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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Maybach DRS: O riquixá elétrico de Sindelfingen

Quando os japoneses introduziram o riquixá por volta de 1870, eles não imaginavam o sucesso que esse tipo de veículo faria na Ásia. Usados como táxis de baixo custo, virou febre em vários países asiáticos. Mais tarde, vieram os ciclo-riquichás que na Europa e Cuba sobrevivem atualmente como táxis-ecológicos em pontos turísticos e após a Segunda Guerra Mundial vieram os auto-riquichás, que ganharam a fama por fazerem parte da paisagem dos grandes centros indianos. A fusão do ciclo-riquixá com o auto-riquixá é a proposta da Maibach para o desafio do Design Challenge de Los Angeles com o Den-Riki-Sha. Como um autentico riquixá, o motorista vai na parte da frente, onde fica os comandos do carro e um par de pedais que serão acionados pelos pés do mesmo para recarregar as baterias.
Há um computador de bordo que além de equilibrar o veículo utilizando acelerômetros do mesmo modo que os Segways e assemelhados (veja aqui o conceito P.U.M.A. feito em conjunto com a GM e o U3X da Honda aqui) ele conecta os usuários a uma rede que além de informar sobre o trânsito, mapeia os melhores destinos ou pontos de interesse na localidade em que o veículo se encontra. E o interior desse riquixá futurista não fugirá do exigente padrão de qualidade e luxo exibido nos carros da marca.
A proposta de construção da carroceria é a partir de um casulo que seria desenhado a partir de um DNA geneticamente modificado e que seria cultivado utilizando engenharia e bio-mecânicas avançadas chamadas MNV (Naturally Manufactured Vehicle ou Veículo Manufaturado Naturalmente). Então esqueçamos tudo o que nós sabemos sobre "design orgânico" e pode se acostumar com a idéia de ter um biólogo, um bioquímico e um bio-engenheiro nos setores de fabricação dos veículos...
Abaixo das imagens um filmezinho com detalhes (em inglês) do concept...
O híbrido humano-elétrico tem um computador que equilibra o carro nas duas rodas, semelhante ao Segway
Os motores elétricos ficam um em cada roda de desenho orbital e as baterias podem ser recarregadas por um pedal na cabine do condutor.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Xenatec Maybach 57 Coupé: Mais uma "arte" da preparadora alemã

A inquieta Xenatec faz de tudo, desde carros e vans blindadas, uma inusitada BMW série 7 com teto elevado em 12 cm, esportivos esticados ou em versões shooting brakes, Tem também versões picapes da Touareg e Cayenne, Audi Q7 com focinho de Bentley e versões limousines tanto para luxo como para táxi. E também tem uma das preferências da preparadora: versões inexistentes de fábrica como um série 6 da BMW com quatro portas e baseados no CLS de primeira geração tem um conversível ou uma perua, e bem, se o leitor quiser ter uma idéia de como será a versão da segunda geração do CLS transformada em perua pela Xenatec, veja o conceito da Mercedes Shooting Brake publicado no meu blog (veja aqui).
Agora em parceria com a Maybach, braço de alto luxo do Grupo Mercedes Benz, a Xenatec lança a versão coupé da versão mais curta, a 57 S (veja a versão sedan exposta que ganhou alguns retoques no Salão de Pequim aqui). Construída pela Special Purpose Vehicles, encarroçadora de veículos especiais adquirida recentemente da ThyssenKrupp Drauz Nothelfer baseada na cidade alemã de Weinsberg, a versão terá acabamento artesanal e personalizado a gosto de cada cliente. Essa versão coupé do Maybach 57S foi desenhada pelo mesmo projetista que criou outro coupé memorável, o Excelero feito em uma única unidade para a fabricante de pneus Fulda (que aliás equipa essa versão com seus pneus especiais que calçam as rodas de 20 polegadas de série nessa versão ou de 21 opcionais), o designer Fredrik Burchhardt. Para quem quiser ter um desses na garagem, precisa desembolsar a bagatela de 675 mil euros, praticamente 50% a mais que um Maybach "normal", fora os impostos.
Para-choques dianteiro e traseiros, portas, janelas laterais, painéis são novos e a inclinação do vidro traseiro é maior contribuindo para melhor fluidez do desenho sem comprometer o conforto dos passageiros dos bancos de trás. Há a opção de blindagem da carroceria, uma das especialidades da Xenatec.
O interior continua extremamente luxuoso e há a opção de um teto de vidro eletrocrômico que fica opaco eletricamente. Agora o dono de um Maybach pode desfrutar do desempenho de seu carro ao volante, cujo motor V12 de 602 cv e torque de quase 102 kgm/f, leva o coupé a 275 km/h de velocidade máxima.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Maybach ganha botocada em Pequim

Os rappers vão correr em bandos para as concessionárias Maybach assim que souberem da novidade. O filho do Puffi Daddy acabou de ganhar o seu e já está defasado, porque os carros da marca ganharam um ligeiro retoque no Salão de Pequim e algumas novidades. E o engraçado é que a China "comunista" é que está salvando esse tipo de carro da extinção. Indiferentes às críticas de ecologistas e pobres de espírito (e de dinheiro), os altos executivos e autoridades chinesas compram sedans grandes com chassis alongados a granel enquanto nós do outro lado da terra temos que nos conformar a ser assaltados dentro do chamado transporte coletivo só porque de repente virou pecado ocupar um espaço público e que pagamos altas taxas e impostos para ter o privilégio (o Detran não considera dirigir um direito e sim um privilégio que pode ser cassado a qualquer momento) de por os nossos Pálios, Gols, Celtas, Kas e Fiestas nas ruas. E isso independente de aquecimento global e outras mazelas ambientais. Mas a vida é chata e tem gente que quer deixá-la ainda mais chata ainda.
Vamos voltar a falar de coisas mais agradáveis e as novidades que esse carro classe alto-executivo tem a oferecer.
A parte traseira tem um teto panorâmico de vidro translúcido de cristal líquido, que se torna transparente eletronicamente, fora os encostos reclináveis que agora é de série no 57.
Opcionalmente há acabamento com cristais Swarovsky e um atomizador que espalha perfume por todo o ambiente em 12 segundos na versão especial limitada a 100 unidades Zeppelin. E as telas agora podem receber imagens do exterior do veículo, se é que tem algo bom pra se ver lá fora...
Novidade na versão 57 e 57 S que ganham o assento com encosto reclinável que antes era exclusivo do 62 e 62 S. Deve ser um dos raros casos em que o dono faz questão de não dirigir esse carro.
Painel completo mais computador de bordo tem ar condicionado duplo, isto é, uma unidade para cada parte do carro, tanto para a parte da frente quanto para a parte de trás. E para garantir um ambiente silencioso, foram usados mais de 90 quilos de material fonoabsorvente.
E na "limousine" 62 e 62 S o passageiro do banco traseiro ganha opcionalmente mais uma tela de 19 polegadas "Full HD" que acompanha as duas de 9,5". O som é surround e vem com 21 auto-falantes da BOSE.
Você reclama que tem que esperar trinta dias para comprar o seu carro 1.0? O cliente Maybach nem pode pensar em fazer isso. Segundo a casa de Sindelfingen, são separados os melhores e mais suaves couros, as mais finas madeiras e os mais fofos carpetes.
As maiores mudanças foram na parte dianteira que ganham a grade com a divisão mais acentuada e os elementos verticais agora são duplos. Os para-choques recebem agora as lâmpadas de posição diurnas em LED's.
Na parte traseira as lanternas ganham elementos em LEd's e maior uniformidade na iluminação. Os parachoques traseiros ganham um novo redesenho e o carro ganha 1,1 cm a mais no comprimento.
O motor V12 de 6.0l biturbo, com 3 válvulas por cilindro, ganha 18 cv passando de 612 a 630 cv, diminuindo um pouco o consumo de 6,3 km/l. Não foi disponibilizada a ficha técnica do carro e nem informado se o torque, que na versão anterior tem 102 kgm/f, foi melhorado.
O desempenho também não foi informado, mas a versão antiga faz o 0-100 km/h em 4.9 segundos e máxima de 275 km/h. Números excelentes ao levar em consideração as 3.260 quilos do carro. Dependendo da versão o carro recebe rodas com 21 raios de 19 em cromadas ou de 21 polegadas em prata dependendo da versão.
Você acha que a garantia de cinco anos oferecida pela Hyundai é grande? A Maybach oferece oito anos de garantia ou 200 mil quilômetros. E cobre itens de desgaste natural como estofamento, pintura e os técnicos da Maybach estão habilitados em eliminar ruídos.
Com preços a partir de 454 mil euros na versão 57 e que pode chegar aos 608 mil, essa garantia faz com que o veículo ainda retenha um bom valor de revenda. Afinal, ricos são pão duros por natureza.