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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Volvo Flywheel: O KERS pode ser alternativa aos híbridos no futuro

O KERS na Fórmula 1 é um dispositivo de recuperação cinética que aproveita a energia das freadas para usá-la mais tarde para melhorar o desempenho do carro. Há dois sistemas usados na Fórmula 1, o que transforma essa energia cinética armazenada em um volante cinético em eletricidade que é armazenada em uma bateria que já foi mostrado superficialmente no Porsche 911 GT3 R Hybrid (aqui), e outro que a Volvo pretende instalar em seus carros híbridos, que é somente o uso do volante cinético (em inglês, flywheel ou "roda voadora"), como em carrinhos de fricção combinado com um câmbio CVT toroidal.
Antes de voltar ao volante cinético, "estrela" desse post, vale dar uma explicada sobre o que é um câmbio CVT de polia e toroidal. O CVT que tinha no old Fit e que atualmente está disponível no Nissan Sentra e no Fluence é de correia e polias de largura variável. Quem teve Mobilete ou outro tipo de ciclomotor deve estar familiarizado com isso, já que a maioria absoluta utiliza esse tipo de transmissão. Vamos pegar como exemplo uma bicicleta dessas de 18 marchas, e sabemos que o número de pedaladas que daremos para andar o mesmo percurso varia de acordo com combinação da marcha na coroa (que costuma ser três em mountain bikes e duas em bicicletas de velocidade) e da marcha do pinhão. Se usarmos uma "marcha" maior no volante e uma menor no pinhão daremos menos pedaladas, mas teríamos que usar mais força para tirar a bicicleta da imobilidade. Mas se usarmos a coroa menor e o pinhão maior teremos que dar um número maior de pedaladas, mas usando menos força. O CVT de polia e correia usa o mesmo princípio, com a diferença que as polias não tem tamanho fixo, isto é, elas variam de tamanho e com isso não há troca de marchas. O motor acelera até certo ponto e quando atinge o melhor giro que concilia a maior potência disponível com maior torque, as polias começam a variar de tamanho continuando a aumentar a velocidade. É como se fosse uma coroa e pinhão sem dentes em que a corrente transmitiria a força sem ter que ficar pulando de marcha em marcha, de modo contínuo. Por isso que há relação a chamada relação de marchas "fixas" em um câmbio CVT, para simular a "troca" de marchas, quando na verdade a polia só aumenta e diminui a sua largura alterando a relação de câmbio entre a "coroa" e o "pinhão". O CVT toroidal usa o mesmo princípio do CVT de polias, mas com a diferença que em vez de correias, o que transmite a força são rolamentos de formato de toroide, por isso o nome desse câmbio. Com o desenvolvimento de um tipo de fluido que se cristaliza sobre altas pressões e depois volta ao estado líquido, esse câmbio pôde finalmente ser oferecido em carros de grande porte, por suportarem um torque maior, uma desvantagem dos CVT´s de polia. E é esse tipo de câmbio que a Torotrak pretende conjulgar ao volante cinético.
Voltando ao volante cinético, o que a Volvo, a SKF e a Torotrak, fabricante do câmbio toroidal, financiadas pelo governo sueco, pretendem é reduzir o preço final do veículo e aumentar a eficiência do motor ao reduzir os desperdícios de energia. Em um sistema de recuperação de energia comum, o motor elétrico de um carro híbrido funciona como um dínamo (gerador de energia) quando o carro está freando, e como propulsor quando o carro está acelerando. Mas a energia é convertida em eletricidade que vai para as baterias do veículo, gerando aí perdas pela transformação da energia cinética para elétrica. Depois essa energia elétrica é novamente convertida em mecânica gerando novas perdas. No caso do sistema que as sócias estão desenvolvendo, é usando um volante cinético que gira a até 60 mil rotações por minutos que "armazena" a energia cinética como em um carrinho de fricção quando o motor está acelerando. Para diminuir as perdas por atrito, o volante fica em um compartimento à vácuo e quando solicitado, transfere a energia cinética armazenada para o câmbio toroidal, ajudando a melhorar o torque do motor em baixas rotações e até auxiliando na partida caso se tenha motores com sistema start&stop, quando o motor é desligado durante uma parada prolongada como um semáforo, ou durante as frenagens por exemplo. Com isso é possível utilizar motores menores para fazer o "mesmo serviço" de um motor maior, mantendo o mesmo desempenho e otimizando a economia e as emissões de poluentes, e com uma vantagem: é mais barato que os sistemas híbridos atuais e com a mesma eficiência.
O presidente-executivo da Torotrak, Dick Elsy afirma: "Sentimos uma verdadeira dinâmica no crescimento rápido do mercado para dispositivos que aumentem a eficiência na redução de emissões de CO². A indústria precisa de soluções híbridas com custo-benefício e usando uma unidade de transmissão variável Torotrak em conjugação com um volante de inércia mecânico, tem-se demonstrado capacidade de melhoria na economia de combustível de dois dígitos. "
Derek Crabb, vice-presidente VCC Powertrain Engenharia, completa: "Se os testes e o desenvolvimento tecnológico forem como o planejado, esperamos que os carros com tecnologia de volante cinético possam chegar aos concessionários dentro de poucos anos. A tecnologia de volante cinético é relativamente barata. Pode ser utilizado em maior volume e em muitos dos nossos carros de topo de linha tecnológica, como o plug-in híbrido. Isto significa que ele tem potencial para desempenhar um papel importante em nosso corte de emissões na estratégia "DRIVe Towards Zero".
Nessa ilustração, da esquerda para a direita, o volante cinético acima e abaixo a caixa CVT toroidal acoplada diretamente, no centro o motor de partida e à direita o diferencial que transmite a potência para as rodas.
Ilustração em corte mostra o volante cinético, um "pneu" de fibra de carbono montado em um aro de aço dentro de um compartimento selado à vácuo. Com isso ele pode girar a até 60 mil vezes por segundo para armazenar energia.
Em azul escuro o volante cinético, em bronze a caixa toroidal e em lilás e cinza-azulado o sistema de partida e diferencial que transmitem a força para o semi-eixo em cinza escuro. Em verde claro os pistões hidráulicos do sistema.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Volvo Concept Universe: De volta ao quadrado

Nas décadas de 1960 a 1990 a Volvo foi conhecida por seus modelos robustos, seguros e quadrados. E o termo "quadrado" tinha duplo sentido, já que além do formato retilíneo de seus carros, o desenho deles era muito "certinho", sem nenhuma emoção ou ousadia. No final dos nos 1990 a Volvo lançou o S80, que quebrou o design, até então "coxinha" da marca, com algumas ousadias, como o desenho recortado da lanterna traseira e a grade protuberante que foram copiados no "Emme" lançado em 1996, dois anos antes do S80 (A polêmica história do pretenso esportivo nacional pode ser conferida aqui no conceituado site BCWS). Os dois foram baseados no concept Volvo ECC mostrado no Salão de Paris de 1992.
Bem, polêmicas a parte, a Volvo voltou ao desenho quadrado, pelo menos na dianteira no seu novo concept Universe que segundo a marca pretende ser um divisor de águas entre os modelos de alto-padrão pelo seu desenho humanocentrista. "O Concept Universe oferece ao mundo uma antevisão do que as pessoas podem esperar do nosso próximo sedan topo de gama", diz Stefan Jacoby, presidente e CEO da Volvo Car Corporation.
"O Concept Universe é excepcionalmente refinado, mas com todos os atrativos simplistas que fazem dos Volvo´s os campeões da descomplicação. Há um crescente reconhecimento por esta engenhosa mistura de design e tecnologia entre compradores de carros modernos de luxo. Esta tendência abre o caminho para nosso sucesso. Estamos convencidos de que a nossa marca especial de luxo tem um grande futuro", conclui Peter.
"Assim como bens de luxo bem, este design com "feeling" artesanal e durável é o suficiente para resistir ao teste do tempo ", afirma Peter Horbury, vice-presidente de design da Volvo. "Vamos competir com os melhores com o melhor do nosso design escandinavo. Ele é incomparável na performance e tecnologia, mas sem superficialidade ou complicação. "
E para mostrar que o conceito não foi feito somente para os chineses, que inclusive são proprietários da marca, a marca pretende mostrar em outros salões mundo afora, e quem sabe, originar uma divisão de alto luxo como a Maybach, ou ressuscitar a aclamada linha de carros top da marca Amazon:
"Nosso objetivo é ser a marca que melhor entende o que os compradores de carros de luxo moderno querem. Estamos ansiosos para ouvir o que os mais exigentes clientes chineses pensam a respeito deste conceito de luxo. Mais tarde, vamos mostrar o projeto na Europa e nos Estados Unidos, a fim de trazê-lo no contexto global que estamos buscando com todos os nossos modelos de carros", diz Stefan Jacoby, presidente e CEO da Volvo Car Corporation.
Interior tem desenho simples e informações e sistema de configurações do carro, de entretenimento e de localização é feito por dois displays destacáveis. Clique para ampliar a foto e veja na foto central esquerda detalhes na alavanca do câmbio que lembram as delicadas flores pintadas em vasos de porcelana chinesa.
Detalhes da lateral com desenho minimalista com poucos cromados sendo a base das janelas a linha de caráter da carroceria. A grade abusa dos elementos concêntricos cortados em diagonal pela tradicional "barra de apoio" do escudo da marca. Na foto abaixo detalhe do retrovisor que é uma escultura à parte do carro.
As luzes das lanternas traseiras são, pra variar compostas por LED´s, e abusam dos formatos tridimensionais aproveitando a flexibilidade de formas que esse componente permite, já que o único limite é a criatividade. Foi a parte do desenho mais feliz conseguido pelos designers escandinavos.
A dianteira é a parte menos feliz do desenho e esperamos que seja revista assim que passar nos EUA e Europa. O chanfro no capô que une as linhas de caráter e faz um contorno e a grade quadrada relembra os populares e tradicionais carros da marca PV-444 apresentado em 1944. Faróis em LED´s acompanham a grade no elementos concêntricos.
Apesar de ser um sedan notchback com portas de abertura invertida, o porta-malas curto dá a impressão de um coupé. As grandes rodas raiadas são abrigadas por para-lamas alargados que junto com o vinco da "estribeira" dão um caráter mais musculoso e esportivo ao sedan. Os poucos cromados dão elegância à carroceria.
As lanternas traseiras em forma de ponta de flexa são interligadas por um refletor iluminado. A janela traseira ganha dois vincos nas laterais o que confere um terceiro volume ao porta-malas. As saídas de escape ganham saídas cromadas que incorporam também o extrator traseiro abaixo do para-choque.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Volvo Air Motion: Desempenho sem culpa

Um dos conceitos mais racionais do Design Challenge realizado no Salão de Los Angeles, mas nem por isso menos futurista que os outros conceitos que abusaram de tecnologias, assim por dizer, mais orgânicas. No caso do Volvo Air Motion, o meio de propulsão desse híbriodo é o ar altamente comprimido que aciona algumas turbinas que geram eletricidade para movimentar os motores elétricos do protótipo. E com uma vantagem, ao usar o ar comprimido, o motor esfria ao invés de esquentar como é comum em outras formas de propulsão.
A Volvo promete um desempenho com bastante adrenalina e nem um pingo de culpa ambiental, já que não emite sob nenhuma ciscunstância o tão temido CO². E nessa onda de sedans esportivos, o que importa é se divertir, o que fica melhor ainda se os amigos estão juntos.
Abaixo das imagens, mais um vídeo (também em inglês) com mais detalhes do Air Motion da Volvo.
O desenho que lembra e tem o tamanho de um monoposto de corrida tem lugar para 4 pessoas cujos pares de banco são invertidos, isto é, os passageiro traseiros sentam de costas em relação ao condutor e carona nos bancos dianteiros.
A carroceria é feita de fibra de carbono ultra-leve que garante que o peso fique abaixo dos 445 quilos ou mil libras. O desenho leve e suave tem as características típicas do design sueco da Volvo.
A suspensão integrada e outros componentes foram simplificados de forma a eliminar alguns milhares de peças que são comuns em carros populares. A simplificação e diminuição de peças também contribui para a "dieta".
Há um tanque de ar comprimido que suporta até mil libras de pressão, que pode ser abastecido em um compressor especial. O sistema elimina os pesados motores e contribui para aliviar o peso do protótipo.

sábado, 27 de novembro de 2010

Volvo convoca Recall para os modelos C30, V50 por problemas na injeção e XC60 por causa da cortina inflável

A Volvo convoca os proprietários dos modelos C30 (com 271 veículos) e V50 (somente 1) a comparecerem nas concessionárias da marca mais próximas para efetuarem uma calibração no software da injeção eletrônica com risco do motor apagar em marcha lenta ou em baixas rotações podendo causar acidentes. Para o C30, o número de chassi compreende o intervalo entre o número YV1MK214292138730 e YV1MK76H2B2230327. No Volvo V50, o número é YV1MW434BA2558768. Agora no modelo Volvo XC60, anos 2009 e 2010, com números de chassis YV1DZ714692003297 a YV1DZ445BB2138358, que compreende 10 carros, o chamamento é causado por uma montagem incorreta no air bag "cortina" que pode estar torcida e se o equipamento for acionado pode causar ferimentos nos ocupantes do veículo. Qualquer dúvida consulte o site da marca aqui no Brasil (aqui) ou ligue para o fone:
0800-707-7590

terça-feira, 20 de julho de 2010

Volvo XC 60: modelo 2011 em versão "aventureira" da V60


Da nova linha 60 da Volvo a primeira a ser lançada foi essa versão aventureira da peruinha V60 (
aqui) a XC60, depois o sedan (também aqui) e e por último e inexplicavelmente, a perua. Agora a versão "crossover" XC60 ganha o ano-modelo 2011. Bem equipada, ela conta com os mesmos recursos da perua e do sedan da linha 60 que conta com suspensão firme, mas sem abrir mão do conforto, e a marca garante maior prazer de dirigir, um novo foco da marca além da tradicional ênfase em segurança.Além do chassi com maior rigidez torsional (isto é, não "torce"), há o chamada Four-C que escolhe uma configuração de chassi como se fosse um carro de corrida. Sim, carros de corrida tem diferentes ajustes de chassi para cada pista e nesse Volvo e na linha 60 tem três modos: Comfort, Sport e Advanced. Sem contar a sopa de letrinhas como controle de estabilidade dinâmico, auxiliar de ladeira íngreme (tanto para subir quanto para descer) e o assistente de reboque que neutraliza a tendência que um reboque tem de "serpentear" em altas velocidades usando os freios em cada roda do carro em velocidades entre 602 e 160 km/h.E o sistema AWD ajuda a economizar combustível ao deslocar a maior parte do torque para um dos eixos, mas para diminuir o substerço e o sobresterço, a distribuição de potência pode ser alterada pelo sistema.E os motores são 3 a gasolina e um a diesel. Começamos pelo mais potente, um seis em linha turbionado de 3.0l que desenvolve 304 cv e tem uma ampla faixa do torque de 44,87 kgm/f disponível na faixa entre 2.100 a 4.200. Depois vem o aspirado 3.2l que desenvolve 243 cv e tem toque de 32,63 Kgm/f, mas para o mercado americano tem a versão PEZE (emissão parcial zero) em que a potência cai para 231 cv e o torque perde 2 kg. A mais modesta é uma de 4 cilindros e 2.0l Turbo de injeção direta, com 203 cv e torque de 30,59 kgm/f a 1.750 rpm.Há a versão diesel com 2.0l, muito apreciada na Europa e proibido aqui, que rende 163 cv com torque de 40,79 kgm/f e emissão de 187 g/km e que na versão ecológica eDrive que emite 154 g/km de CO² e faz bons 17,2 km/l.
Para encarar a terrinha sem dar vexame tração integral, item muito apreciado onde neva.

E assim como a perua V60, a modularidade dos bancos e grande capacidade de carga.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Volvo V60: Shooting Break ou Perua-Coupé?

Marketeiros sempre inventam moda para vender alguma novidade. Desde novas denominações de carroceria, como notchback e liftback para os sedans fastback, sedan-coupé para os sedans de quatro portas com desenho mais esportivo e agora a Volvo tenta vender a peruinha como uma familiar de quatro portas mas com o "espírito" de um coupé. E a denominação é uma das tantas que predominam nas peruas: sport wagon.
"O típico cliente de uma sport wagon é um comprador do S60 que gostaria de algum espaço extra e flexibilidade, mas sem perder o compromisso com o design esportivo e o prazer de dirigir", diz o presidente da Volvo Cars e CEO Stephen Odell, e acrescenta: "A competição é mais nítidas neste segmento e os clientes sabem exatamente o que eles querem. É por isso que nós impomos cada vez mais no interior a sensação de qualidade exclusiva e preenchemos o carro com itens com inovações técnicas relacionados com segurança e conforto. O resultado é um sport wagon verdadeiramente único, em total harmonia com seu caráter esportivo".
"Do ponto de vista de projeto o foco era sobre como tornar o carro o mais perto de um cupê o quanto era possível, mantendo o espaço extra à mão na parte traseira. Nosso sport wagon não pretende competir com as peruas tradicionais. Para o cliente que quer bastante espaço de carga, ele pode escolher a V70 e a XC70", diz Örjan Sterner, chefe de design exterior para o novo Volvo V60 e acrescenta: "O mergulho no meio da onda dupla visualmente empurra o carro para baixo. Isso melhora a postura e faz o olhar do carro mais elegante e mais baixo. O capô esculpido e as saliências curtas na frente e na traseira também enfatizam a sentir a esportividade do carro. "
E a fábrica está orgulhosa do comportamento dinâmico, que com raríssimas excessões não é o ponto forte desse tipo de veículo: "Nós empurramos o envelope a limites a que nunca havíamos abordado anteriormente. Você simplesmente tem que conduzir este carro e apreciar o modo de como temos conduzido o desenvolvimento de chassis para o seu auge. Leve o carro para fora, em uma estrada estreita e sinuosa, onde cada curva traz um novo desafio e a nova V60 demonstrará a sua agilidade com um espumante entusiasmo", desafia Stefan Sällqvist, que liderou o desenvolvimento do chassis do novo "sport wagon" da Volvo.
E o interior não foi esquecido que além do conforto e detalhes típicos da marca, com o console central flutuante por exemplo, vem com tela de 7 polegadas de três sistemas de som que podem ter sistema Dolby otimizado para o interior do carro garantindo uma ótima distribuição do audio e pode ter até 12 autofalantes espalhados. O sistema ainda tem o Audyssey Laboratories MultEQ, que elimina as distorções sonoras causadas pela cabine.
E aqui temos que nos contentar com as arcaicas Palio Weekend (aqui e aqui), Parati (agora aqui) e a pé na cova Megane Grand Tour (bem aqui) e a meia dúzia de minivans pesadas e beberronas do nosso mercado nacional. Se bem que é bem provável que venha para cá para concorrer talvez com a Jetta Variant (veja aqui).

Mais uma pra explicar para o guarda: Os bancos traseiros podem se tornar um "booster" para acomodar crianças maiores, além do sistema isofix para fixação de cadeirinhas que deveria ser obrigatório. No mais o design "escandinavo" que reune elegância com simplicidade.
Além do painel de instrumentos convencional, há o head up display, onde as informações mais importantes como velocidade, conta-giros e avisos de emergência ou do GPS são projetados em uma área do para-brisa para evitar que o motorista tire os olhos do caminho desnecessariamente.
Modularidade de uma van: a perua pode rebater todos os bancos, destaque para os traseiros que estão na configuração 40/20/40 e os encostos para cabeça que são eletricamente escamoteáveis. O resultado é uma ampla área de bagagem totalmente plana.

A Volvo recomenda que se o cliente quiser mais espaço, que compre a V70 ou a XC70, mas convenhamos que 430 litros não é pouca coisa, já que a maioria dos hatches não costumam ter 2/3 disso. Se o dono estiver sozinho pode rebater os bancos como na foto acima e obter um amplo espaço, que não foi divulgado pela fábrica.
E pra variar, sistemas de segurança típicos da marca: 1) Acima à esquerda: Um detector de pedestres com freios automáticos abaixo dos 30 km/h; 2) Acima à direita: o City Safety em que o carro detecta uma possível desaceleração do carro da frente e diminui automaticamente a velocidade caso o motorista não perceba a tempo; 3) Em baixo: sistema de aviso no sistema head up display, que avisa o motorista ou freia automaticamente em velocidades abaixo dos 35 km/h.
Motorizações vão desde a ecológica e-Drive de 115 cv e 27,5 kgm/f à mais potente e esportiva T6 com 304 cv e 44,8 kgm/f com câmbios de seis marchas manuais ou automáticas com opção de tração integral em algumas versões.
O desempenho na versão mais potente é de 0-100 km/h em 6,6 segundos com máxima de 250 km/h limitados eletronicamente. No outro extremo a economia de combustível aumenta em 10% com os novos injetores: até 18,4 km/l na versão turbo-diesel de 205 cv e torque de 42,8 kgm/f.
As emissões de CO², tão caras aos europeus, não foi informada.

E mais segurança como o novo ASC para controle de estabilidade, o sistema Four-C que é um "controle dinâmico de chassis" em que vários sistemas tornam o carro mais estável em curvas, junto com o sistema de de auxílio em curvas, o CTC que junto com o controle de tração DSTC previne alguns sustos e barbeiragens do motorista.

terça-feira, 23 de março de 2010

Volvo S60: Uma bela dor de cabeça para BMW Série 5, Audi A4 e A5 e Mercedes Classe E

Esportividade. Palavra dificilmente associada a uma marca conhecida por ser um sonho de consumo dos nerd's norte-americanos. De pacatos sedãs de professores universitários a simpáticas e práticas peruas preferidas por donas de casa, os carros da marca sueca sempre tiveram a imagem associada a carros seguros e confiáveis. Vendida recentemente para a Geely, o novo S60 é o último carro da marca na era Ford. Sem abrir mão dos avançados sistemas de segurança (bem) ativa e (nada) passiva, a nova geração do S60, apresentada no Salão de Genebra, quer ser mais esportiva, mais jovial e mais agressiva. Os sistemas eletrônicos que monitoram o carro não são intrusivos, e agora pode-se desligar o controle de estabilidade que agora está mais esperto e mais rápido tornado o carro mais sobreesterçante. Se a marca sueca vai dar um pouco mais de trabalho para o consagrado trio alemão, o futuro dirá.

Segurança passiva e ativa sempre foram a assinatura da Volvo, e no S 60 não é diferente, com quatro zonas de deformação e sistemas de detecção de cochilo do motorista. O Blind Spot Information System (BLIS) ajuda a detectar a presença de veículos em pontos cegos na traseira em ambos os lados da carro. Uma luz de advertência ao lado do espelho retrovisor acende para alertar o motorista sobre o perigo.
Som com surround tem 12 auto-falantes e o sistema MultEQ elimina distorções causadas pela acústica da cabine do carro, permitindo som mais nítido e claro, com o melhor palco sonoro para todos dentro do carro.
A marca conseguiu 30mm a mais de espaço para os joelhos dos ocupantes do banco traseiro. Há dois tipos de cor do estofamento em couro, e foram inspirados no clássico da marca P 1800.
Um novo sistema de "infotainment" totalmente novo onde a informação do multimídia, sistema de navegação, telefone celular e outras funções são apresentadas em tela colorida em cinco polegadas ou sete polegadas na parte superior do console central.
O painel recebe o já tradicional console central flutuante que agrega vários controles de conforto e comportamento do carro. O fabricante faz questão de instalar a tela em posição elevada para evitar que o motorista desvie os seus olhos na estrada.

Banco traseiro exemplar com cinto de três pontos e apoios de cabeças para TODOS os lugares. Poucos nacionais tem isso.
Além de estarem bem protegidos, os passageiros do banco de trás contam com displays instalados nos encostos dos bancos dianteiros.
Opção de seis motores, três a diesel e três a gasolina. O mais "fraquinho" é o econômico 1.6 D Drive de 4 cilindros em linha, com 115 cv e 27,5 kgm/f de torque. Ele faz mais de 23 km/l em ciclo misto padrão europeu e as emissões são de 115 g/km CO². A mais potente é o T6, que é um 6 em linha a gasolina com 304 cv e 44,9 kgm/f de torque. Faz o 0-100 em 6,5 segundos e a velocidade máxima é 250 km / h. E tudo isso com consumo de 9,8 km/l, já que o carro tem a caixa Geartronic de seis marchas e tração integral.
O carro ganha mais sistemas de segurança ativa baseados em radar. O detector de pedestres que pára o carro totalmente em velocidades abaixo de 35 km/h, acima dessa velocidade o sistema tenta diminuir os danos à vítima. E mais um que evita colisões traseiras em velocidades a até 30 km/h caso o motorista esteja distraído ou não tenha visto o carro da frente desacelerar ou parar. Acima disso o Full Auto Brake diminui os prejuízos com o acidente. E tem o cruise control adaptativo que mantém uma distância segura do carro da frente.
Profusão de LEd's nos faróis dianteiros que são combinados com as opcionais luzes bi-xenon direcionais...
...na repetidora lateral no espelho retrovisor que também avisa quando algum veículo se esconde nos pontos mortos do carro...
...e nas luzes traseiras, cujos segmentos cortados pela tampa do porta-malas também acendem para dar continuidade às formas da lanterna.

O carro tem 4,63 metros de comprimento e o entre-eixos tem 2,78. Haverá duas configuração de suspensão, uma mais firme para quem quer conduzir o carro mais esportivamente e uma mais voltada para o conforto, para enfrentar pisos ruins como os nossos.
O sistema AWD (tração integral) disponível na T6 e opcional na diesel D5 foi reprogramado para ser dirigido esportivamente até os limites de aderência do carro. O chassi está mais rígido em relação à geração anterior e ganha o sistema FOUR-C. Em meras frações de segundo, os amortecedores são ajustados de acordo com o tipo de condução informado por uma série de sensores que monitoram continuamente o comportamento do carro. E o controle de tração pode ser regulado para três modos de condução: Comfort, Sport ou Advanced

E os freios tem também seus recursos, como um que evita que o freio motor seja usado em pisos escorregadios, e o Hydraulic Brake Assist detecta uma redução e dá uma pinçada antes do motorista pisar no freio, para ajudar a parar melhor e mais rápido o caro em situações de emergência.

sábado, 14 de novembro de 2009

Volvo V50 DRIVe: 1500 km com menos de um tanque

É uma pena que a Petrobrás não disponibilize no mercado nacional um diesel mais limpo como na Europa. Além de nossos pulmões agradecerem, poderia haver um desenvolvimento de motores mais econômicos e eficientes como demontrou um casal que a bordo de uma perua Volvo V50 DRIVe. Eles viajaram de Gotemburgo na Suécia (o QG da Volvo) para Zurique na Suíça, que distam uma da outra 1545 km somente com um tanque de gasolina.
Para se ter uma idéia de como o modo de dirigir faz diferença, a perua faz de 0-100km/h em 11,3 segundos, emite 104 g/km e tem um consumo rodoviário de 27,8 km/l. E o casal conseguiu, com velocidades médias entre 70 e 80 km/h consumos na casa de 32,3 km/l e emissões na casa de 82,3 g/km de CO².
O motor da perua é um turbo-diesel de origem Ford-PSA Peugeot-Citröen que rende 104 cv e torque de 25 kgm/f
A V50 também conta com anexos aerodinâmicos que ajudam a diminuir o consumo e as emissões, além do sistema start-stop.
O casal em viagem: outros dois participantes da gincana da Volvo conseguiram médias de 32,05 e 31,55 quilômetros por litro. Outro participante fez uma viagem de 1900 km com uma Volvo V70 e conseguiu médias de 26,4 km/l
O casal Christoph Saur e Claudia Fortes que dirigiram 1500 quilômetros sem reabastecer e ainda deixaram combustível no tanque.