Mostrando postagens com marcador Corsa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Corsa. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de abril de 2010

Chevrolet Classic com cara chinesa finalmente é apresentado

A Chevrolet finalmente apresentou o Classic, antigo Corsa Sedan, com o visual 'made in China' ganho do seu primo chinês Sail que lá ganhou uma nova geração (veja aqui). Tipo, irmão caçula de família numerosa que vai recebendo as roupas conforme os irmãos mais velhos vão crescendo.
Não adianta chorar, já que tem um bilhão e meio de chineses lá e nós aqui mal chegamos a duzentos milhões. Depois que os profetas do apocalipse e os tecnófilos decretaram a morte do Classic, em favor do irmão mais novo Prisma, parece que as boas vendas fizeram a GM desistir de aposentá-lo. Se você está precisando de um carro barato, com bom porta malas e preço na casa dos 25 mil reais, ele é a única opção até os chineses desembarcarem de vez. Aí será a luta entre preço versus qualidade. A GM comemora a venda de um milhão desse sedan simpático, prático e esperto que me faz duvidar às vezes que o Corsa Wind dos anos 90 era a versão hachtback dele de tão lerdo que era. E corre o risco de bater as vendas do Chevette que chegou a 1.065.000 unidades emplacadas em 20 anos de fabricação (1973-1993) com seis anos a menos que o seu antecessor.
"O Chevrolet Classic é um carro com custo-benefício excelente, que atende às necessidades dos clientes, com a vantagem de estar agora ainda mais bonito", acredita Jaime Ardila, presidente da GM do Brasil e Mercosul. As novidades são o radinho que reconhece MP3 e tem entrada USB, a nova frente, a nova traseira, maçanetas na cor do veículo e por incrível que pareça, repetidores dos piscas nos paralamas dianteiros.
"O Chevrolet Classic continua sendo a melhor opção de custo-benefício e agora, muito mais bonito e moderno", avalia Marcos Munhoz, diretor geral de Marketing e Vendas da Chevrolet.
E entre nós, apesar do desenho defasado e de origem chinesa, está muito mais bonito que o padrão coreano via Daewoo do futuro Celta (Spark) e do desengonçado Agile.
O interior não muda e por incrível que pareça, o painel de instrumentos conta com conta-giros, coisa rara no segmento que sempre se inspira no painel do Fusca. Virá de série com desembaçador elétrico do vidro traseiro, imobilizador eletrônico, vidros verdes, pára-brisa laminado, preparação para som e barras de segurança. Dentre os opcionais virá ar-condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros com acionamento elétrico e travas elétricas das portas.
O radinho, única novidade no interior, conta iluminação e cor frontal em âmbar, nos mesmos tons utilizados nos painéis dos veículos da marca. O produto possui ainda entrada auxiliar frontal, compatível com MP3 Player, entrada traseira para USB e três faixas de equalização (graves, médio e agudos) com ajuste de frequência. A linha conta também com controle de distorção e uma das maiores potências do mercado, 4 x 26 Watts RMS.
"O Chevrolet Classic oferece versatilidade, um porta-malas com 390 litros de capacidade e um excelente espaço interno, itens que certamente colaboraram para alcançarmos esta marca", acrescenta José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM do Brasil em momento pai-coruja.
Agora você sabe porque falamos que o porta-malas do Civic é minúsculo.
O motor 1.0 Flexpower VHCE com injeção multiponto desenvolve 78 cv de potência e tem 9,7 kgfm de torque com o álcool. Com gasolina, 77 cv e 9,5 kgfm respectivamente. Segundo a GM ele faz de 0-100 km/h em 13,6 s e máxima a 166 km/h sempre com álcool.
O carro pode receber itens de personalização como faróis de máscara negra, protetor de soleira, rodas de alumínio aros 13 e 14 polegadas e lâmpada azul (Blue Vision) para o farol e faróis auxiliares no pacote "Estilo".
No "Conforto" virá a alça de segurança do teto, acendedor de cigarros, cinzeiro, direção hidráulica (somente com ar-condicionado), vidros elétricos dianteiros, travas elétricas, alarme com controle remoto, quebra-sol direito com espelho, calha de chuva, geladeira (!!) e cabide.
O "Proteção" inclui adesivos refletivos, tapetes de carpete e borracha e protetor de cárter. Já no "Entretenimento" são oferecidos CD Players, alto-falantes triaxiais dianteiro e traseiro de 45W e 60W e GPS.
Consumo, item mais importante para quem compra esse tipo de veículo, em números norma 7024 NBR: 13,3 km/l (G) e 9,5 Km/l (A) na cidade, 18,3 km/l (G) e 13 km/l (A) e para facilitar as comparações ciclo combinado norma ABNT: 15,2 Km/l (G) e 10,7 Km/l (A).
Legendas: (A) = Álcool e (G) = Gasolina)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Corsa Classic: Nova roupa velha

Até a alguns anos atrás era comum familias numerosas, sobretudo na zona rural. E era comum também somente o irmão mais velho receber as roupas novas, que ia sendo repassada aos irmãos mais novos sucessivamente até chegar ao irmão mais novo, bem surrada e remendada.
Temos exemplos recentes disso, a "nova Berlingo" da Citroën e o "novo Focus" da Ford (veja aqui) pelo lado argentino, e a "nova Dobló" (veja aqui, aqui e aqui) e agora o Classic pelo lado brasileiro. O pessoal do blog Auto Segredos acaba de confirmar que o restiling do Classic será baseada no Sail, versão do antigo Corsa Sedã que deixou de ser fabricada lá. A "novidade" virá, segundo o blog em maio desse ano, para dar uma sobrevida ao carro até 2014. Se antes recebíamos ferramental de segunda mão de países desenvolvidos, agora recebemos ferramental chinês de segunda mão o que mostra a nossa "evolução" como o maior mercado sul-americano, isso porque a diretoria disse que a GM brasileira tem "grande importância" para a GM mundial. E isso porque a GM brasileira exporta para o Mercosul e praticamente para todos os outros países que fazem fronteira com o Brasil, menos para o Chile que recebe produtos da GM chinesa.
Veja como será a traseira, que abandona de vez as lanternas horizontais.
Pode esquecer a luz de neblina que não é oferecida nem como opcional aqui.
Na versão chinesa o carro recebe luzes de neblina que deverão desaparecer na versão brasileira, o pisca irá para o canto interior da lanterna, em disposição semelhante ao do Celta.
Esse é o painel da versão chinesa que é quase igual ao nosso, sintoma que não deverá ter nenhuma alteração.
Esse aí é o novo "Classic" chinês, o Sail, que deverá custar um pouco mais de 10 mil dólares por lá, praticamente o preço do Classic aqui sem impostos.
O carro recebeu o novo padrão visual da GM, com itens de design comuns ao Cruze como o detalhe da porta traseira. Vem com modernos motores 1.2 de 85 cv e 1.4 cv de 102 com coletor de admissão variável e câmbio de (ainda) cinco marchas.
Na traseira as lentes ganham formato trapezoidal mas continuam verticais para garantir um bom acesso ao porta-malas sem precisar dividir as lanternas.
Opcional que só o Fox tem aqui, teto solar elétrico. Tirando alguns Fiats que têm disponível o Skywindow, o acessório é um inesplicável fracasso no mercado nacional, cujo clima vai do temperado ao tropical.
O painel segue a tendência da "nova GM" de ser simétrico com o quadro de instrumentos incrustado no lado do motorista, se o país em que o carro for exportado tiver mão direita, é só trocar o painel e o porta luvas de lugar.
O painel tem uma estranha inversão, com velocímetro analógico e contagiros digital, o que dificulta um pouco a leitura. Como podem ver, o ABS e air-bag são oferecidos nesse modelo.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Confirmado: Tucson atual é o que vai ser feito aqui

A Caoa havia soltado release sobre a contratação de 900 funcionários para a sua fábrica, que atualmente fabrica o utilitário HR, e o investimento de 400 milhões até 2011.
Tudo bonitinho, todo mundo feliz, os economistas e comentaristas de plantão comemorando esse indicador de crescimento econômico quando o presidente do grupo, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, soltou essa bomba na Folha Online: "Ele deixa de ser produzido na Coreia e vai ser produzido exclusivamente no Brasil". Se ele tivesse lembrado do Corsa, que teve polêmica semelhante, pensaria bem sobre assumir a fabricação do Tucson antigo. Em 94 havia dúvidas se seria fabricado a primeira ou a segunda geração do Corsa. O presidente da GM na época disse: "o novo Corsa será fabricado no Brasil". O final da história todo mundo sabe: precisou uma lei para decretar o fim de produção do veterano Classic, antes Corsa Sedã.
Uma pena, mas só países de primeiro mundo receberão o novo Tucson ou I-35