segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Honda expõe o CRV por falta de novidade

Parece que o híbrido CR-Z virou um coringa nas mãos da Honda, após expor no Salão de Tóquio (veja aqui), agora deu as caras no Salão de Detroit, que pelas novidades que apresentou só tinha coisas para os americanos verem. Pronto para estrear como modelo de produção praticamente a mais de sete meses do seu anuncio (veja aqui), a marca pretende enfrentar a arqui-rival Toyota e o seu Prius, que agora é plugável na tomada. Na Europa os faróis e lanternas terão LED's que substituirão as lâmpadas em alguns elementos
Apostando no desenho em cunha, tem um motor 1.5 que com ajuda dos motores elétricos tem potência e torque de motor 1.8 e consumo bem light ajudado pelas seis marchas: 20 km/l.
O interior segue o padrão da Honda com seu volante com três braços e o painel futurista, presente no New Civic.

Mais um mega-recall para a Toyota

Quando foi anunciado o mega-recall por causa dos tapete (veja aqui) em outubro por causa de um tapete com consequências fatais, podia-se esperar que o problema de acelerador travado estivesse resolvido, mas agora o problema é o desenho do pedal. Nenhum veículo nacional ou importado oficialmente pela Toyota daqui foi afetado, mas se tiver algum desses veículos por importação direta (isto é: vindo dos EUA) corra para o seu importador e veja como proceder. Caso o acelerador trade, a maioria dos Toyotas e Lexus com partida por botão desliga o o motor após pressioná-lo por três segundos. Segundo a Toyota, com o desgaste de pedal o mecanismo pode travar com o pedal acelerado ou demorar para voltar à posição inicial, segundo a marca, em raras ocasiões. A marca está estudando uma solução técnica para o problema.
Os carros são o ano modelo 2009-2010 da RAV4, 2009-2010 Corolla, 2009-2010 Matrix, 2005-2010 Avalon, 2007-2010 Camry, 2010 Highlander, 2007-2010 Tundra, 2008-2010 Sequoia. A convocação desta vez é um pouco menor: 2,3 milhões de carros serão chamados e destes 1,7 milhão tinham sido convocados no recall anterior.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Mini Countryman: A Volta do Moke

Depois de toda a onda ecológica que pregava contra os SUV's em geral por serem mais pesados, gastões e em casos de acidentes quem sofria mais os danos eram os passageiros de carros menores, parece que esse tipo de veículo está longe de ser extinto. A Mini finalmente lançou o seu, no mesmo molde dos outros lançamentos: moderniza uma versão que era existente na linha do Mini clássico e a renomeia. Assim a Traveler virou a Clubman e a derivação 4X4 que ganhou o nome de Moke agora é a Countryman.
O interior mantém o mesmo desenho básico dos Minis modernos. Os bancos traseiros vem com regulagem de inclinação e podem ser deslocados em 130 mm e todos os bancos, inclusive o central vem com cinto de três pontos com pré-tensionadores. E a iluminação indireta, que é servida por um sistema de fibras ópticas, pode mudar as cores de forma contínua de um laranja quente para um azul de tom mais esportivo. Outro toque que remete ao Mini mais clássico é o cromado que engloba o pisca lateral e desce da linha da coluna"A" e é também complementado por uma saída de ar integrada.
Para encarar estradas mais difíceis há o novo sistema de tração integral Mini 4ALL que utiliza um diferencial eletrohidráulico que distribui a força entre os eixos na proporção de 50% pra cada eixo, mas que pode chegar a 100% caso uma das rodas tracione melhor. E vem com sistema DTS que também atua no diferencial autoblocante do eixo dianteiro.
E o chassi é completamente novo. Nessa versão, a Cooper S vem com um motor 1.6 de quatro cilindros de injeção direta de combustível, controle variável de vávulas e o sistema de turbo Twin Scroll emprestado da BMW que rende 184 cv e torque que pode chegar a 27 kgm/f. As aceleração vai de 0-100 km/h em 7,6 segundos com máxima de 215 km/h. E o consumo é de quase 16 km/l e as emissões de CO² ficam em razoáveis 145 g/km.
Os faróis combinam xenon com LED's que podem ser, opcionalmente, de fachos direcionais que acompanham o interior das curvas. E em relação ao concept Beachcomber, as luzes de milha migram para a saia inferior e dividem o lugar com as luzes de milha em duplo refletor, ao contrário do CrossFox que usa uma lâmpada de duplo faixo na mesma lente para executar as duas funções.
As versões One e Cooper vem com motores a gasolina com quatro cilindros com o sistema valvetronic, mas sem turbo, que tem potências de 98 e 122 cv, torque de 16 e 17 kgm/f e acelerações de 12,7 a 10,5 segundos respectivamente. E os consumos e emissões ficam em 16,9 e 16,4 km/l e 137 e 142 g/km de CO². E para a alegria dos europeus que adoram esse tipo de motor, há os diesel com quatro cilindros commom rail, com turbo de geometria variável, que rende potências de 90 e 112 cv, torque de 22 e 28 kgm/f e acelerações de 13,2 a 10,9 segundos respectivamente. E os consumos e emissões ficam em surpreendentes 23,2 e 22,7 km/l e 113 e 116 g/km de CO².
Pelas reações em blogs gringos, não estranhe se ele competir com a Dobló pelo posto de carro mais feio. Mas gosto é gosto e coisas subjuntivas são difíceis de medir. Mas ao analizar o desenho, podemos ver que não deixa de ser um Mini.
O interior é típico dos minis, com o grande velocímetro central que abriga o multimídia e o GPS.
Os assentos estão um pouco mais elevados que um Mini normal, mas sem perder as características de conforto e dirigibilidade típicas da marca.
O primeiro Mini de quatro portas tem quatro lugares, mas pode ser adquirido com banco traseiro para três lugares, mas aí perde o console central na traseira.
Esse console central pode ser configurado para colocar vários porta-objetos, com clipes de fixação podendo movê-los para a frente ou atrás ou mudar a disposição destes.
O porta-malas tem 350 que pode ser ampliado para 440 litros de capacidade ao deslocar os bancos para frente, mas quando são rebatidos alcança 1730 litros.
E agora virou moda: primazia dos tunners, a iluminação indireta agora é item obrigatório em todos os grandes lançamento.
As lanternas traseiras estão mais afiladas e verticais, "alargando" o veículo.
Esse é o interior em couro da versão Cooper, que recebe também detalhes cromados.
Novidade é o pisca direcional ser posicionado no paralamas dando continuidade à linha do parabrisas, que era a linha de solda do clássico Mini.
O símbolo da Mini agora é a maçaneta do porta malas do Coutryman.
Essa é a Cooper S, que ganha desenho diferenciado na grade e novas entradas de ar para refrigerar os freios.
Outro diferencial é as saídas de escape duplo e aberturas de ar nos parachoques traseiros.
As rodas de liga leve podem vir de 16 a 20 polegadas e é de série nessa versão "S" da Cooper.
O mais alto, mais comprido ao ficar com mais de 4 metros e largo dos Minis não perdeu o visual típico da marca.
O teto solar translúcido é outro grande opcional do crossover que contribui para clarear ainda mais o interior.
Os faróis dianteiros ganham aros cromados e a grade é em peça única na versão One.
Por enquanto somente motores de quatro cilindros com potências entre 98 e 122 cv.
As versões One e Cooper "D" vem com motores a diesel, mas sem reduzida então, pode esquecer dificilmente será vendido aqui por motivos legais.

Alfa Romeo Giulietta pode ser o último da marca

A Alfa divulgou em dezembro as primeiras imagens da Giulietta que será apresentado em Genebra. O carro nasce em momento de trevas pra a marca que está prestes a completar o seu primeiro, e talvez único, centenário. A revista Automotor portuguesa confirmou a notícia de que o diretor Harald J. Wester que já controla as divisões Maserati e Abarth assumirá a Alfa que apresentou prejuízos que vão de 200 a 400 milhões de euros por ano desde 2000. Segundo o Grupo Fiat a intenção é encontrar "sinergias" entre as marcas e fazê-las lucrar. O mais difícil é que cada marca tem um público e história diferentes. A Maserati vem de um longo período de prejuízos e atualmente vende quatro modelos, todos com motores desenvolvidos pela Ferrari. A Abarth é a "envenenadora" oficial da Fiat, que anaboliza os modelos pacatos da fabricante italiana. E a Alfa que chegou a produzir durante quase 30 anos aqui no Brasil carros que foram referência em luxo e esportividade, hoje é uma sombra do que foi e só faz "versões" mais apimentadas de carros da Fiat como esse Giulietta que usa a mesma plataforma do Bravo.
Quero ver encontrar sinergia entre três filosofias totalmente diferentes.
Vamos ao carrinho. O Alfa Giulietta (ex-Milano) retoma o nome usado em lendários coupés e berlinas (sedã-coupé na Itália) entre 1954 e 1965. Vem com configuração em três modos, dependendo do piloto: Dynamic, Normal e All Weather que atuam na central eletrônica, controle de estabilidade, suspensão e no diferencial. Os faróis dianteiros ganham LED's que fazem o papel de luzes diurnas
As lanternas traseiras são todas em LED's, que ganham em segurança com o acendimento instantâneo das luzes. Tem a disposição quatro motores, todos turbo: 1.4l com 120 cv e outro 1.4 com o sistema Multiair (controle hidráulico-mecânico das válvulas de admissão e escape) de 170 cv a gasolina e dois diesel: o 1.6 de 105 cv e 2.0 de 170 cv. Todos os motores tem sistema Start-&-Stop. Há uma versão Verde Quadrifoglio com um 1.75l com animados 235 cv.
O interior lembra o 8C Competizione com detalhes em alumínio. Vem com controles de estabilidade, de torque, VDC (Controle Dinâmico do Veículo) e o diferencial eletrônico Q2.

Fiat 500 ganha mais uma versão "By Diesel"

A Fiat comercializa em edição limitada a 10 mil carros o 500 by Diesel que recebe um tom azulado "camaleão" denominado "Azul Midnight Indigo" que, segundo a fábrica, tem efeitos 3D. Uma das opções de motores é um diesel, que como infelizmente é exclusividade de nosso mercado, não virá aqui. É uma unidade 1.3 Multijet que rende 95 cv, parece pouco mas nessa coisinha faz um estrago enorme e sem gastar horrores de combustível (médias de 26 km/l), afinal abastecemos por litro, e não por galão. Se vier alguma unidade dessa edição aqui, talvez venha com o 1.4 de 100 cv que vem com as pinças pintadas em amarelo.
Falsa entrada de ar traseira, novas rodas de 16 polegadas e pinças amarelas que são exclusivas da versão 1.4, fazem parte do pacote.

Fiat Bravo ganha alguns retoques para 2010

O Fiat Bravo, que irá substituir o pé-na-cova Stilo nas versões mais luxuosas ganha retoques na Itália como máscara dos faróis em novo tom, maçanetas e espelhos pintados na cor do veículo, bem ao estilo brasileiro. Esses retoques vieram muito cedo, já que o carro foi lançado em 2008.
Aqui no Brasil talvez seja lançado ainda esse ano, estreando já a nova família de motores Tritec e quem sabe talvez um câmbio de seis marchas.
Interior ganha novos tons e cores e painel recebe pintura que lembra fibra de carbono, igual ao Punto Evo.

Corsa Classic: Nova roupa velha

Até a alguns anos atrás era comum familias numerosas, sobretudo na zona rural. E era comum também somente o irmão mais velho receber as roupas novas, que ia sendo repassada aos irmãos mais novos sucessivamente até chegar ao irmão mais novo, bem surrada e remendada.
Temos exemplos recentes disso, a "nova Berlingo" da Citroën e o "novo Focus" da Ford (veja aqui) pelo lado argentino, e a "nova Dobló" (veja aqui, aqui e aqui) e agora o Classic pelo lado brasileiro. O pessoal do blog Auto Segredos acaba de confirmar que o restiling do Classic será baseada no Sail, versão do antigo Corsa Sedã que deixou de ser fabricada lá. A "novidade" virá, segundo o blog em maio desse ano, para dar uma sobrevida ao carro até 2014. Se antes recebíamos ferramental de segunda mão de países desenvolvidos, agora recebemos ferramental chinês de segunda mão o que mostra a nossa "evolução" como o maior mercado sul-americano, isso porque a diretoria disse que a GM brasileira tem "grande importância" para a GM mundial. E isso porque a GM brasileira exporta para o Mercosul e praticamente para todos os outros países que fazem fronteira com o Brasil, menos para o Chile que recebe produtos da GM chinesa.
Veja como será a traseira, que abandona de vez as lanternas horizontais.
Pode esquecer a luz de neblina que não é oferecida nem como opcional aqui.
Na versão chinesa o carro recebe luzes de neblina que deverão desaparecer na versão brasileira, o pisca irá para o canto interior da lanterna, em disposição semelhante ao do Celta.
Esse é o painel da versão chinesa que é quase igual ao nosso, sintoma que não deverá ter nenhuma alteração.
Esse aí é o novo "Classic" chinês, o Sail, que deverá custar um pouco mais de 10 mil dólares por lá, praticamente o preço do Classic aqui sem impostos.
O carro recebeu o novo padrão visual da GM, com itens de design comuns ao Cruze como o detalhe da porta traseira. Vem com modernos motores 1.2 de 85 cv e 1.4 cv de 102 com coletor de admissão variável e câmbio de (ainda) cinco marchas.
Na traseira as lentes ganham formato trapezoidal mas continuam verticais para garantir um bom acesso ao porta-malas sem precisar dividir as lanternas.
Opcional que só o Fox tem aqui, teto solar elétrico. Tirando alguns Fiats que têm disponível o Skywindow, o acessório é um inesplicável fracasso no mercado nacional, cujo clima vai do temperado ao tropical.
O painel segue a tendência da "nova GM" de ser simétrico com o quadro de instrumentos incrustado no lado do motorista, se o país em que o carro for exportado tiver mão direita, é só trocar o painel e o porta luvas de lugar.
O painel tem uma estranha inversão, com velocímetro analógico e contagiros digital, o que dificulta um pouco a leitura. Como podem ver, o ABS e air-bag são oferecidos nesse modelo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Mitsubishi ACX Compact Crossover: O mini-Outlander ganha as ruas

Para que não sabe de quem estou falando veja aqui, quando ainda era um concept. A Mitsubishi vai lançar o ACX no Japão em fevereiro e pode extender a comercialização na Europa. Talvez a Mitsubishi o traga para cá como uma opção para enfrentar o onipresente "que anda sobre as águas" Tucson. Virá com um motor 1.8 turbo-diesel com injeção direta que atende as normas Euro 5 e tem sistema stop-&-go, que desliga o motor quando o carro fica muito tempo parado e uma caixa manual de seis marchas. Se vier para cá terá um motor diesel comum e talvez o V6 Flex.
Não escrevi que a Mitsubishi iria "corrigir" o desenho da traseira? A fábrica promete que o carro acomoda bem 5 pessoas.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Yamaha Fazer YS250 Limited Edition 2010: Objeto de desejo dos motoboys fica mais sedutor

A Yamaha resolveu, após quatro anos, relançar a série especial Limited Edition com 5000 unidades e nada mais. A motocicleta vem somente na cor negra e os decalques e detalhes são dourados no melhor estilo "John Player Special" do saudoso Senna. Responsável por inaugurar a família de motocicletas "verdes" de 250 cm³ da marca que segundo ela são: modelos que utilizam injeção eletrônica de combustível, catalisador e Sistema de Indução a Ar (Air Induction System). Essas soluções diminuem as emissões de poluentes, mas a Yamaha não divulgou os números e nem a quantidade reduzida em relação ao modelo anterior.
O farol ganha aro negro fosco e os piscas recebem lentes brancas. Outros destaques são: o pára-lama, o garfo e as aletas (entrada de ar) na tonalidade negra.As suspensões dianteira (onde fica acomodadas as barras) e traseira (braço oscilante) também receberam acabamento em preto, conferindo um visual arrojado e equilibrado.
Outro item que seguiu a tendência do restante da motocicleta nessa série especial foi o escapamento e o protetor antiqueimadura.
O assento da Fazer YS250 comporta confortavelmente duas pessoas, para a Limited Edition ele ganhou textura e uma costura, separando o espaço entre o piloto e o garupa.
O novo grafismo do painel, em fundo branco, é diferenciado da primeira edição. Todo o conjunto é composto por dois mostradores análogos (velocímetro e conta-giros mais as luzes espias) e um display em cristal líquido que contém: hodômetro total e dois parciais (trip1 e trip2), hodômetro do combustível (f-trip), marcador do nível de combustível digital e relógio.
As rodas de liga leve na edição limitada ganharam um detalhe exclusivo. Uma faixa em dourado no aro, próxima ao pneu.
O motor, monocilíndrico de quatro tempos, de 249 cc, desenvolve 21 cv de potência a 8.000 rpm e 2,10 kgf.m a 6.500 rpm recebeu a pintura em preto. Assim como a versão normal da linha, o pistão é forjado e o cilindro conta com revestimento de cerâmica dispersiva de calor.
Nas laterais, junto ao assento, o logotipo "Limited Edition" em dourado combina com a lanterna composta por lentes de cristal. Outros detalhes gráficos são: o bocal do tanque de combustível com os dizeres "YS 250" e as abas com o nome Fazer.