quarta-feira, 11 de maio de 2011

Porsche 911 Carrera Black Edition: O lado negro de Stuttgart

O lado negro sempre é tentador. Ainda mais se for a Porsche criando edições negras de seus maiores sucessos no mercado. Um deles é o tradicional 911 Carrera que ganha a edição Black Edition limitada a 1911 unidades. E ao contrário do lendário Ford T na qual se podia escolher qualquer cor desde que seja preto, há duas opções de "cores": preto sólido ou a variante metálica preto basalto. Essa edição abrange também a versão cabriolet do 911 Carrera que ganha capota de tecido negro.
Quem entrar no veículo é recebido pela soleira com dizeres alusivos à versão e no painel acima do porta-luvas há uma placa numerada com o número da unidade dessa série especial. Os bancos recebem couro parcialmente, naturalmente negro, e também na empunhadura do volante. Para quem acha que o som do tradicional boxer não é a "sinfonia do universo", há um som Bose de alta definição com sistema surround de 385 watts, com 13 alto-falantes no coupé e 12 no cabrio que sonoriza o multimídia com GPS e com entrada de audio universal.
O carro tem o sistema de controle automático da suspensão PASM que ajuda na estabilidade e junto com o PDK há o "cruise control" opcional e também assistente de frenagem. Aliás, esse câmbio proporciona um pequeno milagre ao melhorar a performance do carro e ao mesmo tempo baixar o consumo, graças às suas sete marchas, uma a mais que a manual, e à dupla embreagem que deixa sempre a próxima marcha pronta para ser engatada. E para quem for se divertir no semáforo há o "launch control", somente nos carros com câmbio PDK, para arrancar sem queimar o pneu e o filme...
E para parar, freios a disco em carbono-cerâmica opcionais com pinça de quatro pistões na dianteira.
O carro está disponível desde abril na Alemanha e custa, com impostos inclusos lá, 85.538 euros para o cupê e 96.843 Euros para o Cabriolet. Aqui não há previsão de vendas por enquanto.
Os assentos são parcialmente em couro e uma soleira em alumínio com dizeres alusivo à versão saúda o condutor ou passageiro que adentrar à cabine, em preto.
O quadro de instrumentos permanece em preto, contrastando com detalhes em alumínio no volante, console central com tela que abrange o GPS no painel.
As rodas de 19 polegadas tem desenho "dicróico" para combinar com o carro mesmo em movimento e mostrar os freios, no painel selo indicativo do número da unidade.
Essa versão usa o já conhecido boxer de seis cilindros, com 3.6l e produz 345 cv @ 6.500 rpm, acoplado a uma caixa manual de seis marchas ou a automatizada PDK de sete.
O carro faz de 0-100 km/h em 4,9 s, sendo 5.1s no cabrio, na manual e os números baixam para 4,7 e 4,9 com a PDK e alcança a máxima de 289 km/h.
Apesar de toda a cavalaria e desempenho, o carro faz 9,71 km/l na versão fechada com câmbio manual e 10,2 km/l com o câmbio PDK. O cabrio consome algumas centenas de metros a mais.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Mini Folding Bike: Zero emissões em duas rodas

Essa os paulistanos descolados vão adorar: uma bicicleta dobrável da Mini. A bicicleta tem rodas de 20 polegadas, banco em gel, corrente revestida de teflon para não manchar a roupa durante as pedaladas com graxas e óleos e para-lamas para ignorar a chuva.
E para evitar alguma eventualidade noturna, vem com refletores nos pedais, se bem que é recomendável usar um colete com faixas reflexivas, e que me perdoem os tímidos, com roupas de cores claras e berrantes. Ser visto é tudo, ainda mais em um veículo lento como uma bicicleta.
E para manter a identidade Mini, no garfo traseiro o símbolo "Union Jack" do Reino Unido e o logotipo Mini em prata. A bicicleta custará 499 euros (não se assuste, tem bicicleta dinamarquesa que custa 10 vezes a mais que isso e não é de grife) e estará disponível a partir de agosto junto com alguns acessórios. Aqui por enquanto é ainda sem previsão.
Feita em alumínio, a bicicleta pesa somente 11 quilos e conta com 8 marchas.
A bicicleta pode ser dobrada ao meio. Só assim para caber no porta-malas de um Mini.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Citroën DS5: Crossover urbano luxuoso e de personalidade

A marca do duplo chevron não para de lançar variantes para a sua linha de luxo DS, cujo nome homenageia o Citroën DS lançado na década de 50, e ponto de referência em luxo e inovação técnica naquela época.
A cabine o DS5 segue o mesmo padrão da linha DS e tem alguns itens inspirados pelo concorrente Mini como alguns comandos localizados acima do retrovisor, mas o desenho tem aquelas linhas elegantes que só os franceses sabem fazer e sem cair no mau gosto. Os bancos são de couro watchstrap com costuras prateadas, exclusivos para o modelo exposto em Shangai. Um toque no botão de partida traz a cabine à vida com sua iluminação branco-avermelhada.
Na parte externa detalhes como os para-choques traseiros com "guardas-ponteiras" de escapes cromadas e a janela traseira dividida em duas pelo defletor aerodinâmico, colocado lá para diminuir o consumo, e ironicamente dar um toque esportivo ao crossover. E por falar em crossover ele pega emprestado a motorização híbrida a diesel do primo 3008, a Hybrid4 (veja aqui) que aqui rende 200 cv em modo contínuo, contra 190 em modo normal e 200 em overboost do primo mais franciscano.
A versão exposta tinha grandes rodas de liga com 20 polegadas, que na versão de produção diminuirão para razoáveis rodas de 19 a até 16 polegadas nas versões de entrada. Os cromados ganham detalhes interessantes como a barra que nasce do alto dos faróis e termina no espelho retrovisor, ou o corte inusitado na linha de caráter na coluna "C" que depois vira o contorno da estreita janela traseira.
Devido às limitações de nossa legislação, essa versão não será vendida aqui quando for produzida, somente a gasolinase tiver, já que a Citroën aposta no diesel para reduzir as emissões, de só 99 g/km. Um carro médio (o DS5 tem 4,5 metros de comprimento) emite de 50 a 100 g/km a mais se usar gasolina, o que é um trunfo contra as severas normas européias de emissões de poluentes, e que tendem a piorar obrigando a adoção de tecnologias alternativas mais caras e incentivando o uso de motores elétricos, um contra-senso na Europa coalhada por usinas termo-elétricas tão poluidoras que fazem um carro elétrico compacto "emitir" mais CO² que um carro grande e potente à gasolina.
Apesar de ser um crossover de quatro portas, a posição de condução é semelhante a de um coupé. Volante de base achatada e sistema head-up display colorido tornam a experiência mais divertida.
Alguns detalhes do DS5 como as lanternas traseiras e faróis em LED´s, a barra cromada que "nasce" dos faróis e vai até a altura do retrovisor e as grandes rodas de liga de 20 polegadas.
A dianteira característica da linha DS com os dois "chevrons" cromados que compõem a dianteira. Os faróis de xenon ganham os leds de iluminação diurna na base e as setas ficam em nicho abaixo.
Apesar da carroceria "crossover", a marca o define como um hachback com "cinco lugares reais e a funcionalidade de uma sportwagon". Sistema híbrido fornece 200 cv e emite só 99 g/km rodado.
Na traseira, cromados só no acabamento da saída de escape e no logotipo da divisão de luxo da marca. Defletor divide em dois a janela traseira, mas "alonga" o perfil aerodinâmico do veículo.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ram “Long-Hauler” Concept Truck: Exagero americano é ideal para longas viagens

Parafraseando uma daqueles e-mails revoltados que invadem a nossa caixa postal, a diferença entre o aposentado brasileiro e o americano é que o primeiro quando se aposenta continua trabalhando porque não conseguiu juntar dinheiro por causa dos impostos e dos juros altos e a aposentadoria nem dá conta do básico essencial para uma boa vida. O segundo, se for um cara previdente, além de viver bem com os rendimentos de sua aposentadoria, ainda poderá comprar o "barco" do seu sonho para navegar por aí ou um "trailer" caso prefira viajar pelo interior.
Eu pus "barco" e "trailer" entre aspas por causa das dimensões desses veículos nos EUA. Os barcos são tão grandes que exigem reboques com rodado duplo de dois eixos, e os trailers são do tamanho de um ônibus grande.
E para levar esses trambolhos (ôôô, inveja...) pra lá e pra cá, são as picapes que além de motores potentes em "V" com 8 e mais recentemente com 6 cilindros, rodados duplos e quinta roda (sistema de engate usado para engatar em um cavalo-mecânico a carreta de carga) que se encarregam do serviço. Por dentro nada da rusticidade que se vê por aqui, que depois é empiriquitado por tranformadoras especialistas em transformar um design frugal em perfeito representante do estilo rococó, mas sim em acabamento digno de carros luxuosos.
E a RAM, a nova divisão de veículos comerciais do grupo Chrysler (veja a linha apresentada em Detroit ano passado aqui), apresenta um conceito que é a máxima essência da cultura hiperlativa americana. E com justificativa: enquanto aqui trabalhamos duro para sustentar filhos e parentes necessitados e ainda ter que justificar a cerveja do domingo, lá eles também trabalham duro para curtir a vida em seus momentos de folga com amigos e familiares. A RAM "Long-Hauler", caminhão longo em tradução sem limar as rebarbas, é tudo isso em seus 7,34 metros de comprimento. Com pouco mais de 4.200 kg de peso, por essas terras o "Long Hauler" só poderá ser dirigido por quem tem carteira "E" aqui no Brasil já que além de ter mais de 3.500 kg é um cavalo mecânico, mas o motor diesel da Cummins de 6,7l que o equipa tem 350 cv e 110 kgm/f e dá conta do recado tranqüilamente, ainda mais ajudado pela caixa automática da empresa Aisin com seis marchas que transfere toda a potência do motor para as quatro rodas do eixo traseiro. Eu escrevi "tranqüilamente". Apesar da potência e principalmente do torque, ele não é um "Fórmula Truck" que apesar de ter a mesma massa, só tem um terço da potência do caminhão de corrida. Na verdade ele é um "cavalinho mecânico" com adaptações como a tampa da caçamba com abertura para facilitar o encaixe do reboque na quinta roda e a dianteira tem um quebra-mato e o estepe fica embaixo da caçamba, posição não muito agradável quando se trafega por lugares poeirentos ou com lama. A RAM acredita que além dos aposentados, a picape se presta a bem servir empresários do setor de eventos como chefes de equipes de competições e shows automobilísticos e motociclísticos, peões de rodeios, promotores de eventos, etc...
Por dentro vários porta-trecos em baixo dos bancos que tem apoios para os pés e na caçamba há um baú para levar a bagagem dos cinco ocupantes. O motorista conta ainda com sistema de monitoramento de pressão dos pneus e da temperatura dos gases do escapamento, item indispensável para veículo homologados para o Euro V.
E os eco-chatos europeus ainda querem que os americanos se contentem com um japonês kei-jidosha elétrico...
Os bancos em couro são personalizados com os logotipos e detalhes costurados especialmente feitos para a série no maior estilo texano e foram feitos para longas viagens com conforto.
A cabine tem tudo para os passageiros viajarem grandes distâncias como o console central com os indispensáveis porta-copos, além de geladeira e bandeja além das tomadas de 12 e 115 volts além de DVD e Wi-fi para os passageiros.
O caminhãozinho tem 7,34 m de comprimento e entre a caçamba e a cabine há um terceiro tanque de diesel opcional que somado aos outros dois eleva a capacidade para bons 640l e eleva a autonomia.
Essa versão já está adaptada de fábrica com a quinta roda para rebocar grandes trailers e o rodado duplo recebe rodas de alumínio da Alcoa. Suspensão tem sistema de "ajoelhamento" para facilitar acesso à cabine e autonivelamento.

LuxGen Neoria: O alto luxo chinês em versão elétrica

A récem-criada fabricante de carro Luxgen mostra que carro chinês não é sempre aquelas coisas inseguras, barulhentas e de acabamento tão tosco quanto aqueles carros xunados na garagem de casa. Antes que alguém me dê uma aula sobre os produtos "Xing-Ling" vendidos na 25 de Março e que isso é somente o que vem da China, saiba que o seu iPod, iPad, iPhone e o ietc usam componentes fabricados por lá mesmo, só para ficar no exemplo.
E para piorar a nossa ignorância a fabricante é de Taiwan (ou Formosa caso prefiram), uma ilha que se tornou refúgio do nacionalistas chineses no final da década de 50 e é considerada uma "província rebelde" pela China continental. Voltando aos carros, a Luxgen debutou no mercado há dois anos vendendo minivans e crossovers luxuosos com motores turbinados e agora mostra em Shangai o Neoria que dará origem a uma sedan grande para concorrer no mercado de luxo na Ásia, e quem sabe na Europa, onde já vende no mercado inglês.
A versão elétrica é um conceito elétrico de tração dianteira que tem 241 cv que traciona os 1.600 quilos com o ponteiro do velocímetro passando na casa dos 100 km/h em 6,5 segundos. Levando em conta que um tração dianteira não é exatamente adequado para esse tipo de aceleração devido às perdas de tracionamento e pelo alto peso do veículo, se esse números forem confirmados humilharia a concorrência ocidental (veja os números do Renault Dezir aqui e do e-tron aqui para conferir), apesar dos projetistas darem crédito à boa aerodinâmica do veículo.
Na cabine madeira sem tratamento e tecidos sem tingimento mostram que o luxo pode ser combinado com um ambiente ecologicamente correto, ajudando a dar mais emoção á cabina high-tech amplamente iluminada pelo teto solar panorâmico que também é uma célula fotovoltaica que auxilia na recarga da bateria e auxilia na alimentação dos sistemas eletrônicos e de climatização do veículo.
Já foi visto em Taiwan um carro de testes circulando por lá, e em relação ao conceito os faróis "high-tech" e as lanternas traseiras perderão o formato de bumerangue e a bonita grade do conceito ficará escondida pela placa de licença. Deverá fazer um estrago no segmento de alto luxo na Ásia e Oceania e isso deve começar a preocupar os concorrentes ocidentais que abriram fábricas na China ou vendem por lá. E quanto mais concorrentes, melhor os produtos vendidos ao consumidor.
O painel tem quadro de intrumentos digital com sistema head-up display, e no centro uma grande tela de 9 polegadas que junto com uma tela adicional no banco traseiro mostra informações do sistema do multimídia e informações e configurações do veículo.
O motor elétrico é a indução que segundo a fabricante faz o carro de 1.600 kg ir a 100 km/h em 6,5 segundo e máxima de 250 km/h, números excepcionais para um elétrico. Autonomia é de impressionantes 400 km e 80% da carga pode ser obtida em uma hora de recarga.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ram Cargo Van: Improvisando uma substituta para a Sprinter

Depois do fim do acordo Daimler-Chrysler a Dodge, e depois a RAM ficaram sem um furgão que a representasse na categoria. Enquanto a Fiat não libera a Ducato a Dodge improvisava um veículo comercial com a Grand Caravan na versão cargo. Acredito que ver uma versão dessas deve ser o pior pesadelo para os brasileiros que fazem a ponte aérea São Paulo/Rio - Miami ou São Paulo/Rio - Nova Iorque, já que a maioria sonha em ter uma dessas na garagem, na versão de passageiros claro, para humilhar o vizinho que se contenta com uma Livina.
Esse ano a Grand Caravan Cargo deixa de ser Dodge e entra na nova divisão de utilitários do grupo Chrysler RAM, além de perder o nome pomposo para ser chamada simplesmente de "Cargo Van". Vem com itens de série como para-choques na cor do veículo, rodas de 16 polegadas, alternador de 160 ampéres, suspensão reforçada para uso comercial, faróis duplos halógenos. Na cabine luxos inimagináveis por aqui herdados da minivan de passeio como um ar condicionado dual zone, bom para o caso do "chapa" ser gaúcho e o motorista amazonense, tomadas 12 v e 127 volts, transmissão automática auto stick, espelhos fotocrômicos e de compartimento de carga, trava e vidros elétricos, controles do sistema de áudio no volante, lâmpadas de cortesias sem contar os porta-trecos. E ainda tem a sopa de letrinhas nos quesitos de segurança ativa e passiva. Os europeus devem ficar loucos se dirigirem uma dessas e depois voltar para a cabine franciscana dos veículos comerciais vendidos por lá...
"Vemos um crescimento no mercado de veículos da classe comerciais leves", disse Fred Diaz,
Presidente e CEO - Ram linha de caminhões e utilitários e executivo líder de vendas para os EUA da Chrysler Group LLC. "Com a sua capacidade líder da classe e um menor custo total para o proprietário, o altamente versátil Ram Cargo Van é uma escolha do veículo ideal para pequenas empresas e frotas comerciais. "
A van suporta até 800 kg de carga e pode rebocar até 1.800 kg, e o assoalho recebe revestimento de alumínio.
O tanque tem capacidade para 75l de combustível e o consumo rodoviário fica em alto (para os nosso padrões) 8,5 km/l.
O motor é o V-6 Pentastar de 3.6l que rende 283 cv e 36 kgm/f de torque o que explica o consumo "econômico" mostrado anteriormente.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Baojun 630: Para consumo local

A GM apresentou no Salão de Shangai o fruto da cooperação entre a própria, a SAIC e a Wulling: o SGMW Baojun 630. O objetivo desse médio-compacto é atender a crescente demanda por carros no crescente mercado chinês que já ultrapassou o maior mercado de automóveis do mundo que é os EUA. "A GM tem orgulho de ser apresentar a sua mais nova marca para o povo", disse Kevin Wale, presidente e diretor administrativo da GM China Group. "O Baojun 630 vai atender a demanda crescente em todo o país para disponibilizar o transporte individual."
Para atender os padrões de segurança, que na China são solenemente ignorados e quando os produtos são exportados acham que um kit de ABS e air-bag duplo resolve o problema, chapas reforçadas de aço na carroceria, ABS com distribuição de força de frenagem (EBD), sensor de estacionamento e bancos com adaptados para crianças e travas elétricas.
Os faróis desligam-se automaticamente prevenindo esquecimentos e com isso economiza energia da bateria. Haverá uma campanha de marketing na qual consumidores locais darão seu depoimento sobre como "buscam a felicidade" enquanto são abertas 150 concessionários. A previsão é que sejam quase 300 até o fim do ano. A SGMW comemora as vendas locais, já que comercializaram um milhão e 200 mil veículos. A Buick comercializou 3 milhões mas em 11 anos de atividades no mercado chinês.
O motor é um 1.5l DOHC que rende 108 cv de potência e 14,9 kgm/f de torque e faz 14,5 km/l e atende a já obsoleta resolução Euro IV.

Nissan NV 200 Vanette: O próximo taxi novaiorquino é japonês

Uma boa notícia para a Nissan que apesar de não ter sido afetada, direta ou indiretamente pelo terremoto seguido de tsunami, está sendo obrigada a medir a radiação em seus carros fabricados no Japão por causa do vazamento de materiais radioativos da usina nuclear de Fukushima.
Ao participar de uma licitação promovida pela TLC (The New York City Taxi and Limousine Commission) chamada de “Taxi of Tomorrow” (O Táxi de amanhã), a Nissan venceu as concorrentes Ford (com a Transit Connect, veja aqui) e a turca Karsan, para substituir as atuais viaturas compostas em sua maioria por Fords Crown Victoria a partir de 2013 com quesitos como durabilidade e maior espaço para as pernas.
A NV 200 Vannete ganhou a licitação pela facilidade de acesso de cadeirantes no interior do veículo sem precisar retirar o banco traseiro, que pode levar confortavelmente ainda mais 4 passageiros. O carro terá luzes de aviso para sinalizar a entrada e saída de cadeirante, feito por uma rampa enquanto os passageiros do banco traseiro acessam a cabine por meio de uma porta deslizante elétrica. A vantagem dessa porta é a facilidade de entrada e saída embaixo de chuva e lugares estreitos sem contar que ciclistas e motociclistas agradecem, já que esse tipo de porta não se torna um inesperado obstáculo podendo causar acidentes.
A motorização é um 2.4l preparado para enfrentar alguns milhares dos 800 milhões de quilômetros rodados pela frota atual que chega 13.200 táxis, sendo que somente 240 vêm com alguma adaptação para cadeirantes. Ainda sim muitos taxistas preferiam a versão da Karsan que previa rampas para cadeirantes nos dois lados do veículo ao contrário do veículo da Nissan cujo embarque é feito pela porta traseira e os empresários do setor preferiam a Transit Connect da Ford (veja aqui). A Nissan pretende vendê-lo com preços na casa dos 29 mil dólares e está prevista uma versão totalmente elétrica além de seis Leaf´s que estarão diponíveis para test-drive na cidade.
"O “Taxi of Tomorrow” da cidade é o Nissan NV200 - e esse vai ser o mais seguro, o mais confortável e mais conveniente a cidade já teve", disse o prefeito de Nova Iorque Michael Bloomberg. "Nós começamos esta licitação para alavancar o nosso poder de compra no setor de táxis para conseguir a mais alta qualidade que se pode se chegar e redefinir a imagem tradicional dos táxis de Nova York. Os táxis serão personalizados para atender às demandas específicas de transporte de 600.000 passageiros por dia no tráfego de Nova Iorque e o veículo cumpre as principais prioridades identificadas pelo público em nossa pesquisa on-line". Até 2013...
A boa posição de dirigir com banco regulável com ajuste lombar vem acompanhada com quadro de instrumentos que indica uma condução mais econômica e ecológica por parte do motorista.
A cabine confortável tem teto transparente panorâmico, ar condicionado independente para os passageiros e tomadas de força 12V e USB para recarregar eletrônicos.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Mini Inspired by Goodwood: Grande requinte em pacote compacto

Os brasileiros ainda não se acostumaram com carros compactos com acabamento luxuoso. Desculpas como ar-condicionado e travas elétricas sendo transformados de itens de comodidade e conforto para acessórios de segurança são comuns. Há mais ou menos uns 10 anos alguns carros 1.0l, que perto de alguns europeus nem podem ser chamados de compactos, começaram a receber itens de conforto e conveniência. Essa nova estratégia ajudou a alavancar as vendas de alguns modelos "1000", mas sob a saraivada de críticas que apontavam como uma incoerência esses carros "populares" com acabamento luxuoso sendo subsidiados por uma alíquota menor de impostos. Como se o consumidor desses veículos não tivessem direito a um mínimo de conforto.
A Mini que já foi popular reedita uma versão que não vendeu muito em sua terra natal, recebeu críticas por causa de seu design estranho com sua dianteira semelhante às limousines Jaguares e Daimlers e um meio-volume bem antes do surgimento da versão do Escort que foi fabricada aqui no Brasil: a Wolsely.
50 anos depois surge um modelo da Mini limitada a 1.000 unidades que repetem o requinte no acabamento aliado à agilidade de um carro compacto. A versão se chama Mini Inspired by Goodwood homenageando a atual casa da Rolls-Royce, pertencente ao mesmo grupo BMW, que se encarregou de colocar os melhores materiais nessa versão. Vem com alguns luxos como faróis xenon adaptativos, e outros detalhes listados abaixo como acabamento em nogueira e acabamento no padrão que é visto em Rolls-Royce, apesar de ser fabricado na planta de Oxford. O motor tem potência suficiente para levar o carrinho aos 100 km/h em 7 segundos e ainda sim fazer um consumo em ciclo europeu combinado de até 17 km/l e emitir 136 g por km rodado, dentro das normas Euro V de emissões, graças aos câmbios, manual de 6 ou automático com o mesmo número de marchas que pode ser encomendado caso se prefira. Se o Mini atual é um conceito "cool" em sua versão normal, agora em sua versão luxuosa mostra que ser moderno pode sim, combinar com bom gosto e requinte.
Excetuando-se a seção superior do painel em negro e em detalhes com acabamento em nogueira, o carro recebe acabamento na cor "milho sedoso".
Os mostradores agora ganham a cor preta, como o conta-giros e o grande velocímetro central que abriga a tela do multimídia.
Bem equipado, vem com sistema auxiliar de estacionamento, ar automático digital que poderia ser dual-zone, computador de bordo e som de alta definição Harman Kardon.
Alguns detalhes como a soleira alusiva a série, comandos e botões em black piano, console central com etiqueta numerada da unidade na alavanca de câmbio.
Na dianteira para-choques e grade da versão Cooper-S, mas o capô é da Cooper-D para dar uma impressão mais imponente ao carro e uma fluidez maior nas linhas.
As rodas raiadas são de 17 polegadas e ao lado do indicador de seta lateral há um logotipo referente à série.
O motor é o conhecido 1.6l com turbo Twin Scroll que rende 184 cv e torque de 24,5 kgm/f que pode chegar a 26,5 com "overboost".

Recalls Citroën: C3 Aircross e C5 são chamados

Atenção proprietários do C3 Picasso Aircross e do C5, a Citroën convoca os proprietários do modelo para resolver algumas "não conformidades" que podem colocar em risco a sua segurança.
No caso do C5 são os motores elétricos responsáveis pela movimentação das palhetas dos limpadores de para-brisas que a longo prazo podem parar de funcionar sem qualquer aviso.
As versões envolvidas são o sedan anos/modelos 2009 e 2010 com chassis de 9L518795 a AL511674 e tourer (perua) também anos 2009 e 2010 com números de 9L519972 a AL507587.
No caso do Aicross é a falta de aperto dos parafusos do capô, que em primeiro momento pode causar ruídos e pode ocasionar a abertura repentina do compartimento. Nesse caso será verificado o aperto do parafusos na concessionária. Os números de chassi vão de BB504240 a BB566301. Há veículos que não fazem parte do chamamento, por isso confira no telefone abaixo.
Para maiores esclarecimentos consulte o site (aqui) ou ligue:
0800 011-8088

Caso Notícias Automotiva Vs Toyota: Fabricante se retrata após repercussão negativa

A Toyota brasileira se retratou após a repercussão negativa que uma equivocada e intempestiva notificação extra-judicial que proibia o Notícias Automotivas a publicar qualquer conteúdo referente à marca, tanto produtos e serviços nacionais quanto internacional.
Uma coisa que tenho notado é que os departamentos jurídicos dificilmente consultam os departamentos de comunicação e marketing de suas empresas e ações desastradas como essa acontecem. Como publicado em post anterior (aqui), faltou bom senso da advogada que representa a empresa, causando prejuízos à imagem dela aqui e no exterior devido à repercussão negativa do caso. E o desprezo que as assessorias de imprensa têm em relação a blogs e sites também incentiva esse tipo de atitude.
Esperamos que esse tipo de atitude não se repita e que os casos da Volkswagen e da Toyota sejam somente casos isolados. E como estudantes de direito têm que estudar casos antigos para poderem aprender a trabalhar com as leis e suas aplicações, espero que esses dois infelizes casos sejam usados como exemplos sobre o que não se deve fazer caso seja preciso defender o direito de imagem de seus clientes.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Audi A3 e-tron concept: conceito híbrido não trouxe novidades em Shangai

A Audi mostrou no Salão de Shagai, além do novíssimo lançamento Q3, outro conceito que entre nós já deveria estar sendo produzido, já que concorrentes mais funcionais estão sendo vendidos mundo afora. O A3 e-tron concept é praticamente um show car montado sobre o A3 térmico (veja aqui em Genebra) para mostrar as vantagens dos sistemas híbridos de propulsão, que no caso dele é um "tradicional" híbrido-paralelo.
Apesar do uso e abuso de materiais leves e alternativos como alumínio, também usado nos capôs e portas, e plástico injetado com fibra de carbono (CFRP) na construção do monobloco, a versão híbrida pesa 220 quilos a mais que a versão a explosão interna.
A cabine como todo Audi é cheia de mimos destacando o sistema MMI que ganha interface intuitiva com tela ultra-fina sensível ao toque e com serviços desenvolvidos pelo Google. Não foi informado se o sistema operacional é o Android, usado em tablets e smartphones. Com sistema WLAN permite que tablets e notebooks naveguem na internet sem precisarem ficar conectados ao veículo os passageiros podem consultar os e-mails e checar seus perfis em redes sociais. Nos encostos dos bancos dianteiros há encaixes para i-Pods. No quadro de intrumentos o conta-giros dá lugar a um indicador de carga de bateria. A direção ganha assistência elétrica.
A mecânica é composta por um motor 1.4l de injeção direta acoplado a um câmbio S tronic de sete velocidades e dupla embreagem e um motor elétrico que pode rodar o carro em modo puramente elétrico, tanto pela energia recuperada cineticamente quanto recarregada por um terminal elétrico. A alavanca de câmbio tem os controles típicos de carros automáticos, mas sistemas de controle de tração evitam derrapagens e patinagens em pisos escorregadios e molhados. Além disso tem quatro modos, além dos três já tradicionais como "conforto", "dinamico" e "automático" soma-se a "eficiência individual" cujo foco é uma condução com menor gasto de combustível e máxima eficiência no consumo de energia. As rodas ganham exageradas 20 polegadas nessa versão conceito que está praticamente pronta para a produção. Pena que não tenha nenhuma novidade.
Sistema MMI permite navegar na internet agora com tela ultra-fina sensível ao toque que brota do painel central do veículo. Difusores de ar que lembram turbina ventilam com mais eficiência.
Detalhes como a soleira de alumínio, o bocal para abastecimento em tomadas de energia elétrica e a capa que protege o motor 1.4 TFSI de injeção direta que rende 211 cv e o elétrico de 27 cv.
Os motores cujas potências somadas de 238 cv levam o carro de 0-100 km/h em 6,8 segundos e máxima de 231 km/h. As baterias de íons de lítio dão autonomia de 54 km em modo elétrico.
O conjunto motriz apresenta bomba de óleo regulável, sistema start&stop e sistema de regeneração de energia cinética que reaproveita a energia desperdiçada em frenagens.
O porta-malas não é a referência da categoria mas mantém os mesmos 410l da versão "normal". A suspensão dianteira é MacPherson e a traseira é a 4-Link montada em um sub-chassi.

sábado, 30 de abril de 2011

Nissan Livina 2012: Mais equipada ainda para enfrentar a concorrência

A Nissan lança a linha 2012 da minivan Livina com alguma novidades, já que desde as suas versões de entrada já vem "completas" de fábrica, e para alegria do consumidor nesses tempos de preços de combustíveis flutuantes, com motorização flex. A 1.6 manual que já vem com direção com assistência elétrica, travas, vidros e retrovisores elétricos, ar condicionado e airbag para motorista agora tem os pára-choques totalmente na cor do veículo e desenho diferenciado no spot de luz central interno. A "S" soma-se air bag para o passageiro, rádio CD Player com função MP3, rodas de liga leve de 15 polegadas, pneus 185/65R15, e os novos itens como grade cromada, alarme e novo revestimento em tecido escuro para bancos, carpete e paineis de porta.
A "SL" tem todos os itens acima mais farois de neblina dianteiros e sistema de freios com ABS (antitravamento), EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem) e BA (assistência de frenagem que aplica toda a força de frenagem no sistema quando sensores detectam que o pedal do freio foi acionado abruptamente) e rack no teto. Outras novidades são o apoio de braço para condutor e o novo revestimento dos bancos e paineis de porta lisos em couro escuro.
Se o consumidor optar pela versão automática da "SL" ganha ar condicionado com controle automático e digital e da chave I-Key, que dispensa o uso de chave para abertura das portas e para a partida do motor.
A versão Night & Day (veja aqui) ganha na edição 2012 os pára-choques totalmente na cor do veículo, alarme perimétrico, apoio de braço para condutor, novo interior do veículo escuro, bancos em couro com um novo design apresentando a parte central perfurada, o que possibilita melhor ventilação em dias de calor.
A aventureira X-Gear (veja aqui) tem de volta a versão com motor 1.8 conjugada com caixa automática. As novidades para esse ano são o couro dos bancos e paineis de porta lisos, na cor preta, apoio de braço central para o motorista e mudança no desenho do spot de luz central. Além disso, a versão 1.6 SL MT terá alarme como item de série e a versão 1.8 SL AT ar-condicionado com controle automático e digital.
A motorização é composta por motores 4 cilindros em linha e 16 válvulas sendo o de entrada o conhecido 1.6l que rende 104 cv/108 cv (G/E) de potência com torque de 14,9/15,3 Kgm/f (G/E) segundo dados do ano passado, já que não foi fornecido dados desse motor. Somente o desempenho foi divulgado, com aceleração de 0 a 100 km/h em 11,7 segundos e máxima de 183 km/h com câmbio manual. Com gasolina, o motor percorre 12,8 km/l em ciclo urbano, e 17,5 km/l no rodoviário. Com etanol, os valores ficam, respectivamente, em 7,7 km/l e 10,5 km/l.
Com o motor 1.8 que rende 125cv/126cv (G/E) de potência e torque de 17,5 kgm/f com qualquer combustível, a minivam faz o 0-100 km/h 10,7 segundos e máxima de 182 km/h. A velocidade final menor se explica por causa do uso da caixa automática nessa versão já que só a Gran Livina tem opção de caixa manual. O consumo com gasolina é de 11,6 km/l na cidade e de 17,2 km/l em rodovias. Com o uso do etanol, o propulsor percorre, respectivamente, 7,0 km/l e 10,3 km/l nessa configuração. O espaço do porta-malas é de 449 litros que podem chegar a 769 litros com o rebatimento da segunda fileira de bancos.
A Gran Livina chega com duas versões e somente com a opção de motor 1.8l com a "S" equipada com câmbio manual de seis marchas e a "SL" com a automática de quatro marchas bem escalonadas com overdrive. Esse ano ganha parachoques na cor do veículo e a "S" soma agora alarme perimétrico e um novo desenho do spot de iluminação interna central. a "SL" traz detalhes como volante com revestimento de couro e o novo design de bancos em couro, com a parte central perfurada e cor preta para proporcionar melhor sensação de conforto aos ocupantes, além dos paineis de porta com design liso e a chave inteligente I-Key. Vem ainda com apoio de braço para o condutor, seis alto-falantes, ar condicionado automático e digital, faróis de neblina, transmissão automática e sistema de freios com ABS, EBD e BA. O porta-malas dessa versão tem somente 123 litros mas com a 3ª fileira de bancos rebatida vai para 607 litros de capacidade, incluindo o compartimento extra sob o assoalho com 18 litros (85 cm de largura, 30 cm de profundidade e 13 cm de altura). Já com todos os bancos rebatidos, chega ao volume de 964 litros.
Outra vantagem para o consumidor são as revisões com preço fixo, mas sem incluir a mão de obra. Nos modelos Livina e X-Gear 1.6, o consumidor paga apenas R$ 136,78 nas revisões de 10 mil, 30 mil, 50 mil e 70 mil Km. As revisões de 20 mil e 60 mil Km saem por R$ 211,62, e a de 40 mil Km por R$ 348,54. Os veículos com motorização 1.8 tem custo de R$ 142,48 (com 10 mil, 30 mil, 50 mil e 70 mil Km), R$ 253,02 (com 20 mil e 60 mil Km), e de R$ 333,02 na de 40 mil Km. Outra vantagem de se comprar um dos três modelos da família Livina é o seguro Auto Nissan, que pode ser adquirido na rede de concessionárias e oferece condições e planos especiais de pagamento. O seguro do Livina sai, em média e dependendo do perfil do condutor, por R$ 1.000,00 - uma diferença de mais de 50% frente ao demais concorrentes segundo a marca.
"Além da praticidade, espaço e conforto, características inerentes à família Livina, a linha 2012 chega com fortes atrativos e mais equipamentos para continuar brigando no segmento de monovolumes", explica Mário Furtado, gerente de Marketing e Produto da Nissan do Brasil. "Buscamos atender um cliente interessado na melhor relação custo benefício sem abrir mão de qualidade e tecnologia. Estrear a linha 2012 em fevereiro é resultado da nova estratégia da Nissan, que engloba o agressivo investimento em publicidade e a abertura de novas concessionárias", complementa Furtado. Abaixo segue a tabela de preços do carro:

Toyota censura Blog Notícias Automotivas

Apesar da instituição que os representa, A OAB, ser uma instituição que sempre lutou pela liberdade de imprensa e pela democracia, os departamentos jurídicos de algumas empresas representadas por seus advogados não pensam assim. Depois do lamentável episódio em que o departamento jurídico da VW alegou uso indevido de imagem da empresa e obrigou o blog "Irmão do Décio" (aqui) a retirar as imagens referentes à marca publicadas pelo mesmo.
Nesse caso porém prevaleceu o bom senso da diretoria da marca que reconheceu o equívoco e autorizou o blog a repostar as recriações de modelos clássicos e versões inexistentes da indústria nacional (agora aqui), que são a marca registrada do blog "Irmão do Décio".
Passados exatamente dois anos desse lamentável episódio, eisque o departamento jurídico da Toyota representado pela advogada Rosana Bermejo entra com uma notificação extra-judicial exigindo a retirada da reportagem em que o blog publica o flagrante de um leitor sobre o futuro Toyota Corolla S (veja aqui no site Autossegredos reproduzindo matéria do blog Argentina Autoblog) a ser lançado em meados de 2012. Segundo a notificação, o blog foi enquadrado como "concorrente desleal" e alegou prejuízos à imagem já que a divulgação antecipada do modelo poderia "derrubar por completo a novidade que é o requisito essencial de um lançamento de um produto no mercado".
Não contente em mandar retirar a postagem, a notificação extra-judicial obriga o blog "Notícias Automotivas" a se abster de publicar qualquer notícia referente à Toyota e seus produtos, tanto os seus produtos e ações em território nacional quanto no exterior. O último parágrafo contém uma ameaça velada na qual o não cumprimento dessa notificação justificaria a tomada de "medidas cabíveis" ao caso nas esferas civil, criminal e judicial. Que medo...
O autor do blog afirma em post sobre a notificação (Aqui) que não recebeu nenhuma solicitação para a retirada das imagens e informações postadas sobre o modelo, o que significa que a atitude da advogada é de uma truculência somente vista durante os anos de chumbo em que a ditadura ditou o que devia ser dito, lido, assistido e até pensado. O autor desse blog repudia esse tipo de ação e acredita que o judiciário em todas as suas instâncias não deva ser o guardião supremo da informação. O fato de ações judiciais determinarem o que pode ser divulgado ou não se caracteriza como censura. Se após anos de luta pelos direitos democráticos termos que abrir mão de nossas conquistas, será um retrocesso inaceitável para uma instituição que se diz defensora dos direitos das leis e dos cidadãos.
Censura: A versão "S" do Corolla, a ser lançado em 2012, flagrado na Argentina e por um leitor do blog Notícias Automotivas é o motivo da notificação extra-judicial.