sexta-feira, 26 de março de 2010

Propostas de mobilidade urbana, qual a melhor? A individual ou a coletiva?

Foto: Boni Idem - SXC

Por mais que os defensores do transporte coletivo, alguns ainda influenciados por teorias de cunho socialistas, bramem contra os automóveis e motos culpando-os por todas as mazelas urbanas e globais, eles nunca irão conseguir propor alguma solução que transporte todos do ponto A ao ponto B. Esse modelo antigo funcionava porque as pessoas moravam em uma região e iam trabalhar em outra e os momentos de lazer eram no buteco ali na esquina. Agora as pessoas moram em uma região, trabalham em outra, curtem seus momentos de lazer em outra e fazem as compras básicas do dia-a-dia em outra e não tem tempo para nada. E ficar encalhado em um ônibus por duas horas e gastar horrores com taxi não é o ideal de vida de ninguém.
Dois exemplos são a explosão na venda de motos e a decisão equivocada da prefeitura de São Paulo de restringir o transporte de passageiros fretado no centro da cidade. O primeiro caso é um exemplo de como os cidadão fogem do transporte coletivo que a cada ano perde qualidade e conforto. A segunda era também fuga, mas dos congestionamentos. Com a regulamentação da prefeitura que obrigou parte dos usuários a terminar o trajeto usando obrigatóriamente o transporte coletivo, muitos usuários preferiram voltar ao carro.
Há propostas que se propõem a solucionar em parte, as dificuldades de locomoção de parte dos cidadãos como estacionamentos e bicicletários em metrôs, sistema de aluguel de carros para usuários eventuais com pontos extrategicamente espalhados pela cidade dentre outros.
A indústria automobilística encostada contra a parede pela histeria causada pelos apocalípticas previsões dos danos causados pelo aquecimento global antropogênico (efeito estufa provocado por gases que retém o calor, dentre eles o CO²) e sendo responsabilizadas pelo consumo excessivo de combustíveis fósseis estão sendo agora obrigadas a se reinventar. A GM, assim como a Nissan (veja aqui) e a Honda (veja aqui) mostram propostas de transporte urbano individual, ou no máximo com dois passageiros, e afirmam através de estatísticas que 85% dos carros trafegam com um passageiro, que 30% do combustível usado é desperdiçado na busca de vagas e que mais de 75% das viagens são feitas em percursos que variam de 1,6 a 5 km.
E para diminuir os congestionamentos, as duas primeiras apostam em sistemas wireless que "teleguiam" os veículos automaticamente bastando colocar o endereço do destino em um GPS integrado ao computador de bordo do veículo. Talvez a sanha arrecadadora através de multas diminua e acabe, mas o poder público pode querer taxar o uso do GPS. A Rinspeed vai ainda mais longe com o UC? ao integrá-lo com o sistema metroviário e ferroviário (veja aqui). E o carro? Só no fim de semana, e mesmo assim para levar a família para algum lugar. Para quem gosta de dirigir pode soar como um pesadelo, mas para o restante da população que acha o ato uma chateação sem fim seria um alívio.

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