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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Chevrolet Volt MPV5: Crossover de Autonomia não tão Extendida

Enquanto o grupo PSA Peugeot-Citroën, Mitsubishi, Aliança Renault-Nissan, Daimler e em parte a BMW acreditam no carro elétrico, outros apostam no nitrogênio, como a BMW e a Mazda. A GM por sua vez resolveu fazer uma proposta mais viável e garante que a sua sobrevivência depende do sucesso de seu projeto: um híbrido de autonomia extendida, em que o carro conta com um motor a explosão, mas que trabalha somente para recarregar as baterias que alimentam os motores elétricos.
No Salão de Pequim foi mostrada um crossover baseado na plataforma Voltec com cara de produção iminente: o Volt MPV 5. "O conceito Volt MPV 5 demonstra a flexibilidade do sistema de propulsão Voltec, que pode produzir energia elétrica suficiente para impulsionar uma série de veículos. Partir de um sedan compacto, como o Volt, ou de um crossover, como o conceito Volt MPV 5", afirma Doug Parks, Executivo da Linha Global de Veículos e Engenheiro Chefe para A Divisão de Veículos Eléctricos da GM.
E a proposta atende também um público sedento por veículos em uma economia que cresce a saltos largos mas que precisa também olhar com mais atenção a questão ambiental como ficou demonstrado com as Olimpíadas realizadas em Pequim, quando carros e até fábricas foram proibidos de circular e trabalhar, mas que mesmo assim teve algum prejuízo por causa da neblina de poluentes que insistia em pairar ali.
"O rápido crescimento da demanda por transporte individual em toda a China cria novos desafios ambientais e de segurança energética", disse Kevin Wale, presidente e diretor da GM China Group. "A GM está empenhada em encontrar e adotar soluções, que incluem a electrificação do automóvel. A estréia mundial do conceito Volt MPV5 em Pequim, demonstra o desejo da GM em fazer da China um foco global de sua tecnologia avançada (ambientalmente) estratégica."
Além disso a GM está lançando o CAERC (China Automotive Energy Research Center) para o estudo e melhoramento da propulsão elétrica e a joint-venture com a SAIC está estudando melhorias nas baterias usadas em carros elétricos e sem contar o Segway crescido EN-V (veja aqui) misto de transportador pessoal e lan-house com GPS.
O crossover acrescenta um pouco mais de espaço interno e praticidade que faltava ao fastback (veja aqui, aqui e aqui) mas com isso sacrifica um pouco o desempenho e autonomia. Não se pode ter tudo, mas aos poucos chegamos lá.
O painel semelhante ao Volt mantém a simetria entre o lado direito e esquerdo o carro de acordo com a nova linguagem visual da marca. O interior ganha luminosidade com a dupla clarabóia.
O porta-malas cabe até 863l mas com os bancos da segunda fileira rebatidos a capacidade sobe para 1764l. O MPV é 18 cm maior (4,58 m), 7 cm mais largo (1,87 m) e 18 cm mais alto (1,61 m).
Os bancos traseiros ganham um pouco mais de espaço com a ampliação do entre-eixos (de 2,76m) em 1,5 cm. Os bancos são confeccionados em couro e a nova disposição mais alta facilita a entrada e saída dos passageiros.
O carro recebeu um estudo aerodinâmico para otimizar o fluxo do ar que passa sobre a carroceria.
As rodas são de 19 polegadas e claramente inspiradas nas usadas no sedã Volt.

Com maior peso a autonomia cai: de 64 passa para 51,5 km e a autonomia passa para razoáveis 482 km.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

VW Phaeton ganha sobrevida em Beijing

A Volkswagen apresenta no Salão de Beijing o seu superluxuoso (o super fica por conta que qualquer carro médio recebe a alcunha "de luxo" por aqui) Phaeton. Produto de uma marca generalista que produziu desde o humilde Fusca e fez o médio preferido dos taxistas chineses (e brasileiros) Santana passando por comerciais leves, sempre teve dificuldades de vendas.
Não que lhe faltassem bons atributos, mas para muita gente um Volks não traz prestígio.
Outras fábricas generalistas tem problemas com seus produtos como a Renault que espera que o futuro Samgsung SM5 tenha uma perspectiva de vendas melhores que o récem-falecido e controverso Vel Satis. A Citroën retirou de alguns mercados o C6 e a Peugeot pretende substituir em uma tacada só o 407 e 607 pelo futuro 508. E isso só para ficar nos franceses.
Mas o grandão começou a reagir quando a VW o pôs para a degola e as vendas melhoraram, e agora tem um novo (e imenso) mercado onde esse tipo de carro é bem apreciado. Afinal, em terra de cego quem tem um olho é rei, e na China, um carro desse porte é para a diretoria, aliás, alta diretoria executiva como é de praxe no extremo oriente.
A VW garante que o interior luxuoso tem recursos e comandos "instintivos" e de fácil uso. Detalhes em madeira nobre e couro Alcântara dão requinte ao ambiente.

Atrás há duas versões: uma com dois bancos traseiros individuais que são reclináveis e uma com banco de três lugares "simples". O ar quadrizona é de série e sem ventos indesejáveis. E para quem gosta de esticar as pernas, pode-se pedir a versão alongada em 12 cm.
Quadro de instrumentos completo é complementado pelo computador de bordo, e o display central de 8 polegadas é sensível ao toque. Tem HD de 30 gigabytes e tem o Google Maps integrado.
A motorização continua a mesma e os retoques seguem o novo padrão visual liderado pelo design-chefe da marca de Walter De Silva. Os faróis ganham redesenho e LED's que atuam como luzes indicadores de direção e luz diurna permanente. As luzes principais são bi-xenon e direcionais.
O comprimento pode variar entre 5,06 e 5,18 m dependendo do entre-eixos. As rodas são de 18 polegadas. A motorização é um "básico" V6 de 280 cv, passando pelo V8 de 335 cv e o W12 de 450 cv. Há um diesel "econômico" para carregar os seus 1500 quilos: um V6 turbo-diesel common rail de 240 cv que leva o carro aos 100 km/h em 8,6 segundos e a máxima de 237 km/h, com consumo de 11,8 km/l.

Luzes traseiras abandonam o formato redondo e assumem o formato de "M" quando acesas, e as luzes de ré e indicador de direção ocupam faixas estreitas na base da lanterna. Logo "VW" ganha contornos "3D" e os parachoques redesenhados recebem escapes duplos com belas ponteiras.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

BMW Série 5 Chassi Longo: Capricho chinês

Quem vê a foto que abre esse post, do porta malas com caracteres chineses, deve achar que é uma daquelas famosas cópias de qualidade duvidosa que a indústria de lá nos surpreende de vez em quando. Mas é de uma unidade da BMW instalada em Shenyang e atende uma das exigências do público (bem) seleto e exigente: mais espaço para as pernas. Essa versão chamada de LW (Long Wheelbase ou entre-eixos longo) é um dos caprichos do mercado local, que exige que carros de alto luxo tenha uma boa distância para as pernas dos passageiros do banco de trás. Normalmente carros desse tipo são usados por autoridades e altos executivos de grandes corporações, uma tradição herdada do tempo em que carro de luxo eram obrigatóriamente os ingleses Daimler's e Rolls Royces nos tempos em que Hong Kong ainda era uma colônia britânica. Esses sedãs de entre-eixos longos só não são chamados de limusines por não terem a divisão entre o motorista e passageiros, item obrigatório para esse tipo de carroceria. Mas esses carros de entre-eixos longos não ficam atrás em luxo e conforto dos tradicionais ingleses, quando eles ainda eram uma grande referência no segmento.
Na dianteira muito conforto para o motorista que ganha algum espaço nessa versão esticada. O controle do ar condicionado na parte da frente pode ser bizona ou simples (no carro todo: trizona ou quadrizona) e a geladeira fica no porta-braço central entre os bancos.
O painel conta com o sistema "black panel" que somente mostra as informações mais importantes, e opcionalmente o Head-Up display pode ser pedido. Outros recursos como o BMW Night Vision capaz de detectar pessoas individuais à noite, e assistente de estacionamento Lane Departure Warning fazem parte do pacote.
Os bancos traseiros vem com vários itens de conforto como porta copos no descansa braço central escamoteável, e na versão 535 Li duas mesas dobráveis nos encostos dos bancos dianteiros além de controles de áudio e climatização independentes.
Todos os mimos da Série 5 como os monitores com controle remoto nos encostos de cabeça dos bancos dianteiros, cortinas, uma geladeira e os controles do ar condicionado bizona do banco traseiro entre os bancos dianteiros, espelhos escamoteáveis, bancos traseiros eletricamente reguláveis e sistemas de iluminação de leitura individual, quer mais? Veja aqui.
São vários motores de seis cilindros em linha com VALVETRONIC e TwinPower (bi-turbo) e versões que vão desde a modesta 523Li Standard com motor 2.5l 177 cv (204 cv na "normal") que faz o o-100 em 9,6 s (8.5 na "normal") até a 535 Li com motor 3.0l e 306 cv e os 100 km/h em 6.1 segundos.
A marca garante que os novos modelos de chassi longo estão até 18% mais econômicos que os modelos anteriores, como o 523 Li que faz até 12,7 km/l e emite 187 g de CO². Graças a sistemas que regeneram energia das freadas, à direção assistida elétrica e ao câmbio automático de oito marchas, padrão nesse modelo.
A BMW conseguiu "esconder" os 14 cm a mais de entre-eixos com o desenho que ficou mais harmonico das janelas e das colunas, e nessa versão é 4,4 cm mais longo que o modelo anterior. No total o carro tem 5,04 metros de comprimento.
Por por falar no câmbio de oito marchas, ele vem com troca de marchas com aletas no volante e através do Dynamic Drive Control, selecionável no console central os modos "Confort", "Normal" e "Sport". As rodas vem com 18 polegadas na 535 Li e de 17 polegadas nas demais versões.
O carro vem, igual ao Série 5 de chassi "curto", com faróis bi-xenon com LED's de iluminação diurna e na traseira as lanternas também são a LED's. Recursos interessante é o freio de mão eletro-mecânico que tem o sistema Auto-Hold. O Auto-Hold libera o freio do carro assim que ele é acelerado, diminuindo o desgaste do motorista e do sistema nos engarrafamentos.