terça-feira, 22 de setembro de 2009

Supercharger Elétrico

Às vezes a necessidade é a razão de algum invento. Com a paranóia do apocalipse do aquecimento global os europeus restringiram as emissões de CO² a 130 gramas por quilômetro rodado até 2012 e 95 gramas até 2020. Na prática isso significa que os motores maiores entrarão em extinção, já que é difícil um motor a gasolina 1.6 conseguir 120 gramas por quilômetro rodado.
Isso fez surgir algumas novidades, ou nem tanto, algumas muito caras e dispendiosas. A primeira seria passar para um carro a diesel com motor menor o que acarretaria perdas no desempenho, aqui tem o álcool, que segundo o Ibama neutraliza o CO² emitido com a fixação do mesmo pela cana; a segunda seria fazer um "downsizing" no motor utilizando compressores ou turbo, isto é, enquanto o Marea utilizava um motor 2.0 de cinco cilindros, o Linea utiliza um 1.4 turbo; utilizar um híbrido, que custa lá fora pelo menos 15% a mais que o modelo normal; utilizar um híbrido de autonomia estendida, que reduz as emissões para os níveis de 2014 e se bobear até 2020, mas custa no mínimo 50% a mais que um carro com motor a explosão; usar um carro elétrico, isto é, torcer para o governo dar um subisídio ou desconto nesse tipo de veículo para baixar o preço, incentivar postos de abastecimento rápido já que muitos prédios não tem uma tomada no estacionamento, etc...
Os ingleses do Controlled Power Technologies sugerem um compressor elétrico. Não é o compressor de água que você conhece ou o de ar comprimido no posto de gasolina. Um compressor volumétrico tem funcionamento semelhante ao turbo, mas ao invés de receber impulso com os gases de escapamento do motor, recebem uma correia diretamente ligada no eixo do virabrequim. Sofre da mesma desvantagem do turbo, que em baixas rotações "amarra" o motor prejudicando o torque.
Lembre que os motores "downsizenings" propostos para mover veículos médios, que normalmente utilizam motores 1.8 e 2.0 aspirados, seriam motores turbo 1.2 a 1.4 litros e que carros compactos teriam motores de 800 cilindradas. Se em um motor de cilindrada normal, o turbo já "amarra", imagine um motor menor cujo torque normal é bem baixo.
O pulo do gato do compressor elétrico seria o fato de como ele não depende do giro do motor para atuar, só de um alternador bem reforçado, o motor teria um bom torque em baixas rotações, melhorando a eficiência do mesmo. E ele pode ser conjugado com um turbo ou compressor volumétrico (supercharger se preferir) melhorando ainda mais o desempenho e reduzindo as emissões de CO². Em tempo: a solução é muito mais barata se comparando com as alternativas listadas acima.
As pás do compressor giram da "marcha lenta" a até 70 mil rpm em um terço de segundo garantindo bom torque em qualquer solicitação

2 comentários:

Anônimo disse...

como realmente funciona este supercharger elétrico até quanto de pressão ele gera, há possibilidade de instalar em um motor ap 2.0 com ar e dh.

1k2 disse...

O produto é vendido na Inglaterra, dê uma olhada no site da empresa: http://www.cpowert.com.
Como explicado no texto acima, o controle é eletrônico e a pressão sobe conforme a situação.
A pressão máxima é de 1.45 Bar.