Esse era um post que queria fazer faz algum tempo, mas por causa da correria do dia-a-dia acaba ficando para trás. Mostrado no lançamento do novo Uno na Argentina, fiquei esperando um texto, que só veio no Challenge Bibedum realizado nos meses de maio e junho. Mas com a correria, o conceito acabou ficando esquecido. Mas a Fiat resolveu trazer esse protótipo para o Salão de São Paulo e aproveito esse gancho para mostrar essa versão ambientalmente mais correta. Uma das primeiras providências foi mexer no motor 1.0 que deixa de ser flex e passa a consumir etanol puro (E100, o etanol dos americanos e europeus é o E85 porque vem com 15% de gasolina) e ganha sistema start&stop. O sistema desliga o motor quando o veículo fica algum tempo parado, em situações como semáforo, engarrafamentos, e dá a partida automaticamente quando se acelera. A economia é de 5% no consumo de combustível em relação ao motor convencional. Não foi divulgados dados de consumo e desempenho dessa versão em relação à versão normal mas deve consumir bem menos devido à maior eficiência de um motor mono-combustível que um flex. Afinal os flex são igual a um pato: andam mal, nadam mal e voam mal.
Boas sacadas como os vidros com proteção anti-infra-vermelho (que transmite calor) que ajuda a reduzir o consumo de combustível em 1%, com a diminuição da intensidade do uso do ar condicionado.
O interior ganha decoração exclusiva, bancos com tecido feito de PET preenchido com fibras de coco e latex que são anti-fungo e anti-ácaro, o que economiza em oito quilos se fosse de poliuretano, derivado do petróleo usado para fazer a "espuma" dos estofados.
Nem os penduricalhos da escaparam: são feitos em bio-plástico derivados do bagaço de cana, que são mais leves em 8% que os plásticos derivados de petróleo. Boa sacada é o teto de vidro que abriga uma foto-célula que recarrega a bateria.
Os pneus tem sistema TPMS (Tyre Pressure Monitoring System) de monitoramento de pressão, para se evitar que se ande com algum pneu abaixo da pressão indicada o que faria o consumo subir até 5% a mais. Uma luz de advertência no painel indica alguma irregularidade
Os bio-materiais além das vantagens ambientais tsão mais leves e consomem menos energia ao serem produzidos. E por serem mais leves, o consumo e o desempenho melhoram. E como todo bom preparador sabe, é tirando de grama em grama que perdemos os quilos.

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