
"Nos próximos 10, 20 anos, vamos entrar em um período onde a procura por combustíveis fósseis vai exceder a oferta" disse Jim Lentz, presidente da Toyota Motor Sales, subsidiária da Toyota nos Estados Unidos. "Um século após a invenção do automóvel, é preciso reinventá-lo com motorizações que reduzam ou eliminem o consumo de petróleo como fonte de energia. Por isso, avançaremos na eletrificação do automóvel", completa o executivo.
Pois é sabichão, com o tempo e as pressões de grupos de eco-chatos apavorados com um possível dilúvio causado pelo apocalipse do aquecimento global antropomórfico, mudar os seus produtos e o modo de apresentá-los ao consumidor com um novo enfoque é a estratégia mais acertada a fazê-lo.
A rede de fast-food MacDonald, por exemplo, passou de vilã para o sistema cardio-respiratório e empresa sem escrúpulos com a saúde de seus consumidores para uma empresa socialmente responsável com mudanças no cardápio, agora com opções mais saudáveis, e ações beneméritas como apoio a ONG's e instituições de combate ao câncer dentre outras.
Ao apresentar um compacto híbrido, 50 cm mais curto que o Prius, a Toyota tenta convencer o consumidor americano a abandonar as gigantescas picapes, SUV's e "trucks" onipresentes no transito de lá sempre descarregadas e bebendo gasolina em galões por quilômetros por um modo de vida mais comedido e frugal.
E pretende vender um milhão de híbridos na próxima década, com uma familia completa composta por oito modelos.
O seu comprimento de 3,85 metros é um pouco maior que um Uno, mas o suficiente para um paulistano dirigir sem maiores complexos de culpa pelo caos que é o trânsito da capital e da região da Grande São Paulo, como se fosse dele mesmo. Afinal, qualquer coisa maior que um Gol é considerado um crime nas ruas congestionadas da capital, causando uma inversão de valores, onde o consumidor é obrigado a comprar o que os "intelectuais" e "pensadores" acham o que é suficiente para cada um, e não o que é suficiente para ele. E esses "intelectuais" e "pensadores" foram influenciados por Karl Marx, Leon Trotski e outros autores de uma ideologia falida em que agoram misturam com a chantagem eco-político-charlatanismo em quinto grau.
Lembra daquelas cadeiras de plástico trançado que o pessoal usava para sentar e ficar olhar o movimento da rua na varanda?
Ele pretende levar confortavelmente quatro pessoas, mas não foi informado o tamanho do porta-malas.
O painel futurista pode ser substituído por um bem mais conservador, lembre-se que é um Toyota e não um Honda.
As grades, recortes e reentrâncias não estão aí à toa, projetado pelo Centro de Design e Desenvolvimento da Toyota na Franca (ED2)...
...o fluxo aerodinâmico foi maximizado para melhorar o desempenho e economizar energia.
Ao contrário da concorrência que aposta nas baterias de íons ou polímero de lítio, para alegria de Evo Morales cujo país detém 80% das jazidas do mundo, ela insiste em níquel-hidreto metálico.
As linhas externas se inspiram na geração 8-bit, tecnologia que, nos anos 80 dominou o desenvolvimento na indústria de vídeo games.
Isso lhe lembra alguma coisa do Atari? Do Amiga? Do PC XT-AT? Do Gradiente Expert com drive em fita K-7?
A Toyota se inpira no 8-bit que é considerado um estilo retro e engloba manifestações culturais na música, na moda e nas artes plásticas, tendo como características a cor, a diversão, a inovação e elegância, pontos de atração para o público jovem. Será que o MIDI volta a moda?
A idéia é cativar o público jovem que não se indentifica com os modelos híbridos à venda no mercado. Vindo da extremamente conservadora Toyota, isso significa que os fabricantes precisam rever os seus produtos urgentemente...