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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Chevrolet Sonic: O Aveo ganha casa nova, nome novo, e talvez venha aqui

A Chevrolet nunca foi feliz em adaptar carros compactos pra o mercado estadunidense. Das mal-sucedidas experiências com o Chevrolet Nova, Monza (que não tem nada a ver com o nosso, fabricado entre 82 e 96 e derivado do Opel Ascona) e o Chevette. Mas agora passada a crise causada pela explosão da bolha imobiliária, o que restou no Salão de Detroit foi um cenário mais realista e menos colorido. Nada de apresentações artísticas nos estandes, nada de modelos conceituais revolucionários que irão mudar o futuro do automóvel, nada de carros extremamente luxuosos e esportivos.
Nesse cenário cada vez mais racional, empurrado pelo medo das mudanças climáticas supostamente causadas pelas nossas emissões de CO², a estrela da vez no estande da marca é o compacto Aveo, que lá ganha o nome de Sonic. Apresentado em três versões, a primeira é o nosso já conhecido show-car que frequentou o Salão de Detroit no ano anterior (veja aqui) e que aqui ganha uma versão mais "tunada" e próxima da realidade e o nome , o hatch que foi apresentado em Paris (agora aqui). Ninguém descarta a possibilidade de se vender o "kit" original caso alguém queira personalizar o carro, já que o conceito Sonic Z segue a escola SEMA de visuais tunados.
As versões de rua, que a GM orgulhosamente declara que são os primeiros carros carros compactos a serem fabricados em território americano, e acredito que foi omitido, por uma empresa americana. Bem, lembre que os carros compactos vendidos lá, são na maioria descendentes de japoneses e coreanos e com cidadania mexicana, coreana ou japonesa.
A previsão de fabricação do modelo é para o final desse ano que será no Centro de Montagem da General Motors em Orion, no estado de Michigan, que recebeu investimentos de U$545 milhões de dólares em atualizações e aquisição de novas ferramentas e irá ajudar a devolver aproximadamente 1.000 empregos na área metropolitana de Detroit.
O carro tem pouco mais de quatro metros na versão hatchback (um Celta tem 3,80, um Corsa B 3,83 e um Spark 3,64) e 4,40m na versão sedan (um Classic tem 4,15, um Prisma 4,12 e um Corsa "B"sedan 4,18). Ele só perde em largura e entre-eixos pro Ágile, mas ganha em 10cm de comprimento. Na possibilidade de um Ágile sedan terminar de substituir a família Corsa "B" que já está no bico do corvo, podemos supor que se vier para cá, somente com cidadania mexicana e para concorrer na fatia de compactos "premium" com o "New Fiesta" que foi eleito o adversário direto pela corporação a ser batido (compare vendo o lançamento do "New Fiesta" mexicano em terras tupininquins aqui).
O interior será oferecido em dois tipos de combinações de cores, um mais sóbrio como o que ilustra o hatch bem ao gosto brasileiro com dois tons de cinza e esse mostrado no sedan com acabamento "tijolo" na linha do painel. O quadro de instrumento, semelhante à algumas motos acima das 300 cm² (veja a CBR 600RR aqui e a irmã maior 1000RR também aqui), é um show à parte, só pecando pela fala de um indicador de nível de temperatura. Entã meu amigo, o conselho é o mesmo de sempre: acendeu, desligue o motor imediatamente e vá de ponto morto até o meio-fio ou acostamento e chame o guincho. Se insistir, o que poderia ser uma junta com problema, falta de aditivo no radiador ou até um cebolão travado que pode ser resolvido com aqueles chequinhos pré-datados em 30, 60 e 90 vira uma bela retífica que ficará mais caro que o IPVA de carro novo. O velocímetro e o indicador de combustível ficam em display digital de fundo azul, que engloba uma bússola e um indicador de marchas. Emoldurando o display, há uma guarnição metálica que aloja as luzes de alerta e piscas direcionais e que também aloja um grande conta-giros com escala até 6,5 mil rpm´s que fica no ponto superior do mostrador, do lado oposto do zero, e também há uma "shift-light". Bem esportivo, o painel agrada até pilotos veteranos como o jornalista Bob Sharp pela praticidade, já que ponteiros verticais não exigem que se tire os olhos da pista.
E por falar em pista, o carro terá a mesma motorização do Cruze, um 1.4l Ecotec turbo com 138 cv e pouco mais de 20 kgm/f e um 1.8l com 135 cv e aproximadamente 17 kgm/f. Os dois são 4 em linha e tem coletor de admissão variável em dois estágios. Terá três câmbios, um manual de 5 e uma automática de seis no 1.8l aspirado, e é a primeira vez que vejo em um carro de produção popular uma caixa de câmbio automática ter mais marchas que uma manual e a 1.4l turbo fica só com a manual de seis.
A suspensão é MacPherson na suspensão dianteira com molas helicoidais e uma barra estabilizadora e na suspensão traseira vem com braços multilink (o famoso duplo "A") com amortecedores a gás. As bitolas dianteiras e traseiras são idênticos em 1.509 mm. A direção com assistência eletrônica é de série e possui um compensador de desgaste que ajusta o sistema continuamente com a engrenagem de direção para assegurar uma ação de direção precisa durante toda a vida do sistema. O chassi monobloco vem com o exclusivo “flat top frame”, que por exemplo, assegura a rigidez ideal na parte dianteira do chassi, segundo a marca. Virá com várias opções de rodas com até 17 polegadas e com opção de ABS de quatro canais.
O primeiro americano compacto está pronto para enfrentar a concorrência? Veja as fotos abaixo e comente.
Bancos Recaro em couro em tom caramelo contrasta com a cabine negra.
As rodas esportivas multi-raiadas pintadas de laranja são da prestigiosa BBS.
Assim como a RS, não há grandes alterações na mecânica, mas o pacote pode ser vendido em foram de kit no futuro.
Outro destaque é o enorme aerofólio traseiro em cima do defletor de ar da tampa traseira.
A traseira do hatch, com suas lanternas circulares que fazem parte do novo padrão visual da marca.
Nessa versão bicromática em preto e cinza, destaque para o painel similar ao de motos de competição.
E como parte do padrão visual, o painel simétrico inspirado nos primeiros Corvettes.
Sacada do Aveo/Sonic é a diateira com dois faróis e frente mais bonita, sem deixar de ser agressiva.
Na lateral as portas traseiras escondem a maçaneta na coluna "C", dando um perfil de coupé nesse 4 portas.
Na traseira as lanternas e a tampa do porta malas acompanham o desenho agressivo da dianteira.
Detalhe do porta-malas com as lanternas que seguem o padrão de luzes circulares, mas de desenho mais sóbrio.
O quadro de instrumentos é semelhante ao de motos esportivas, tem contagiros com escala vermelha iniciando na vertical.
O painel bicolor colorido com tons marrons fogem ao gosto brasileiro, mas que é bonito, isso não é dúvida.
As lanternas e faróis de refletores duplos seguem o padrão circular da nova linguagem da marca no mundo.
A dianteira do sedan não tem alterações em relação ao hatchback, como os elementos luminosos em molduras negras.
A vista lateral mostra o sedan com desenho mais sóbrio e as maçanetas migram da coluna "C" para a posição tradicional.
Os dois vincos ascendentes, presentes também no hatch, dão um toque esportivo ao modelo.