Comento sempre em um post ou outro que o mundo está cada vez mais chato e agora não é importante ser, mas parecer, e a Fiat segue essa lógica ao lançar o Uno Sporting com o mesmo 1.4l que compartilha com as versões Attractive e Way. Antigamente havia versões realmente esportivas como saudoso Opala SS dos anos 70 e os pocket-rocket dos anos 80 e 90 como o Gol GT (depois GTi em 1989), Kadett GS (e depois GSi), Escort XR3 e o Uno 1.5R (depois 1.6R) que dava trabalho aos concorrentes que tinham motores com 300 a 500 cm³ a mais de cilindrada.
Hoje o que predomina são as versões "aventureiras" que ganharão uma "selva" feita de materiais recicláveis no stand da marca no Salão com destaque para um córrego de LED's que significa uma maior eficiência e economia de energia, o que não é a realidade desses pseudo-off-roads cheios de penduricalhos de plástico e suspensão elevada que aumenta o arrasto aerodinâmico, além do peso maior. Além das versões aventureiras, temos uma nova onda de carros nacionais esportivados e o Uno acaba de ganhar a sua versão Sporting com o mesmo motor 1.4 compartilhado com as outras versões, a neutra e bem equipada Attractive e a aventureira Way.
Se a Fiat optar por oferecer uma versão T-jet para o novo Uno no futuro, o blogueiro ficará feliz, mas como isso é uma realidade distante comandada pela realidade distorcida do nosso mercado esquisofrênico e dos marqueteiros de plantão em busca do consumidor médio que só quer a aparência como está sendo demonstrado no Salão de São Paulo que abrirá na semana que vem. E ficaremos só na saudade dos bons tempos em que tínhamos verdadeiros reis da estrada. Hoje isso fica somente na fantasia dos carros denorex, que parecem mas não são e na saudade dos esportivos verdadeiros que ficaram no passado.

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