Shadow 750 repaginada, e para pior. Agora, de "chopper" foi transformada em moto "custom" de desenho "chopper". O resultado é um desenho barroco, em que o moderno entra em conflito com elementos clássicos como o motor em "V" e os cromados típicos da categoria. A antiga lanterna traseira em forma de trapézio de desenho mais classudo dá a lugar a uma lanterna escondida no paralama traseiro, típico das naked´s com personalidade mais esportiva. O tanque de 14,6l ainda está em formato de gota e os paralamas estão mais estreitos. A boa novidade desse ano é o C-ABS, sendo o "C" de Combined, já que a nova assitência de freios é a fusão do, já tradicional nos veículo de quatro rodas, ABS (Anti-lock Brake System) e do CBS (Combined Brake System) que evita que uma das rodas, especialmente a dianteira, trave e o condutor acabe ganhando o chão. Lembre que o habitat dessa chopper promovida a naked é as rodovias bem asfaltadas e que o motor de 750 cm³ proporciona velocidades de cruzeiro elevadas e com o chassi do tipo berço duplo confeccionado em aço bem rígido proporciona uma estabilidade e conforto que uma CG 150 a 80 km/h nem sonharia.
A distância entre eixos aumentou, passando de 1.639 mm para 1.655 mm; enquanto a relação entre comprimento, largura e altura agora é de 2430 x 835 x 1125 mm, contra 2.503 x 920 x 1.125 mm do modelo 2010. Todas essas alterações, aliadas ao guidão alto e mais estreito e ao novo assento, com 650 mm de altura do solo, proporcionam uma posição de pilotagem mais confortável para o piloto que quer encarar longas viagens. O centro de gravidade está mais baixo, contribuindo com a maneabilidade e permitindo manobras em alta velocidade, com maior estabilidade.
A moto conta ainda com sistema de injeção eletrônica de combustível PGM-FI. O recurso proporciona menor consumo de combustível, segundo a marca que não fornece dados de consumo, e emissão de gases poluentes, além de prometer respostas rápidas e lineares ao comando do acelerador. A suspensão dianteira é telescópica com curso de 115 mm, e a traseira é duplo-amortecida, com cinco posições de ajuste da tensão da mola, oferecem comodidade no uso com garupa. A bateria selada de 12V com 11,2 Ah dispensa manutenção. O tanque em formato de gota
E para ser sincero, a Honda pisou na bola na tentativa de modernizar um desenho bem clássico, acredito que o departamento de estilo deveria ter acentuado o caráter mais vintage do design e para os tecnófilos de plantão fazer uma versão mais moderna como as Harleys Sportsters e VRSC usando o mesmo motor. Aprendam com os mestres da Harley e da Indian crianças...
O modelo está disponível nas cores preta e vermelha metálica, ao preço sugerido de R$ 28.880,00 para a versão Standard sem C-ABS e de R$ 31.880,00 para a versão com C-ABS. Os valores têm como base o Estado de São Paulo e não incluem despesas como frete e seguro. A garantia é de um ano, sem limite de quilometragem.
O painel de instrumentos é integrado ao tanque de combustível com velocímetro, luzes indicadoras do neutro, pressão do óleo, temperatura do líquido de arrefecimento, de diagnóstico da injeção eletrônica e H.I.S.S (Honda Ignition Security System).
Na dianteira, a motocicleta possui farol compacto com lâmpada halógena 60/55W, os piscas deviam ter opção de lentes transparentes e lâmpadas âmbar.
O motor ainda segue a escola da Harley, um bicilíndrico em "V" com angulo de 52º e de 745 cm3, quatro tempos, e arrefecimento a líquido. Desenvolve a potência máxima de 45,5 cv a 5.500 rpm e torque de 6,5 kgf.m a 3.500 rpm.
O câmbio de cinco velocidades, é ligado às rodas traseiras por eixo-cardã que proporciona respostas imediatas com mais eficiência, baixa manutenção e conforto, devido à ausência de ruídos mecânicos e vibração do conjunto.
Na traseira, o abandono do estilo mais clássico com a nova lanterna, que agora é embutida no paralama traseiro e os piscas que segundo a marca tem boa iluminação.
A Standard é equipada com freio a disco com cáliper de duplo pistão e diâmetro de 296 mm na dianteira e freio a tambor de 180 mm de diâmetro na traseira. Já a versão C-ABS conta com freio a disco com cáliper de três pistões na dianteira e disco de 276 mm de diâmetro na traseira.
Os pneus largos, com 90/90 - 21M/C 54S na dianteira e 160/80 - 15M/C 74S na traseira, aliados às rodas dianteira de 21’’ e traseira de 15’’, ajudam o conjunto a manter a estabilidade tanto em retas quanto em curvas.
Duas versões: A Standard com freios mais simples e a C-ABS que ganha o ABS com freios combinados, o que evita a travagem de uma das rodas e derrubar o condutor em algumas eventualidades e emergências.