O Chery Tiggo representou a real invasão chinesa, já que os conterrâneos mais apressados deram um show de amadorismo ou preferiram vender utilitários, ou as duas coisas ao mesmo tempo como uma certa importadora sino-uruguaia. Um pouco mais de um ano de ter sido lançado no mercado nacional, agora o crossover recebe finalmente o câmbio automático, item que está ganhando a preferência de consumidores Brasil afora.
O forte desse carro com pretensão para o off-road é a extensa lista de equipamentos e o preço mais em conta que a concorrência, na casa dos 51 mil reais sem frete, e a Chery ainda alardeia as boas vendas em países como Argentina, Venezuela, Equador, Colômbia, Uruguai, Chile e Peru. E também apregoa que o projeto, de 2005, foi feito pela Lotus que tem um centro de engenharia bem conceituado. Como todo carro chinês tem uma boa lista de equipamentos e alguns luxos como espelhos retrovisores, parabrisas dianteiro e traseiro com desembaçamento e abertura elétrica do bocal do tanque de combustível, mas peca ao não oferecer um computador de bordo e nem opção de tração nas quatro rodas. Apesar de oferecer cintos de três pontos com pré-tensionador, sendo os dianteiros reguláveis em altura, com encosto de cabeça nos bancos, o passageiro central fica só com um reles subabdominal e mais nada. Deve-se entender que o quinto passageiro é só para emergências e curtas viagens. Quem sabe a Chery não melhora a lista de equipamentos e corrija essas pequenas mancadas. E vamos ficar no aguardo do Latin Ncap para ver se o trabalho da Lotus no chassi valeu a pena.
O interior foi desenhado para quatro ocupantes que são recebidos por bancos com aquecimentos na dianteira sendo o do motorista regulável em seis posições e os traseiros com reclinação. Todos recebem apoios na cabeça e cinto de três pontos com pré-tensionamento.
Além das regulagens do banco do motorista, o volante pode ser regulado em altura e profundidade também, e o miolo da chave possui iluminação para facilitar o seu uso noturno ou em lugares pouco iluminados.
O painel de instrumentos de fundo branco e iluminação azulada tem o essencial mais o hodômetro parcial. Mas o computador de bordo é uma ausência sentida, já que o equipamento facilita o dia-a-dia do motorista.
O interior conta com boa lista de equipamentos como porta objetos espalhados pela cabine, trio elétrico e ar condicionado de série. O rádio integrado no painel tem reconhecimento de arquivos MP3 e entrada USB além do travamento automático das portas.
O porta-malas pode chegas a mais de 1.900 litros de capacidade com os bancos traseiros bipartidos totalmente rebatidos. Há ainda mais dois porta-objetos no local. Caso não seja suficiente há o rack no teto.
O motor é da própria Chery, um quatro cilindros de 2.0l, 16 válvulas (quatro cilindros) com injeção eletrônica multiponto seqüencial que rende 135 cv de potência e tem torque de 18,2 Kgm/f ambos a 4.500 rpm.
Mais detalhes do Tiggo cujos faróis tem regulagem elétrica, maçanetas e espelhos retrovisores pintadas na cor do veículo, o rack e antena no teto que é preferência de brasileiros e amigos do alheio e a capa do estepe de fábrica.
O Tiggo tem tração dianteira, com câmbio automático ou manual e a suspensão dianteira é a onipresente McPherson e a traseira tem o sistema multibraço. O carro tem 19 cm de vão livre do solo e angulo de entrada de 28 e de saída de 29º.
As rodas de liga, incluindo o estepe, são de 16 polegadas e os freios contam com ABS e EBD. O carro conta com faróis e lanternas de neblina além da terceira luz elevada de freio (brake-light). Não foi informado se a capa do estepe tem cadeado.
A porta traseira e as laterais do compartimento de bagagens tem também um porta objetos cada e o bocal de abastecimento do tanque de combustível conta com abertura elétrica acionada do interior do veículo.

