quinta-feira, 10 de junho de 2010

Renault Sandero 2011: Poucas novidades e muitos pacotes

A Renault disponibilizou algumas novidades para o modelo 2011 do Sandero. Tem novidades também para o Sandero Stepway, mas deixo para outro post.
Para o pé de boi Authentique temos o pacote de opcionais "Pack Plus" que antes oferecia ar quente e desembaçador e limpador do vidro traseiro e agora inclui maçanetas internas e difusores de ar na cor prata. Ar condicionado e direção hidráulica são opcionais.
Na intermediária Expression que vem nesse ano com com espelhos retrovisores na cor da carroceria, manopla de câmbio com acabamento de alumínio e de maçanetas e difusores de ar na cor prata, oferece o pacote opcional “Expression Pack” com Ar condicionado, vidros elétricos dianteiros, travas elétricas das portas e do porta-malas por comando de radiofreqüência instalado na chave, sistema CAR de travamento automático das portas a partir de 6 Km/h, alarme perimétrico e o CD Player com MP3, com quatro alto-falantes e comando satélite na coluna de direção.
Para encerrar a Privilege traz rodas de liga leve de 15 polegadas de série. Vem com computador de bordo, retrovisores com regulagem elétrica, além de direção hidráulica e ar-condicionado. E o consumidor pode optar pelo Pack Segurança, que inclui airbag duplo (motorista e passageiro), freios antibloqueante (ABS) e volante revestido de couro.
Os preços sugeridos do Sandero são: Authentique 1.0 a partir de R$ 29.690,00; Expression 1.0 a partir R$ 32.440,00 e 1.6 a R$ 34.740,00; Privilége 1.6 a partir de R$ 43.090,00.
Na parte interna as únicas alterações são a manopla de câmbio em alumínio a partir da Expression e braçadeiras e saídas de ar prateados, opcionais na Authentique e de série nas demais versões.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Recordar é viver: Range Rover completa 40 anos

A Land Rover comemora os 40 anos do modelo que criou uma nova categoria de veículos: os SUV's (sigla de Sport Utility Vehicle). Mas antes vamos voltar um pouco no tempo, durante o início do que seria a Segunda Guerra Mundial. O exército americano pretendia substituir as motos com sidecar usadas para reconhecimento e transporte de mensageiros. A America Bantam Car entregou um protótipo para o exército americano em 1939, que foi recusado por não ser considerado adequado para aplicações militares. Em 1941 foi lançada uma licitação para a compra de um veículo com tração 4X4, capacidade de carga para três passageiros e carga útil de 300 quilos mais suporte para a fixação de uma metralhadora.
A Bantam conseguiu entregar um protótipo que foi testado pelo exército americano e que foi aprovado, sendo que o projeto foi compartilhado com a Ford e a Willis pelos militares. O modelo final com a cara definitiva foi apresentado com melhorias do projeto Willis e foram fabricados 4.500 modelos iniciais.
Enquanto isso no velho continente havia alguns projetos como o Mercedes G4 (W31) utilizado pelo alto comando do exército alemão. Ao contrário do modelo americano ele era pesado e tinha 6 rodas em três eixos, sendo que os dois posteriores tracionavam. Anteriormente havia um modelo que tinha mais duas rodas que eram fixadas no centro da carroceria, mas que giravam livremente, e que serviam de estepe e apoio em terrenos acidentados. Havia ainda o Kübelwagen, um "jeep" baseado na mecânica do Fusca, mas sem tração 4x4, só um bloqueador no diferencial.
Após a Segunda Guerra, muitos dos Jeeps usados no conflito permaneceram, e alguns fabricantes europeus começaram a fazer alguns modelos semelhantes, dentre eles a Rover cujos diretores gostavam da robustez do modelo e decidiram criar um modelo próprio. O foco do novo modelo era os proprietários rurais que apreciavam esse tipo de veículo a ponto de substituírem os tratores na lida do campo. Em 1948, no Salão de Amsterdã era apresentado o Land Rover Defender, que apresentava as mesmas características do Jeep, mas com chassi de aço galvanizado e carroceria de aço, utilizados até hoje nesse modelo. Não havia uma unidade de carroceria fechada nos anos iniciais, o que alguns fabricantes independentes tentaram suprir.

Carroceria Tickford
A Tickford era uma tradicional e familiar empresa encarroçadora que iniciou suas atividades em 1820 com o nome de Salmons and Son e as instalações da empresa situada na rua do mesmo nome na cidadezinha inglesa de Newport Pagnell. No mesmo ano do lançamento do Defender, ela propôs um modelo fechado que levava confortavelmente sete pessoas, especialmente no inverno inglês. A carroceria usava chapas de alumínio e estrutura de madeira. Foram vendidas 641 unidades até 1951 devido à carga tributária que praticamente dobrava o preço do utilitário. Em 1951 a Land Rover lança duas versões de peruas fechadas com desenho mais harmônico com o restante do jipe, com duas portas e capacidade para seis passageiros (a 86 que se tornaria a 90) e com quatro portas com capacidade para 10 passageiros (a 107 que se tornaria a 110).
Havia um projeto denominado Road Rover (Rover de rua) para o desenvolvimento de uma perua com tração traseira, motor 2.3 e menor entre-eixos, mas que foi abandonado em 1959.

Uma visita que mudaria os rumos da empresa
Na década de 1960 os engenheiros da empresa visitaram os concessionários norte-americanos, para intercambiarem novas idéias para alavancar as vendas do Defender, e foram informados que o mercado 4x4 para o lazer estava crescendo. Para esse público havia o Jeep Wagoneer (o antecessor do Cherokee), o Ford Bronco e o International Harvester Scout, todos com algum espaço para pessoas e cargas, mas sem o conforto e dirigibilidade de uma perua de asfalto.
Não havia nenhum fabricante europeu que fizesse esse tipo de veículo na Europa, o que incentivou a diretoria a retomar o projeto do Rover de rua.

A perua de 100 polegadas
Em 1966 começou o projeto "100-inch station wagon" (perua de 100 polegadas, equivalente a 2,54 metros e corresponde à medida de entre-eixos), que começou com uma perua Land Rover. Depois foi desenhada uma perua com um desenho na parte traseira que lembrava vagamente a Nomad (a perua derivada do Chevy Bel Air). Os dois últimos protótipos já se aproximavam bastante do modelo de produção. Algumas inovações técnicas na época estavam presentes como suspensão com molas helicoidais com auto-nivelamento na traseira e freios a disco nas quatro rodas. E para completar, um novo motor V8 cujos direitos de produção foram comprados da GM, que ganhou bloco e cabeçote de alumínio, além da carroceria feita no mesmo material.
"Era para ser um veículo de lazer "premium", não um carro de luxo", comenta Geof Miller, engenheiro do projeto. "Também tínhamos a intenção de ser tecnicamente aventureiros. Spen (Charles Spencer 'Spen' King, chefe de engenharia para projetos novos da Rover) estava convencido de que o veículo devia ter suspensão à molas dianteira e traseira para melhor comodidade em rodovias, que os outros 4X4 nem ofereciam. Era necessária uma suspensão desse tipo para viagens mais longas e para se desfrutar do conforto também no fora-de-estrada", completa. Foram feitos 10 protótipos com a marca "Velo" e uma das preocupações da diretoria era para quem seria destinado a esse tipo de veículo. Segundo Spen King, eles esperavam que o público alvo fosse formado por oficiais de alta patente nas forças armadas, engenheiro e e diretores do setor de construção civil, agricultores aposentados e pessoas que precisassem de um jipe mas não queria abrir mão do conforto de um sedã. Mas esse último grupo é que surpreendeu a Rover: "Sinceramente, ele chamou a atenção de todo o tipo de pessoa que não esperávamos" surpreende-se Miller.

Enfim a primeira geração
Lançado em 17 de junho de 1970, o material de divulgação da Land Rover o divulgava que o novo Range Rover, o nome definitivo sugerido pelo estilista Tony Poole após descartarem os nomes Panther e Leopard, era um veículo versátil que reunia as qualidades e o conforto de um veículo Rover com a força do 4X4 de um Land Rover.
"Na realidade o Range Rover é quatro veículos em um" afirma o diretor geral Phil Popham, "é um automóvel de luxo para os sete dias da semana, um veículo de lazer para ser conduzido nas estradas e fora delas, um carro potente para viajar longas distâncias, e um veículo de trabalho que atravessa o campo".
Chamado de carro para todas as estações, a publicidade dizia que era igualmente eficiente em um rancho no Texas como em uma estrada de alta velocidade na Europa. Mas demorou para chegar aos EUA, onde as leis de segurança e de controle de emissões exigiriam altos investimentos, dinheiro que a Rover não tinha à época e que a fez ser absorvida pelo grupo BMC, pouco antes do lançamento do carro. Desde o lançamento a demanda por um acabamento mais luxuoso foi sendo atendida aos poucos, e o carro pouco mudou nesses anos, já que a então dona da Land Rover, a British Leyland usava os lucros do modelo para outras necessidades da empresa. E câmbio automático e opção de quatro portas só seriam disponibilizados em 1982, condições para vender no mercado americano, o que só seria feito cinco anos depois. Em 83 foi trocada a caixa automática Chrysler de três marchas por uma ZF de cinco. A partir daí o carro se firmou como uma alternativa aos sedans de luxo da época, com melhoramentos no acabamento que ganhou apliques de madeira, no revestimento dos bancos e outros detalhes. Também nesse ano ganhou uma unidade VM de 2.4 litros a diesel, para enfrentar a alta do preço do petróleo, de funcionamento mais suave e com custo menor que o V8 a gasolina sendo convertido para diesel, cujo custo se tornou proibitivo.
Em 1989 o V8 GM de origem Buick cresceu de iniciais 3.5l e 135 cv (e passado a 165 cv com injeção eletrônica em 83 com 25 kgm/f e 29 kgm/f de torque respectivamente) para 3.9l com 182 cv e 39 kgm/f. O diesel ganhava mais 100 cm³ e ia para 119 cv e 29 kgm/f no mesmo ano.
Com o aprimoramento da qualidade dos materiais e da fabricação do carro, como suspensão mais macia na década de 80, no final dessa década chegava o ABS com calibração para o fora de estrada, uma primazia entre os 4X4. Em 1990 foi lançada a série especial CSK em homenagem a um dos fundadores da Land Rover, Charles Spencer King. Em 1992 o carro ganha controle de eletrônico de tração e suspensão a ar eletrônica com nivelamento automático, outro pioneirismo do modelo. No mesmo ano aparece a versão LSE com entre-eixos mais longo. E em 1996 após o modelo de primeira geração que é mais conhecido como "Classic" deixa de ser produzido após 25 anos e 317.615 unidades.

A segunda geração
Dois anos antes do Classic deixar as linhas de produção, chegou uma nova geração conhecida pelo código interno P38a (38A era a denominação do edifício onde o modelo foi desenvolvido) que manteve as linhas básicas do Classic, mas em uma carroceria mais moderna. Apliques em nogueira e acabamento em couro seduziam donos de carros de luxo que nunca se imaginaram dirigindo um utilitário. O desenho manteve as linhas básicas do Classic, porque segundo o material publicitário da época os desenvolvedores estavam cientes de que os clientes do Range Rover eram fiéis ao modelo e durante anos de estudo de mercado e clinicas os proprietários haviam manifestado alguma contrariedade com a possibilidade de mudanças radicais no desenho e na concepção do veículo.
Três motores estavam disponíveis, os tradicionais V8 em alumínio de 3.9l e 4.3l, sendo que este último com 203 cv e torque de 34,7 kgm/f permitia uma velocidade máxima de 201 km/h e o 0-100 em 9,3 segundos, e um diesel 6 em linha, agora de origem BMW, a sua nova dona.

A terceira geração
Mantendo a identidade visual que remete aos elementos de design do Classic a terceira geração chega maior, com mais itens de conforto e um novo painel em 2002. Apesar do projeto ter sido desenvolvido na época da administração da BMW, o carro foi lançado quando a Land Rover já era administrada pela Ford havia dois anos até que recentemente foi vendida junto com a Jaguar para a indiana Tata, que também comprou os estúdios Pinifarina.
No lançamento, o diretor do Grupo Ford, Dr. Wolfgang Reitzle, afirmou: " novo Range Rover é verdadeiramente extraordinário. Sua combinação de flexibilidade e luxo para ir a todos os lugares significa que seus rivais mais próximos não são outros 4X4 mas sim os sedans mais luxuosos do mundo".
Os designers procuraram elementos diversos como interior de iates, joalheria, cabines de primeira classe e outros motivos para desenhar o novo interior. Os apliques de madeira e o estofamento em pele que segundo a imprensa especializada é um dos melhores do setor automotivo e foi sendo aprimorado.
Maior em 20 cm no comprimento e 14 no entre-eixos, vinha nova com caixa automática, agora seqüencial e os motores eram de origem BMW, com um V8 4.4l (286 cv e 44,8 kgm/f) e um seis em linha turbo-diesel (177 cv e 39,7 kgm/f).
Atualmente os motores agora agregam a tecnologia e-Terrain para reduzir o consumo e as emissões de CO².

O futuro
Os ecologistas haviam elegido os produtos da Hummer como um exemplo de desperdício e baixa eficiência como transporte individual privado. Como os motores, a maioria V8, eram altamente consumidores de combustível, foram eleitos inimigos do meio ambiente, já que a emissão de CO² aceleraria o chamado efeito estufa que aceleraria o aquecimento global. Com seis toneladas, era considerado uma imoralidade ética ambulante, já que em uma eventual colisão contra um carro pequeno os ocupantes poderiam sofrer ferimentos graves, enquanto os ocupantes do SUV nada sofreriam. Além de que a maioria deles eram derivados de jipes militares, o que faria com que um pedestre sofresse também graves ferimentos em caso de atropelamento. Com a divisão encerrada em definitivo, os ecologistas poderão procurar um novo "Judas" ambiental, e o Range Rover poderia ser um deles. E é irônico um SUV ser eleito inimigo do meio ambiente já que esse tipo de veículo foi criado para que o cidadão comum pudesse ter seu lazer na natureza, ou próximo dela.
A Land Rover planeja para o futuro uma versão menor e com tração somente dianteira que seria acrescentada à linha para economia de combustível, e que poderia ter a tradicional 4X4 opcional. Ela se somaria às outras duas versões, a Sport e a Range, que poderão ganhar uma versão híbrida a diesel, junto com a futura versão mirim. Essa resposta será o suficiente? Talvez a onda de SUV's de luxo acabe um dia e o original sobreviva. É o que espera fãs e admiradores do carro que fez os utilitários invadirem em definitivo o asfalto.
Tickford: encarroçador inglês fez essa o que seria a primeira perua derivada de um Land Rover. O aspecto desengonçado era devido à dianteira quadrada e a cabine arredondada não lhe desvaloriza no mercado de antigos devido à raridade do modelo.
Do "100-inch" para o formato atual: em sentido horário acima os dois protótipos da perua Rover mais um modelo em escala real com desenho mais próximo do modelo de produção. Em baixo um modelo de testes e a versão de produção definitivo.

Ranger Rover Station Wagon: pouco luxo, capacidade para o fora de estrada e conforto de uma perua média. A denominação Station Wagon foi rapidamente tirada do material publicitário. O material citava a capacidade do utilitário de se manter em uma velocidade de cruzeiro 145 km/h nas rodovias.
A primeira geração durou 17 anos, com algumas variações e teve também quatro portas, suprimidas em favor de uma maior rigidez na carroceria. A publicidade destacava o fato de se poder sair da rodovia e enfrentar estradas de terra e trilhas sem precisar diminuir (muito) a velocidade.
A segunda geração é marcada pelo interior mais luxuoso, melhoramentos no conforto e na capacidade 4X4. Antes uma excessão no mercado, o seu sucesso provocou uma corrida de fabricantes que lançaram produtos similares como a série X da BMW e o Cayenne da Porsche.
Apesar de abandonar os faróis redondos, a segunda geração mantém os traços básicos do Classic, além de herdar e melhorar item que estrearam na geração anterior como a suspensão auto-nivelante que tem agora a possibilidade de regular a altura.
A terceira geração mais luxuosa e potente, com interior inspirado por cabines de iates e de aviões de primeira classe, não abandonou o couro e os apliques de nogueira. E foi muito elogiado pela imprensa especializada. E nessa terceira geração foi atingido o número de 500 mil Range Rovers vendidos desde o seu lançamento.

A carroceria agora é integralmente em alumínio, já que agora é monobloco ante a configuração anterior de carroceria sobre chassi dos modelos anteriores. E finalmente a suspensão abandona o eixo rígido, em favor de uma com configuração independente nos dois eixos e amortecedores a ar interligados.
Em 2005 estréia um novo modelo da linha Range Rover mais adaptado ao asfalto: o Sport. O interior continua agradando a realeza e a nobreza britânica, mas agora com mais esportividade. A suspensão e a direção hidráulica endurecem progressivamente quando a velocidade aumenta proporcionando maior segurança em altas velocidades.
Ao contrário dos aventureiros que tentam passar uma impressão de fora de estrada, o Sport se sente mais confortável no asfalto mas sem perder a desenvoltura no fora de estrada. E o preço mais camarada o torna convidativo nesses tempos de crises financeiras na Europa e EUA. E ao contrário do que se imagina, esse Range Rover compartilha a plataforma com o Discovery.
A versão 2010 ganha painel com display TFT que exibe "relógios virtuais" como o velocímetro, conta-giros, indicadores de temperatura e nível de combustível e outras funções que podem ser configuradas pelo usuário. Os espelhos tem detecção de objetos em ponto cego, bancos e volante climatizados, multimídia Logic7 de Harman Kardon, teto solar, controle de pressão dos pneus...

No modelo atual rodas de 18 polegadas (20 polegadas na versão Vogue), motores V8 a diesel e gasolina (com 272 cv e 510 cv respectivamente), faróis bi-xenon adaptativos com lanternas traseiras e luzes de posição e direcionais em LED's, sistema Terrain Response entre outros recursos. Espera-se uma caixa seqüencial de oito marchas e novos motores para o ano que vem.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Dodge Viper SRT10 ACR-X: Versão de competição da víbora ganha campeonato monomarca


O sonho de todo o fã de Mopar (a divisão esportiva da Dodge) é correr com um Dogde, de preferência deixando o adversário perdido no meio da fumaça causada pelo "burnout" da arrancada. E para alegria de quem tem um dos caríssimos pacotes de tv a cabo ou via satélite com milhares de canais a Mopar criou um novo campeonato monomarca com o Dodge Viper SRT10 na versão ACR-X. É o Dodge Viper Cup que será realizado a partir do mês que vem com 5 etapas com duas corridas cada uma, e a premiação apesar de modesta, é bem polpuda podendo chegar a 25 mil dólares para o vencedor, sem contar o patrocínio de 200 mil dólares em peças de reposição.
"O Dodge Viper ACR-X é um sonho se tornando realidade para os entusiastas de corridas de automóveis, que estão procurando um excelente desempenho e segurança ", disse Ralph Gilles, presidente e CEO da marca Dodge. "Este ACR-X é projetado e construído para os pilotos que demandam por alto desempenho e querem competir no nosso mais novo carro esportivo americano "
É um carro de corrida, então nada de luxo, só o essencial como a gaiola de proteção, sistema de extinção de incêndio e bancos esportivos, dentre outras modificações. Da cabine original somente o painel de instrumentos permanece e o volante é da tradicional Momo.
O motor V10 de 8.10l foi retrabalhado para gerar 640 cv de potência (40 cv a mais que o modelo civil), com torque de 83,6 kgm/f (6 kgm/f a mais) e conta com algumas modificações como escapamentos menos restritivos.
O chassi ganha dutos aerodinâmicos no assoalho que gerem "downforce" (pressão aerodinâmica) melhorando a estabilidade em curvas, e alguns apêndices aerodinâmicos na carroceria que foi aliviada em quase 73 quilos. Serão somente 25 unidades construídas.

A suspensão foi pouco modificada em relação ao carro de rua, que agora conta com dois pares de amortecedores reguláveis por roda. Os freios foram redimensionados com melhoramentos na refrigeração, assim como o diferencial e a caixa de transmissão que ganham sistemas independentes de resfriamento.

UniCab: Proposta ecológica pode mudar a cara de Nova Iorque

Antes eram os famosos Chekkers Marathon (veja aqui), cartões postais de Nova Yorque que aos poucos foram sendo substituídos, a princípio pelos Chevy Caprice e depois pelos Ford Crown Vic, que ganharam a companhia de vans adaptadas e SUV's. Há até algumas unidades do híbrido Prius para amenizar as emissões de CO² dos passageiros mais preocupados com o aquecimento global. Mas se depender de alguns designers e planejadores, esse cartão postal poderá mudar de cara, novamente.
Seguindo a proposta de Londres, que pretende aposentar os atuais double-dekkers (veja aqui) e semelhante à proposta da VW (veja o Berlim aqui e o Milano aqui), o táxi conceitual mostrado pelos projetistas do grupo "Taxis of Tomorrow" pretende ser acessível, durável e livre de emissões, ao contrário da atual frota movida por motores V8 e V6. Terá quatro motores elétricos, um em cada roda, a suspensão será hidráulica para maior conforto dos passageiros e todos os sistemas de comando serão "drive by wire" (sem fios, cabos ou varões), para diminuir o desgaste dos componentes ao mínimo.

O carro terá luminosos a LED's para indicar ao passageiro que espera o destino do taxi, caso o passageiro embarcado queira dividi-lo com ele, o que seria um incentivo à carona solidária.
As portas para os passageiros serão pelo lado direito, e haverá ampla área envidraçada para os quatro passageiros.
O lado esquerdo dá acesso à cabine do motorista. Segundo os designers, o desenho do carro foi inspirado pela cidade.
O carro terá painel solar no teto, poderá ser carregado na tomada em pontos estratégicos e ainda terá pilha de hidrogênio, além dos freios regenerativos, o que virtualmente poderá fazer o taxi circular 24 horas por dia.


Acessibilidade total para cadeirantes e deficientes físicos, além dos pais de bebês que poderão entrar com o carrinho sem demontá-lo (acima à direita e abaixo à esquerda) . Outro detalhe é o compartimento de bagagens (acima à direita e esquerda). E abaixo à direita porta corrediça para o taxista.

Novo VW Polo: Salão russo antecipa futuro modelo nacional

Apresentado no Salão de Moscou na Rússia, o novo Polo sedan será fabricado em Kaluga e poderá ser fabricado em outros mercados emergentes, como o nosso. E não seria o primeiro emergente vindo da Rússia, já que o Renault Simbol foi mostrado lá primeiro. Em relação ao Polo europeu (veja aqui) que é somente vendido na configuração hatch, os faróis perdem o duplo refletor, ganham as luzes direcionais em posição mais interna ao lado da grade. Abaixo do para-choque a grade inferior ganha novo desenho quadriculado e os faróis de neblina agora são redondos.
A VW ressalta as qualidades de seu novo produto no mercado de lá acostumados a Ladas e companhia, mas que é muito semelhante ao nosso, que é exigente na qualidade mas não abre mão da manutenção barata: "O novo Polo não Saloon não irá só cumprir os mais elevados padrões de engenharia automotiva moderna. Com tecnologias de maior eficiência, segurança ativa e passiva em curso e a tradicional alta qualidade de fabricação e materiais inovadores para esta classe. Em conjunto com o design atemporal, um nível inédito foi atingido neste segmento de mercado. " Diz Dr. Ulrich Hackenberg, membro do Conselho de Administração da Volkswagen, responsável pelo desenvolvimento da linha.
O painel com linhas limpas e computador centralizado entre os marcadores de velocidade e giros seguem a linha do novo Fox brazuca e dos VW mais caros. À direita do volante os controles do som e do "hands free" (celular viva voz).
Haverá três níveis de acabamento: a básica Trendline já com dois airbags, apoios de cabeça e cintos de segurança de três pontos para cinco passageiros, a média Comfortline que inclui o ABS de série e a topo de gama Highline que ganha air-bags laterais e ESP (controle de estabilidade).
Aqui no Brasil não se espera grandes novidades na motorização e no câmbio mas na Rússia haverá um motor 1.6 de 105 cv com opções de câmbio manual de 5 marchas e uma Tiptronic de 6 marchas seqüenciais com aletas no volante.
A partir da coluna "B" as janelas ganham um perfil mais assemelhado com os modelos da Audi, de caimento mais suave.
O porta-malas tem 460l de capacidade, e as lanternas traseiras lembram a Jetta Variant. No mercado russo será chamado de Vento e aposentará o Bora.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Citroën C4 ganha nova geração mais "verde"

Os tempos de apocalipse global diluviano em conseqüência do aquecimento global antropogênico que varreu o Salão de Frankfurt em 2009 continua a fazer efeito. Pelo menos nas francesas. A Citroën apresenta orgulhosa a sua nova geração do C4 com 15% de materiais "verdes" na composição do veículo. E para quem não quer esquentar a cabeça (e talvez o planeta) haverá opções a diesel e híbridas que emitirão interessantes 99g de CO².
O foco é a economia e os pneus Michelin Energy TM Saver prometem tirar mais 5g de CO² por quilômetro rodado. Mas como é tradição na marca, muita tecnologia embarcada como o painel sensível ao toque que pode indicar a concessionária mais próxima, chamar a assistência técnica caso precise de algum socorro dentre outras funções. A "Tecnologia Creativa" da marca agora tenta unir dois conceitos opostos em um mesmo produto: conforto e consciência ambiental.
O interior foi desenhado com preocupação em passar refinamento, vem com "cruise-control"(o "piloto-automático"), sistema Citroën eTouch com direito a chamada de assistência via painel e uma tomada de 230 volts (não, você não leu errado) disponível no interior do carro.

Os retrovisores contam com sistema de monitoramento de ponto cego, entre outras características, Se ampliar a imagem verá no painel um botão SOS do sistema de emergência que pode ser configurado para enviar um SMS para a concessionária da estrada ou de algum serviço de emergência (polícia rodoviária ou serviço de resgate).
Os bancos dianteiros tem regulagem elétrica lombar e massageador. O interior pode ser personalizado em vários itens, como equalização do som, cor de fundo do painel de instrumentos e na configuração do sistema de climatização que é bi-zona.
Não seria um C4 se não tivesse os faróis, agora bi-Xenon, direcionáveis. Detalhes cromados estão espalhados pela carroceria. Os faróis de neblina vem com iluminação cruzada. Os pneus verdes prometem economizar 90 litros de gasolina em sua vida útil.
O carro agora tem 4,33 m de comprimento (5 cm maior), 1,79 m de largura (2 cm mais largo) e 1,49 m de altura (3 cm mais alto). O carro vem com ESP (controle de estabilidade) de série.
Haverá sensor de estacionamento e poderá haver opção de caixa automatizada.

A Citroën conseguiu um porta-malas de 408 litros no hatch e segundo ela, totalmente utilizável já que não há quinas e dobras, e é maior que muito sedã médio por aí. O novo carro será fabricado em Mulhouse, na França.

Chery Cielo: Esqueça tudo o que sabemos sobre carros chineses

Foi apresentado semana passada o Chery A3, rebatizado aqui de Cielo graças a um concurso feito pela marca aqui no Brasil. Ponto positivo, já que alguns chineses e coreanos viraram piadas prontas graças aos nomes esdrúxulos de seus produtos.
A outra é que não basta equipar um carro com ABS e EBD (equilíbrio de freios), trocentos air-bags e cintos de três pontos, oferecidos de série no carro, se a carroceria se amassa que nem papel em uma colisão. A carroceria tem zonas de deformação programável e célula de sobrevivência. E ainda teve a primazia de ser a pioneira entre os chineses a passar com louvor no C-Ncap, a versão chinesa do Euro-Ncap que apesar de dever alguns itens de avaliação já é alguma coisa, obtendo 5 estrelas. Mais um ponto positivo.
Outro item que alguns avaliadores mostraram foi que, se o acabamento não chega perto do esmero dos ingleses, também está longe de ser o do Gol bolinha fase 1 que desmanchava só de olhar. Mais um ponto positivo.
O motor é um 1.6 DOHC (duplo comando de válvulas) da Austrian AVL, ao contrário da maioria dos chineses que usa motores Mazda licenciados sem demérito algum para a marca, fornece 119 cv de potência e a fábrica promete máxima de até 170 km/h e o 0-100 é feito em 14 segundos, um pouco alto para a categoria que ele pretende se inserir, mas também culpa do peso excessivo de 1350 quilos no hatche e 1375 no sedã devido aos reforços na carroceria. Nisso não se pode ter tudo. O consumo médio de 8,7 km/l ajudado pelo câmbio de cinco marchas na configuração quase extinta de 4+E (a quinta é overdrive) e a embreagem é hidráulica.
Para finalizar ele oferece mais por menos: “É um modelo com excelente custo-benefício. Já é o nosso carro chefe na China e acredito que devemos ter o mesmo resultado por aqui. Esperamos
comercializar cerca de mil unidades ainda esse ano”, sonha Luis Curi, CEO da Chery no Brasil.
O carro será vendido aqui a partir de R$ 41,900,00 tanto o sedã quanto hatch.
A Chery já planeja uma fábrica no Brasil, oferecer motores flex e acredita que ainda pode crescer: “O Brasil tem destaque nos planos de internacionalização da Chery, que sabe que o mercado nacional permite uma projeção vertiginosa das vendas. Acreditamos que no próximo ano teremos perto de 1% de market share no país”, acrescenta o executivo.
“Os carros japoneses levaram 30 anos para ficar em pé de igualdade com as principais fábricas de automóveis do mundo, os sul coreanos levaram 15 e os chineses, conforme as coisas tem caminhado, alcançarão esse patamar em apenas cinco”, projeta Curi. As quatro grandes que se cuidem...
A carroceria tem zonas de deformação programada o que contribui para o peso excessivo.
O painel integra as funções de relógio, quilometragem, indicador de temperatura externa e consumo instantâneo de combustível, e o multimídia tem entrada para USB e toca CD integrado ao painel. Ainda há alarmes de chave em ignição, porta aberta e alerta de quilometragem para revisão programada
O acabamento é acima da média dos chineses que vieram para cá, vem bem recheado com itens como aviso de colocação do cinto de segurança, radar de marcha à ré, ajuste da posição da coluna de direção, retrovisor elétrico dentre outros.
Os bancos traseiros podem ser rebatido na proporção 40/60 caso precise de mais espaço no porta-malas de 337l no hatch e 395 no sedã.
Os faróis podem não ser ousados, mas são de dupla parábola e contam com "follow-me home" quando permanecem acesos por até 120 segundos reguláveis pelo condutor, uma conveniência em lugares escuros ou mal iluminados. Os piscas ficam abaixo do para-choque ao lado dos faróis de neblina.
Apesar do desenho ser Pininfarina, a terceira luz de freio é algo estranha no hatch, quebrando a harmonia da bonita traseira.
As luzes traseiras são um espetáculo a parte, bem bonitas e deixando a traseira do veículo bem mais leve. O carro conta com sensor de ré por radar.
O desenho foi bem pensado, como as maçanetas das portas traseiras escamotadas na coluna "C", dando a impressão de ser um duas portas. A suspensão dianteira é McPherson e a traseira multilink, com batentes hidráulicos. Tem rodas de 16 polegadas e freios a discos nos dois eixos, sendo os do dianteiro refrigerados.
Inexplicável em um carro mais completo como esse é a ausência do limpador e lavador traseiro, algo que deveria ser imprescindível em hatches, peruas e monovolumes. Detalhe interessante é o escape funcional dos dois lados do carro, lembrando que o motor é um modesto um quatro cilindros.
O sedã ganha lanternas um pouco mais comportadas e uma terceira luz elevada de freio (brake-ligh) mais discreta. Nesse caso, o escape é o tradicional de um só lado mesmo.