Foto abertura: Salão de São Paulo; Demais fotos: VW
Em 2002 a Volks apresentou ao mundo o 1-litre (veja aqui) e em 2009 no Salão de Frankfurt (veja as outras atrações desse salão aqui) foi apresentada a segunda geração do que a marca considera o carro mais eficiente do mundo. O 1-litre devido ao tipo de construção e de materiais na carroceria seria inviável comercialmente, mas a marca arregaçou as mangas e conseguiu mostrar um carro que agora está mais próximo da viabilidade comercial.
Apesar desse carro não ter nenhum enfoque ecológico, ele é ambientalmente correto pelo fato de se buscar uma maior eficiência energética. Duas das principais metas para quem quer construir um carro eficiente é diminuir o peso que melhora o desempenho e o comportamento dinâmico além da economia de combustível, e melhorar o coeficiente aerodinâmico (Cx) que também reduz o consumo de combustível ao diminuir o arrasto aerodinâmico. A carroceria pesa somente 380 g, 90 quilos a mais que o 1-Litre, e o Cx aerodinâmico é de míseros 0,195, o mesmo número do modelo da geração anterior. Lembre que um carro vendido atualmente tem Cx entre 0,30 e 0,40 e que os mais aerodinâmicos conseguem Cx no máximo entre 0,25 e 0,28. As rodas traseiras são totalmente cobertas e os pneus Michelin são de baixa resistência ao rolamento (Energy Saver, 95/60 R16 na dianteira e 115/70 R16 na traseira). A parte inferior do carro também é totalmente coberta e o motor diesel é resfriado por tomadas de ar integradas às laterais da carroceria. Elas abrem e fecham automaticamente, de acordo com a necessidade de refrigeração e a velocidade do veículo. Para Walter de Silva, Chefe de Design do Grupo Volkswagen, “o design do L1 redefine as características clássicas e estéticas dos veículos. É especialmente importante a forma como suas linhas, como as de um foguete, capturam as atenções. Todas as suas partes móveis estão integradas com tanta precisão que a carroceria lembra um míssil ou avião a jato. É uma carroceria que corta o ar com mínima resistência aerodinâmica. Usar o padrão típico, com faróis convencionais e uma grade de radiador ao centro seria totalmente inapropriado neste caso”, explana de Silva. “Foi por isso que escolhemos um layout mais minimalista e integramos os faróis numa faixa horizontal neutra que passa uma impressão mais forte e contemporânea.” O chefe de Design do Grupo continua: “de certa forma, aplicamos os mesmos princípios da dianteira do Scirocco, onde os faróis são unidos por uma faixa preta brilhante e o logotipo da marca também é colocado no capô do motor. Isto enfatiza o caráter dinâmico deste carro." Segundo De Silva, “as mesmas características de estilo da dianteira se repetem atrás nas lanternas, que integramos às grades das duas saídas de ar, gerando uma aparência ainda mais aerodinâmica. Outro item de identificação é a saída de ar diretamente atrás do cockpit, um elemento gráfico quase abstrato que reforça a estética intencional deste veículo.”
Agora a marca revela dados de desempenho, com o 0-100 km/h em torno de 14,3 segundos e a máxima é de 160 km/h. Temos que levar em consideração que a proposta do veículo é te levar do ponto "A" para o ponto "B" com a máxima economia de combustível possível. E a motorização escolhida é um "meio" motor a diesel com 0,8l e potência de 27 cv e torque de 10,2 a 1.800 rpm no modo "Eco" e de 39 cv no modo "Sport", ambas a 4.000 rpm. E para economizar ainda mais combustível tem sistema start&stop que desliga o motor automaticamente quando o carro está parado e auxílio de um motor elétrico de 14cv que trabalha em modo híbrido paralelo, junto com o câmbio automatizado DSG. Com isso a autonomia com o tanque, que cresceu de 6,5l para 10l, foi para 670 km já que o consumo médio do carro é de 1,38l de diesel por 100 km na medida européia o que nos dá uns bons 72,5 km/l. O "meio" é pelo fato do motor do L1 ser metado do 1.6l TDI (turbodiesel de injeção direta) de quatro cilindros usado no Golf e no Polo europeus. Agora bicilindrico e naturalmente aspirado, mantem alguns melhoramentos como melhorias no sistema common rail, sistema de injeção extratificada e melhoramentos na refrigeração do motor.
O "cockpit" recebeu melhorias como sistemas de controle "touch screem", quadro de instrumentos em display e sistema de câmeras que substituem os retrovisores, se bem que legislações restritivas e retrógadas podem obrigar a volta dos retrovisores. O acesso é feito por uma cobertura que se abre lateralmente e como não há janelas, o ar condicionado é obrigatório. Show à parte é a nova tecnologia CFRP que promete pesos e preços reduzidos. Consiste em plástico reforçado com fibras de carbono que revestem o chassi tubular, também em CFRP. Com isso a carroceria pesa somente 124 kg, menos que uma CG 125 Fan. Outra vantagem do material é a sua extrema resistência e a facilidade com que esse material é moldado através da conformação (prensagem). A carroceria tem ainda espaço para um porta-malas de 50 litros.
A VW pretende lançar o veículo em 2013 e para quem esperou 8 anos, mais 2 não serão problema se souber controlar a ansiedade.
A "cabine" tem inspiração aeronáutica, cuja disposição dos bancos em tandem e a abertura lateral do "canopi" é inspirada nos planadores e ajuda a "emagracer" a área frontal do veículo. Há uma área transparente no teto para visualizar os semáforos.
O painel não lembra em nada a simplicidade franciscana da geração anterior, o quadro de instrumentos agora é digital, os controles estão em 180º em torno do motorista e os retrovisores foram substituídos por câmeras e monitores.
A dianteira agora exibe a nova linguagem visual da marca e os faróis continuam totalmente construídos em LED's. Para não prejudicar o Cx, a grade foi substituída por uma faixa contínua e o logotipo deslocado para o capô.
O perfil afilado do carro lembra uma aeronave ou um míssil. Agora o motor diesel tem 0.8 cm³ e tem um câmbio automatizado DSG de sete marchas. Entre os dois há um motor elétrico que auxilia nas acelerações.
As lanternas traseiras também continuam em LED's e a grade traseira reforça a impressão de "míssil" da caroceria. Os extratores não estão ali à toa, servem para "alongar" o perfil aerodinâmico.


2 comentários:
Cara, que pena que ainda é um carro conceito.
pena que a legislação brasileira é tão restritiva quanto ao uso de diesel em veículos leves...
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