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terça-feira, 31 de maio de 2011

Nissan Tiida: Nova geração pode chegar aqui até 2014

Uma das novidades mostradas no Salão de Shangai foi a nova geração do hatch Tiida que ganha um desenho mais arredondado e nipônico. Se a geração anterior nunca foi uma referência de design, essa segunda geração mostra um desenho do tipo "ame-o ou deixe-o". O "melhor de tudo" Hyundai i-30 tem design semelhante e é o hatch médio mais vendido no mercado nacional....
Novidade na China é ser oferecido um motor turbinado pela Nissan, mas não foram especificados os dados desse propulsor, a não ser o sistema de dupla injeção para diminuir consumo e emissões ao melhorar a queima. Pode-se esperar um motor "downsize" com cilindradas de carro compacto e potência de carro médio. Redundância é anunciar que cumprirá as normas chinesas de emissões, que ainda são brandas perto das européias e americanas, mesmo após o fiasco das Olimpíadas em que maratonistas chegaram a recusar a participar de provas em Beijing.
A cabine ganha um console central flutuante e painel bicolor com acabamento "black-piano" na parte superior e inferior em bege claro, se bem que corre o risco de ser oferecidos bancos bicolores em cores fortes bem ao gosto chinês. O lançamento é no fim desse mês e essa nova geração tem prazo de chegar em outros 109 países, inclusive o nosso, até 2014. Mas como nosso modelo é o mexicano que também é vendido no mercado americano, talvez chegue antes.
Essa cabine é da versão chinesa, a nossa terá especificações do mercado americano.
O entre-eixos aumentou em 10 cm melhorando a habitalidade da cabine.
Um motor cotado é o Nissan HR16DE que rende 112 cv com câmbio CVT.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Kia K2: Versão chinesa do Rio é mostrada em Shangai

A Kia, junto com sua sócia Dongfeng Yueda mostraram no último Salão de Shangai o K2, sedan médio-pequeno baseado na nova geração do Rio. Apesar de mostrar somente um sedan, há a previsão da produção do modelo hatchback a partir de agosto desse ano. A idéia é oferecer o modelo no segmento premium do mercado local, e o redesenho apesar de relembrar, e muito o Cerato, foi baseado no sedan-médio grande Optima.
Na cabine cluster triplo que abriga os intrumentos e painel com desenho moderno tenta dar um ar futurista, e os mimos vão desde bancos traseiros bipartidos na proporção 40/60, volante com pegada em couro e partida por botão. O carro mede 4,35 m de comprimento na versão sedan e terá 2,57 m de entre-eixos, fora o porta-malas de 500l.
Hyoung-Keun Lee, vice-presidente da Kia Motors, afirma: "Estamos confiantes de que este novo modelo, exclusivo para a China, irá fornecer o impulso necessário para a Kia não apenas para permanecer como uma marca que cresce mais rápido na China dentre as marcas automotivas, mas também para se tornar um fabricante de automóveis top 10 no mercado local em termos de qualidade e satisfação do cliente. "
A dianteira exibe a grade "tiger-nose", marca registrada de Peter Schreyer na Kia, e as luzes auxiliares de neblina ganham formato inusitado de taco de hóquei.
O carro terá seis versões de acabamento com opções de motores 1.4l de 107 cv e 1.6l de 123 cv com opções de câmbios manuais e automático com promessas de consumo na casa dos 15,6 km/l.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Citroën DS5: Crossover urbano luxuoso e de personalidade

A marca do duplo chevron não para de lançar variantes para a sua linha de luxo DS, cujo nome homenageia o Citroën DS lançado na década de 50, e ponto de referência em luxo e inovação técnica naquela época.
A cabine o DS5 segue o mesmo padrão da linha DS e tem alguns itens inspirados pelo concorrente Mini como alguns comandos localizados acima do retrovisor, mas o desenho tem aquelas linhas elegantes que só os franceses sabem fazer e sem cair no mau gosto. Os bancos são de couro watchstrap com costuras prateadas, exclusivos para o modelo exposto em Shangai. Um toque no botão de partida traz a cabine à vida com sua iluminação branco-avermelhada.
Na parte externa detalhes como os para-choques traseiros com "guardas-ponteiras" de escapes cromadas e a janela traseira dividida em duas pelo defletor aerodinâmico, colocado lá para diminuir o consumo, e ironicamente dar um toque esportivo ao crossover. E por falar em crossover ele pega emprestado a motorização híbrida a diesel do primo 3008, a Hybrid4 (veja aqui) que aqui rende 200 cv em modo contínuo, contra 190 em modo normal e 200 em overboost do primo mais franciscano.
A versão exposta tinha grandes rodas de liga com 20 polegadas, que na versão de produção diminuirão para razoáveis rodas de 19 a até 16 polegadas nas versões de entrada. Os cromados ganham detalhes interessantes como a barra que nasce do alto dos faróis e termina no espelho retrovisor, ou o corte inusitado na linha de caráter na coluna "C" que depois vira o contorno da estreita janela traseira.
Devido às limitações de nossa legislação, essa versão não será vendida aqui quando for produzida, somente a gasolinase tiver, já que a Citroën aposta no diesel para reduzir as emissões, de só 99 g/km. Um carro médio (o DS5 tem 4,5 metros de comprimento) emite de 50 a 100 g/km a mais se usar gasolina, o que é um trunfo contra as severas normas européias de emissões de poluentes, e que tendem a piorar obrigando a adoção de tecnologias alternativas mais caras e incentivando o uso de motores elétricos, um contra-senso na Europa coalhada por usinas termo-elétricas tão poluidoras que fazem um carro elétrico compacto "emitir" mais CO² que um carro grande e potente à gasolina.
Apesar de ser um crossover de quatro portas, a posição de condução é semelhante a de um coupé. Volante de base achatada e sistema head-up display colorido tornam a experiência mais divertida.
Alguns detalhes do DS5 como as lanternas traseiras e faróis em LED´s, a barra cromada que "nasce" dos faróis e vai até a altura do retrovisor e as grandes rodas de liga de 20 polegadas.
A dianteira característica da linha DS com os dois "chevrons" cromados que compõem a dianteira. Os faróis de xenon ganham os leds de iluminação diurna na base e as setas ficam em nicho abaixo.
Apesar da carroceria "crossover", a marca o define como um hachback com "cinco lugares reais e a funcionalidade de uma sportwagon". Sistema híbrido fornece 200 cv e emite só 99 g/km rodado.
Na traseira, cromados só no acabamento da saída de escape e no logotipo da divisão de luxo da marca. Defletor divide em dois a janela traseira, mas "alonga" o perfil aerodinâmico do veículo.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

LuxGen Neoria: O alto luxo chinês em versão elétrica

A récem-criada fabricante de carro Luxgen mostra que carro chinês não é sempre aquelas coisas inseguras, barulhentas e de acabamento tão tosco quanto aqueles carros xunados na garagem de casa. Antes que alguém me dê uma aula sobre os produtos "Xing-Ling" vendidos na 25 de Março e que isso é somente o que vem da China, saiba que o seu iPod, iPad, iPhone e o ietc usam componentes fabricados por lá mesmo, só para ficar no exemplo.
E para piorar a nossa ignorância a fabricante é de Taiwan (ou Formosa caso prefiram), uma ilha que se tornou refúgio do nacionalistas chineses no final da década de 50 e é considerada uma "província rebelde" pela China continental. Voltando aos carros, a Luxgen debutou no mercado há dois anos vendendo minivans e crossovers luxuosos com motores turbinados e agora mostra em Shangai o Neoria que dará origem a uma sedan grande para concorrer no mercado de luxo na Ásia, e quem sabe na Europa, onde já vende no mercado inglês.
A versão elétrica é um conceito elétrico de tração dianteira que tem 241 cv que traciona os 1.600 quilos com o ponteiro do velocímetro passando na casa dos 100 km/h em 6,5 segundos. Levando em conta que um tração dianteira não é exatamente adequado para esse tipo de aceleração devido às perdas de tracionamento e pelo alto peso do veículo, se esse números forem confirmados humilharia a concorrência ocidental (veja os números do Renault Dezir aqui e do e-tron aqui para conferir), apesar dos projetistas darem crédito à boa aerodinâmica do veículo.
Na cabine madeira sem tratamento e tecidos sem tingimento mostram que o luxo pode ser combinado com um ambiente ecologicamente correto, ajudando a dar mais emoção á cabina high-tech amplamente iluminada pelo teto solar panorâmico que também é uma célula fotovoltaica que auxilia na recarga da bateria e auxilia na alimentação dos sistemas eletrônicos e de climatização do veículo.
Já foi visto em Taiwan um carro de testes circulando por lá, e em relação ao conceito os faróis "high-tech" e as lanternas traseiras perderão o formato de bumerangue e a bonita grade do conceito ficará escondida pela placa de licença. Deverá fazer um estrago no segmento de alto luxo na Ásia e Oceania e isso deve começar a preocupar os concorrentes ocidentais que abriram fábricas na China ou vendem por lá. E quanto mais concorrentes, melhor os produtos vendidos ao consumidor.
O painel tem quadro de intrumentos digital com sistema head-up display, e no centro uma grande tela de 9 polegadas que junto com uma tela adicional no banco traseiro mostra informações do sistema do multimídia e informações e configurações do veículo.
O motor elétrico é a indução que segundo a fabricante faz o carro de 1.600 kg ir a 100 km/h em 6,5 segundo e máxima de 250 km/h, números excepcionais para um elétrico. Autonomia é de impressionantes 400 km e 80% da carga pode ser obtida em uma hora de recarga.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Baojun 630: Para consumo local

A GM apresentou no Salão de Shangai o fruto da cooperação entre a própria, a SAIC e a Wulling: o SGMW Baojun 630. O objetivo desse médio-compacto é atender a crescente demanda por carros no crescente mercado chinês que já ultrapassou o maior mercado de automóveis do mundo que é os EUA. "A GM tem orgulho de ser apresentar a sua mais nova marca para o povo", disse Kevin Wale, presidente e diretor administrativo da GM China Group. "O Baojun 630 vai atender a demanda crescente em todo o país para disponibilizar o transporte individual."
Para atender os padrões de segurança, que na China são solenemente ignorados e quando os produtos são exportados acham que um kit de ABS e air-bag duplo resolve o problema, chapas reforçadas de aço na carroceria, ABS com distribuição de força de frenagem (EBD), sensor de estacionamento e bancos com adaptados para crianças e travas elétricas.
Os faróis desligam-se automaticamente prevenindo esquecimentos e com isso economiza energia da bateria. Haverá uma campanha de marketing na qual consumidores locais darão seu depoimento sobre como "buscam a felicidade" enquanto são abertas 150 concessionários. A previsão é que sejam quase 300 até o fim do ano. A SGMW comemora as vendas locais, já que comercializaram um milhão e 200 mil veículos. A Buick comercializou 3 milhões mas em 11 anos de atividades no mercado chinês.
O motor é um 1.5l DOHC que rende 108 cv de potência e 14,9 kgm/f de torque e faz 14,5 km/l e atende a já obsoleta resolução Euro IV.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Audi A3 e-tron concept: conceito híbrido não trouxe novidades em Shangai

A Audi mostrou no Salão de Shagai, além do novíssimo lançamento Q3, outro conceito que entre nós já deveria estar sendo produzido, já que concorrentes mais funcionais estão sendo vendidos mundo afora. O A3 e-tron concept é praticamente um show car montado sobre o A3 térmico (veja aqui em Genebra) para mostrar as vantagens dos sistemas híbridos de propulsão, que no caso dele é um "tradicional" híbrido-paralelo.
Apesar do uso e abuso de materiais leves e alternativos como alumínio, também usado nos capôs e portas, e plástico injetado com fibra de carbono (CFRP) na construção do monobloco, a versão híbrida pesa 220 quilos a mais que a versão a explosão interna.
A cabine como todo Audi é cheia de mimos destacando o sistema MMI que ganha interface intuitiva com tela ultra-fina sensível ao toque e com serviços desenvolvidos pelo Google. Não foi informado se o sistema operacional é o Android, usado em tablets e smartphones. Com sistema WLAN permite que tablets e notebooks naveguem na internet sem precisarem ficar conectados ao veículo os passageiros podem consultar os e-mails e checar seus perfis em redes sociais. Nos encostos dos bancos dianteiros há encaixes para i-Pods. No quadro de intrumentos o conta-giros dá lugar a um indicador de carga de bateria. A direção ganha assistência elétrica.
A mecânica é composta por um motor 1.4l de injeção direta acoplado a um câmbio S tronic de sete velocidades e dupla embreagem e um motor elétrico que pode rodar o carro em modo puramente elétrico, tanto pela energia recuperada cineticamente quanto recarregada por um terminal elétrico. A alavanca de câmbio tem os controles típicos de carros automáticos, mas sistemas de controle de tração evitam derrapagens e patinagens em pisos escorregadios e molhados. Além disso tem quatro modos, além dos três já tradicionais como "conforto", "dinamico" e "automático" soma-se a "eficiência individual" cujo foco é uma condução com menor gasto de combustível e máxima eficiência no consumo de energia. As rodas ganham exageradas 20 polegadas nessa versão conceito que está praticamente pronta para a produção. Pena que não tenha nenhuma novidade.
Sistema MMI permite navegar na internet agora com tela ultra-fina sensível ao toque que brota do painel central do veículo. Difusores de ar que lembram turbina ventilam com mais eficiência.
Detalhes como a soleira de alumínio, o bocal para abastecimento em tomadas de energia elétrica e a capa que protege o motor 1.4 TFSI de injeção direta que rende 211 cv e o elétrico de 27 cv.
Os motores cujas potências somadas de 238 cv levam o carro de 0-100 km/h em 6,8 segundos e máxima de 231 km/h. As baterias de íons de lítio dão autonomia de 54 km em modo elétrico.
O conjunto motriz apresenta bomba de óleo regulável, sistema start&stop e sistema de regeneração de energia cinética que reaproveita a energia desperdiçada em frenagens.
O porta-malas não é a referência da categoria mas mantém os mesmos 410l da versão "normal". A suspensão dianteira é MacPherson e a traseira é a 4-Link montada em um sub-chassi.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Volvo Concept Universe: De volta ao quadrado

Nas décadas de 1960 a 1990 a Volvo foi conhecida por seus modelos robustos, seguros e quadrados. E o termo "quadrado" tinha duplo sentido, já que além do formato retilíneo de seus carros, o desenho deles era muito "certinho", sem nenhuma emoção ou ousadia. No final dos nos 1990 a Volvo lançou o S80, que quebrou o design, até então "coxinha" da marca, com algumas ousadias, como o desenho recortado da lanterna traseira e a grade protuberante que foram copiados no "Emme" lançado em 1996, dois anos antes do S80 (A polêmica história do pretenso esportivo nacional pode ser conferida aqui no conceituado site BCWS). Os dois foram baseados no concept Volvo ECC mostrado no Salão de Paris de 1992.
Bem, polêmicas a parte, a Volvo voltou ao desenho quadrado, pelo menos na dianteira no seu novo concept Universe que segundo a marca pretende ser um divisor de águas entre os modelos de alto-padrão pelo seu desenho humanocentrista. "O Concept Universe oferece ao mundo uma antevisão do que as pessoas podem esperar do nosso próximo sedan topo de gama", diz Stefan Jacoby, presidente e CEO da Volvo Car Corporation.
"O Concept Universe é excepcionalmente refinado, mas com todos os atrativos simplistas que fazem dos Volvo´s os campeões da descomplicação. Há um crescente reconhecimento por esta engenhosa mistura de design e tecnologia entre compradores de carros modernos de luxo. Esta tendência abre o caminho para nosso sucesso. Estamos convencidos de que a nossa marca especial de luxo tem um grande futuro", conclui Peter.
"Assim como bens de luxo bem, este design com "feeling" artesanal e durável é o suficiente para resistir ao teste do tempo ", afirma Peter Horbury, vice-presidente de design da Volvo. "Vamos competir com os melhores com o melhor do nosso design escandinavo. Ele é incomparável na performance e tecnologia, mas sem superficialidade ou complicação. "
E para mostrar que o conceito não foi feito somente para os chineses, que inclusive são proprietários da marca, a marca pretende mostrar em outros salões mundo afora, e quem sabe, originar uma divisão de alto luxo como a Maybach, ou ressuscitar a aclamada linha de carros top da marca Amazon:
"Nosso objetivo é ser a marca que melhor entende o que os compradores de carros de luxo moderno querem. Estamos ansiosos para ouvir o que os mais exigentes clientes chineses pensam a respeito deste conceito de luxo. Mais tarde, vamos mostrar o projeto na Europa e nos Estados Unidos, a fim de trazê-lo no contexto global que estamos buscando com todos os nossos modelos de carros", diz Stefan Jacoby, presidente e CEO da Volvo Car Corporation.
Interior tem desenho simples e informações e sistema de configurações do carro, de entretenimento e de localização é feito por dois displays destacáveis. Clique para ampliar a foto e veja na foto central esquerda detalhes na alavanca do câmbio que lembram as delicadas flores pintadas em vasos de porcelana chinesa.
Detalhes da lateral com desenho minimalista com poucos cromados sendo a base das janelas a linha de caráter da carroceria. A grade abusa dos elementos concêntricos cortados em diagonal pela tradicional "barra de apoio" do escudo da marca. Na foto abaixo detalhe do retrovisor que é uma escultura à parte do carro.
As luzes das lanternas traseiras são, pra variar compostas por LED´s, e abusam dos formatos tridimensionais aproveitando a flexibilidade de formas que esse componente permite, já que o único limite é a criatividade. Foi a parte do desenho mais feliz conseguido pelos designers escandinavos.
A dianteira é a parte menos feliz do desenho e esperamos que seja revista assim que passar nos EUA e Europa. O chanfro no capô que une as linhas de caráter e faz um contorno e a grade quadrada relembra os populares e tradicionais carros da marca PV-444 apresentado em 1944. Faróis em LED´s acompanham a grade no elementos concêntricos.
Apesar de ser um sedan notchback com portas de abertura invertida, o porta-malas curto dá a impressão de um coupé. As grandes rodas raiadas são abrigadas por para-lamas alargados que junto com o vinco da "estribeira" dão um caráter mais musculoso e esportivo ao sedan. Os poucos cromados dão elegância à carroceria.
As lanternas traseiras em forma de ponta de flexa são interligadas por um refletor iluminado. A janela traseira ganha dois vincos nas laterais o que confere um terceiro volume ao porta-malas. As saídas de escape ganham saídas cromadas que incorporam também o extrator traseiro abaixo do para-choque.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Buick Envision SUV Concept: Conceito sino-americano

A GM resolveu criar um SUV com linhas chinesas para a sua divisão "premium" Buick e apresenta o conceito Envision no Salão de Shangai que encerra dia 28 agora. Desenvolvido pela divisão chinesa da Buick em conjunto com Pan Asia Technical Automotive Center (PATAC) o concept deverá atender a forte demanda por SUV´s registrada na região para desespero dos ecologistas e defensores dos direitos humanos que elegeram esse tipo de veículo como inimigo público número 1. Passando em miúdos, os SUV´s tem como dois principais problemas o excesso de massa e o consumo de combustível, sendo que o dois problemas não são interligados. No caso de excesso de massa, que também é um fator de aumento de combustível, o problema é quando esses veículos se envolvem em acidentes com veículo menores. Aí que entra os defensores dos direitos humanos e a galera anti-capitalista já que normalmente quem compra carro compacto não costuma ter dinheiro sobrando. Lembre que veículos compactos como os nosso nunca vão alcançar 5 estrelas no EuroNCAP ou no LatinNCAP simplesmente porque suas carrocerias não tem tanto espaço para áreas de deformação. E quando um monstro de duas toneladas se choca com um compacto o estrago é grande, os reis da dialética aproveitam a oportunidade para lucrar com a desgraça alheia. A Hummer fechou e a Mercedez foi obrigada a encolher o Classe S por causa da pressão desses grupos.
O consumo de combustível é, além da grande massa que costumam exibir sendo que os mais enxutos pesam 1.500 quilos, causado pelos sistemas de tração integral que quando não estão ligadas ficam girando em falso, causando perdas de energia. Os sistemas sob demanda também roubam alguma parcela de energia apesar da melhora da estabilidade e comportamento dinâmico, lembre que em engenharia nada é de graça.
Mas o pessoal da GM chinesa deu um jeitinho apesar de não divulgar os números desse concept para podermos compar. No caso do consumo, um motor híbrido que deve abusar da abundância de torque em baixas rotações exibidos pelos motores elétricos cada vez mais eficientes e no caso da massa o uso de materiais mais leves mas sem afetar a rigidez. E sem abrir mão do "command view" tão adorado pelas mulheres. E por falar em "command view", as informações principais do veículo e do sistema multimídia são projetados em 3D no para-brisa do veículo. E já vem com bluetooth de segunda geração que conecta os smartphones à internet caso o carro tenha esse serviço. Os espelhos foram substituídos por microcâmeras que atuam junto aos radares que além de mostrar os pontos mortos, especialmente na coluna "A" vítima dos projetos modernos que inclinam demasiadamente o para-brisa e forçam os engenheiros a colocar um "quebra-vento" reforçado nesse local que obstrui a visão. E para finalizar os faróis compostos por LED´s ladeiam a grade com desenho de uma cachoeira estilizada em dois níveis. E a coluna "C" inclinada é o orgulho dos designers que acreditam que "subverteram" a traseira imponente desses tipo de veículo. Mas esqueceram do BMW X6...
Apesar do entre-eixos curto, por volta de presumíveis 2,10m, o carro exibe um bom espaço interno especialmente nos bancos traseiros que é exigência local para o mercado de luxo. Tela do console central é OLED sensível ao toque.
As rodas tem 22 polegadas e cada uma delas pode ter o seu torque regulado para melhorar o comportamento dinâmico. A suspensão possui regulagem magnética com possibilidade de recuperação da energia cinética.
O 2.0l SIDI Turbo com injeção direta acoplado a um câmbio de 8 marchas e o motor elétrico só atua em baixas velocidades ou quando um torque maior é necessário e também pode trabalhar como híbrido de autonomia extendida em sistema semelhante ao Volt.
As portas tesoura baseadas no conceito de yin/yang (lambo-doors se preferir) garantem um bom acesso ao interior do veículo e o grande teto envidraçado também atua como foto-célula fornecendo energia para recarregar as baterias de íons de lítio.

sábado, 23 de abril de 2011

Chevrolet Malibu: Em seis continentes e nos sete mares

A Chevrolet lança no Salão de Shangai, um dos maiores do mundo, a nova geração do Malibu com a pretensão de ser um carro mundial. Tanto que está anunciando que ele será vendido em seis continentes, mas a única dúvida é se vai ter alguma representação comercial da marca no continente antártico. Outro problema é que na década de 80 foram lançados vários carros mundiais, como o Escort da Ford, e o projeto "J" da própria GM, que acabaram se revelando um fracasso. Com as peculiaridades de mercado de cada um, os modelos foram se distanciando um dos outros em mecânica e design e isso quando vendiam. O "J" era o Opel Ascona, o nosso Monza que chegou a ser campeão de vendas aqui até ser desbancado pelo Gol. Nos EUA virou o Cavalier que ganhou desenho próprio mais adequado ao gosto local que é pra lá de brega.
Agora na década de 2010 os grandes fabricantes estão retomando a idéia, enquanto uns preferem dividir o mercado em emergentes e desenvolvido. Para os primeiros carros sem grande eletrônica embarcada e pouca ênfase em segurança. Para os segundos carrocerias cinco estrelas e conectividade que só veremos daqui a 5 ou 10 anos quando começarem a ficar obsoletas.
O Malibu vendido aqui importado é um exemplo disso. Enquanto que em alguns mercados ele atua como carro intermediário, em alguns mercados como aqui no Brasil ele é vendido como carro de alto padrão.
"O actual Malibu ficou conhecido com um modelo por diversas vezes premiado e alterou a concepção que as pessoas tinham da Chevrolet", explicou a vice-presidente para a área de marketing, vendas e pós-venda da GM International Operations, Susan Docherty. "O novo Malibu continua a proporcionar os atributos intangíveis da geração actual, mas oferece aos clientes ainda mais requinte, eficiência, conteúdo e funções, qualidade de acabamentos e aptidões dinâmicas que rivalizam com os melhores da sua classe". O carro ganhou algumas novidades bem-vindas como maior espaço interno com ênfase nos ombros e maior espaço interno apesar do menor entre-eixos em relação ao modelo anterior. Quando virá? Bem, a Chevrolet não indicou a data exata, mas a partir de 2012 é certa a fabricação em várias instalações da marca pelo mundo. E quando sair, espera-se que não haja grandes estoques do modelo antigo aqui.
O quadro de instrumentos é inspirado no Camaro. O multimídia tem conexão com internet e tela de sete polegadas sensível ao toque.
O interior segue no novo padrão visual com o painel duplo. Sistema tem bluetooh e a direção tem assistência elétrica. Há 4 combinações de cores disponíveis.
Mais eficiência: haverá 10 opções de motores entre 4 cilindros em linha e 6 em "V". A suspensão dianteira é a McPherson e a traseira optou-se por uma multilink (duplo A).
Faróis de HID compostos com LED´s compõem com a grande grade bipartida, mas sem perder a harmonia ou ficar com cara de caminhão.
O Cx é calculado em 0,28, um dos melhores do segmento. As opções de rodas vão de 16 a 19 polegadas.

A tampa traseira tem um aerofólio integrado e as lanternas traseiras são inspiradas no irmão mais esportivo Camaro.

terça-feira, 19 de abril de 2011

VW New Beetle: Quase um Porsche

O New Beetle, que apesar de só lembrar o original Fusca no desenho modernizado, se tornou sucesso entre os que queriam um carro com personalidade e que se destacasse na multidão de SUV´s e sedans em sóbrios tons de prata, chumbo, grafite e preto. Quando a VW decidiu renovar o seu carro mais icônico, o desafio foi refrescar o visual sem "estragar" o seu alegre desenho que fez a alegria de descolados, intelectuais ou só de quem gostou de seu desenho.
Houve tentativas de modernização que fracassaram, como a linha "a ar" da Volks alemã na década de 70, o Mini que ganhou uma frente moderninha que não vendeu também nos anos 70 e por aqui o Karmann Ghia TC que foi descontinuado em 1976, mas por causa de problemas de corrosão, enquanto o original sobreviveu até 1974 quase sem retoques.
Tanto que Klaus Bischoff, supervisor de design da Divisão de Produtos VW sob a supervisão de Walter de Silva, designer chefe do Grupo VW, tiveram cuidado de recriar o carro sobre uma ótica mais esportiva, com desenho mais baixo, quase tornando-o um Porsche 356. Se houver alguma versão "saia e blusa" futuramente, periga ela de se parecer com a versão conversível que era mais "quadrada". Afinal o New Beetle se tornou, de ícone popular de acesso ao carro próprio das massas trabalhadoras para um descolado carro cult em sua recriação comprado especialmente por um público jovem. O resultado é que o desenho está mais "másculo" e "musculoso", com o perdão das mulheres que ainda irão continuar a querer um em sua garagem, com o carro mais baixo (1,48 m), mais largo (1,80m) e mais comprido que seu antecessor (4,27m).
Apesar da mecânica continuar a ser a "de Golf", segue no conceito de ser motores econômicos e estão mais eficientes, e pela primeira vez será oferecido com um motor turbo-diesel. É um 2.0l de 140 cv com promessas de consumos na casa dos 12,3 km/l na cidade e 17 km/l na estrada segundo padrão americano e dados, como sempre, fornecidos pelo próprio fabricante. O câmbio dessa versão é um manual de seis marchas, sendo opcional um automatizado de dupla embreagem com o mesmo número de marchas. Outras opções de motores nos EUA são um 5 em linha de 2.5l de 170 cv que faz 9,35 km/l na cidade e 13,2 km/l a gasolina e o mais quente de todos, um 2.0l TFSI de injeção direta que fornece 200 cv (consumo combinado cidade e estrada: 13,5 km/l) e que faz o besouro alcançar 227 km/h, velocidade que nem o Herbie sonhava na época em que estreava aqueles filmes da Disney. O câmbio é de sete marchas DSG também disponível na versão européia de 160 cv acoplado às rodas traseiras por um diferencial com bloqueio. O diferencial também tem função de distribuir o torque para a roda com maior tração evitando derrapagens e escorregões e auxiliando o controle dinâmico. Para evitar filas e desabastecimentos nas concessionárias da marca a VW programou as datas de lançamento que são para setembro/outubro nos EUA, outubro/novembro para a Europa, fevereiro de 2012 na Asia e final de 2012/começo de 2013 na América do Sul, tipo, se sobrar vende aqui também.
Interior conta com seis air-bags, tela sensível ao toque que reproduz CD/DVD e arquiva formatos de mídia em HD de 30 GB. Item de segurança é o destravamento e abertura de portas além de partida sem chave além da carroceria mais rígida que a geração anterior.
Apesar da padronização dos produtos VW, o New Beetle manteve os faróis redondos, mas a abertura do parachoque segue o padrão visual da marca. 15 LED´s fazem a iluminação diurna e também são luzes de posição e os faróis são bi-xenônio.
Aplique na lateral lembra a estribeira do Fusca e o teto está mais baixo lembrando o concept Ragster (veja aqui). O teto solar é panorâmico que bloqueia 99% dos raios UV e 92 da energia térmica e tem abertura 18% maior que o modelo da geração anterior.
Na traseira o carro ganha um aerofólio e as lanternas traseiras "a lá" Panamera segue o padrão visual da marca. Tando a dianteira quanto a traseira ganha elementos triangulares. A coluna "C" está mais larga ajudando na aparência mais musculosa do coupé.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Audi Q3: Finalmente o SUV compacto da casa de Ingolstadt

Finalmente a Audi lança o Q3, o sport utility compacto da família. Compacto em termos já que mede pouco mais de 4,39 metros de comprimento, 1,83 de largura e 1,60 de altura. O seu coeficiente aerodinâmico é de 0,32 que é melhor que muito carro por aí, graças ao assoalho carenado e ao desenho bem cuidado, mesmo com rack no teto. Se o porte imponente do carro não é o suficiente para impressionar a vizinhança há um kit off-road para mostrar para aqueles invejosos que sim, você encara uma terrinha também. Nem que seja a estradinha de terra da chácara da tia Zulmira.
O interior conta com tela retrátil do GPS e multimídia que pode se conectar via Bluetooth com o celular ou smartphone e disponibilizar a rede via wi-fi para os notebooks e tablets dos passageiros. Se bem que a conta da internet 3G, e isso quando funciona, é bem alta mas é uma das menores preocupações para quem dirige um carro como esse. Mas no exterior as conexões devem ter preços mais competitivos e mais estáveis do que aqui, em que pagamos preço de mundo árabe e recebemos internet com velocidades africanas. Outros luxos é o ar condicionado bi-zona, vidros traseiros escurecidos, bancos e volante revestidos de couro em três diferentes tipos, mas se o cliente preferir, há o revestimento de tecidos também em três variedades.
No começo haverá três motores todos turbo de 2.0l de deslocamento e de injeção direta sendo o mais modesto, e que não virá aqui, a diesel, com 140 cv e o mais potente a gasolina de 211 cv. O torque varia de 29 a 39 kgm/f e terão sistema start&stop e sistema de regeneração de energia de frenagens. Para economizar, o ar condicionado opera em modo de maior eficiência quando o cruise control está ativo de modo a economizar combustível. A mais potente faz o 0-100 km/h em 6,9 segundos e chega aos 230 km/h.
O carro tem sistemas de controle de estabilidade e de dinâmica e ABS, além do Audi Lane que detecta uma eventual cochilada do motorista e o avisa por meio de vibrações no volante, que tem assistência eletro-hidráulica. E aionda tem o um sistema auxiliar de estacionamento pego emprestado do primo mais pobre Tiguan (veja aqui).
A carroceria é bem reforçada, o que garante algumas diabruras no off-road (que deve ser leve, caso tenha coragem de por um na lama), melhora a dirigibilidade e protege os passageiros em alguma eventualidade. A tração é somente dianteira por enquanto, mas está prevista uma edição com potência superior e a famosa tração Quattro, marca registrada da Audi. A Audi não conhece nem os carros e nem as lombadas e asfaltos brasileiros cujo vão entre o assoalho e o chão chega a 25 centímetros enquanto o sport utility da marca tem somente 17 cm.
Interior conta com bancos e voltante revestidos em couro, ar condicionado de dupla zona, armazenamento de arquivos multimídia em HD e teto solar panorâmico além da iluminação interna totalmente em LED´s.
O sistema MMI que combina entretenimento com funções do carro ganha som Bose e interface que se conecta ao 3G do celular ou smartphone e transfere o sinal para tablets ou notebooks via wi-fi.
O porta-malas pode oferecer de 460l a 1365l com os bancos, divididos em 1/3 e 2/3, totalmente rebatidos. E se precisar de mais espaço ainda há um rack no teto de série no veículo.
Os faróis combinam LED´s com xenon adaptativo para iluminar tanto a frente quanto as laterais, e iluminação especial lateral para ajudar as manobras noturnas.
Como agora é obrigatório em carros desse padrão, as luzes auxiliares dianteiras,traseiras e repetidoras laterais dos espelhos retrovisores são integralmente compostas por LED´s.
Todos os motores combinam injeção direta e turbo sendo um diesel e dois a gasolina, todos com quatro cilindros em linha com potências de 140 a 211 e consumos de até 19 km/l.
As rodas são de 16 polegadas na versão de entrada e de 17 nas demais com previsão de até uma de 19 a ser oferecida futuramente. Suspensão dianteira é McPherson e a traseira um Four-Link.
Não espere preços baratinhos só por ser um compacto, o preço de entrada desse SUV premium em território europeu é a partir dos 30 mil euros, sem incluir impostos e taxas, aqui multiplique por 4.