Mostrando postagens com marcador ibama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ibama. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Motos de pequena cilindrada poluem mais que carro mil

Vendo um release da Honda em que a fabricante se orgulha de atender com folga o Promot 3, e mostrou uma tabela de emissões, resolvi comparar com carros 1.0. Peguei dois dos mais populares, o problemático Novo Gol 1.0 em nonagésimo com gasolina e centésimo quinquagésimo com álcool no ranking no Programa Nota Verde do Ibama, e o Mille Economy, que figura em exemplar oitavo lugar quando utiliza álcool e décimo-primeiro quando o combustível é gasolina.
Para você ter uma idéia, apesar da moto poluir em alguns itens mais que os carros, em no quesito monóxido de carbono (CO) a moto só emite um terço do índice máximo do Promot 3, em Óxido Nitroso (NOx) menos da metade. Mas comparado com o Gol (veja a tabela abaixo), a moto emite 64,5 % de monóxido de carbono, e quando se compara com o Mille a diferença se torna gritante: 246%. No álcool os números são, em relação a moto, 65% a mais no Gol, mas o Mille é imbatível: 77% a menos. Quando o assunto é Óxido Nitroso, a tabela é favorável aos carros, com emissões a gasolina de 18% a mais que no Gol e de impressionantes 240% no Mille, e no álcool os números continuam exageradamente favoráveis aos quatro-rodas: 410% para o Gol e 240% para o Mille. Na tabela da Honda não foi informado se os hidrocarbonetos são totais ou não-metano, o que inviabiliza qualquer comparação. Mas deixei os números só para constar. Se a CG 150 Titan for a moto que polui menos, nem vou querer ver os números da concorrência (especialmente a chinesa, que não seguem qualquer norma de controle de emissões e talvez passem raspando no Pormot 3) que utilizam mecânicas projetadas nas décadas de 60 e 70, bem defasadas em relação a motores mais modernos. Longe de demonizar as motos, só quis comprovar o que escrevi em outro post (veja aqui), e chamar as motos também para a responsabilidade, já que os carros sozinhos são acusados de serem responsáveis por 90% das emissões de gases estufa. E esses dados importados são aventados por eco-chatos que lêem apostilas de ONG's gringas, sem pesquisar a realidade daqui, como se fossem a mais pura realidade.
Dados da CG Titan Mix fornecidos pela Honda e do Gol e Mille Economy pelo Ibama através do programa Nota Verde (veja aqui)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Anfavea não concorda com Nota Verde do Minc

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Veja a nota da Anfavea contestando a Nota Verde do Ibama (postado aqui) onde os resultados apontaram uma maior poluição de carros a álcool ou de tecnologia flexível usando esse combustível de baixa cilindrada, basicamente o grosso de produção e venda de veículos por aqui:

São Paulo, 17/09/09 – A Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a respeito da instituição pelo Ministério do Meio Ambiente do Indicador de CO2 e da Nota Verde, esclarece:
Veículos flex fuel – O veículo flex fortaleceu o combustível etanol no Brasil e consolidou uma extensa cadeia produtiva, desde a agroindústria à fabricação de veículos e aos serviços. Já foram fabricados e comercializados mais de 8 milhões de veículos flex, o que mostra o êxito que o produto tem junto ao consumidor, desde o seu lançamento, em 2003. Os motores flex, em constante evolução, foram concebidos e desenvolvidos a partir de motores originariamente a álcool. Os flex são uma evolução dos motores a etanol. Os limites de emissões para gasolina e etanol estabelecidos são os mesmos. O carbono emitido pelo etanol é recuperado pela lavoura da cana-de-açúcar, resultando num processo de ciclo zero do carbono. Tal não ocorre com o combustível gasolina. Sua origem fóssil apenas libera carbono, que não é retomado pela fonte emissora.
Dados de Emissões – A entidade apóia conceitualmente a divulgação de dados relativos a emissões de veículos, como forma de dar à sociedade transparência de informações dentro de uma visão de sustentabilidade.
A elaboração de escala para classificação de níveis de emissões, contudo, merece maiores análises técnicas no que se refere a critérios e ponderações utilizados, tendo em vista maior clareza e a exata realidade dos resultados.
A adoção, como critério, dos níveis de emissão obtidos a partir do controle de produção na fábrica – tomando-se como base os veículos zero quilômetro produzidos – leva a distorções quanto à fidelidade dos resultados de classificação.
Entre as distorções causadas pelo critério de utilização de dados de emissões do veículo em linha de produção, podem ser indicadas as seguintes:
* O veículo ainda não foi amaciado, o que gera alta dispersão dos resultados; a média de emissão, em conseqüência, é mais alta, quando comparada ao veículo homologado e em campo;
* Quando se trata de “família” de veículos, o fabricante pode fazer a medição na produção com base no veículo de maior tamanho. Dessa forma, assumir esse resultado para outro veículo menor da mesma família distorce o resultado obtido.
A Anfavea pondera ainda que o critério utilizado pelo MMA e IBAMA, de apresentar veículos produzidos em 2008, também pode colaborar para a distorção dos resultados, quando se sabe que em janeiro de 2009 entrou em vigor, para veículos leves do ciclo Otto (gasolina e álcool), nova etapa do Proconve, mais rígida.
Em favor da transparência dos níveis de emissão, a partir da próxima semana a Anfavea disponibilizará em seu site os dados de homologação de emissões – representativos da realidade de utilização regular dos veículos em comercialização.

Diesel pode não sair tão cedo

Foto: Yarik Mishin - SXCNotícias da Agência Brasil mostra que o governo não se entende quando o assunto é diesel. O ministro das Minas e Energia Edison Lobão solicitou um estudo sobre a liberação do diesel para a utilização em carros de passeio. Mas o ministro Carlos Minc criticou a idéia: “Eu não acho uma boa idéia.”
“No que compete a mim, minha orientação para o órgão ambiental e para o Conama é não aprovar essa solução”, disse o ministro.
Minc destacou que o Brasil tem o etanol como diferencial. A substância não emite gás carbônico, causador do efeito estufa, na atmosfera. Ele lembrou que toda emissão que sai do escape do álcool é absorvida pela cana na fase de crescimento da planta.
“Então, do ponto de vista das emissões, que é o que aquece (a atmosfera), o álcool é neutro”. Minc referiu-se também ao biocombustível fabricado pelo Brasil. “Então, abrir o carro para diesel, que em grande parte a gente importa, não é bom.”
Minc afirmou que o governo está tentando reduzir o teor de poluição do diesel, que era de 500 partes de enxofre por milhão, e agora está em 50 partes por milhão. O ministro lembrou que foi aprovada recentemente uma resolução no Conama, que reduz o teor de enxofre no diesel para 10 partes por milhão. A entrada em vigor, porém, será a partir de 2011.
“Aí, sim, a gente vai ter o mesmo nível da Europa. Acho uma péssima ideia liberar o diesel para os carros. Ainda por cima, nosso diesel, que não está no padrão dos outros países, que tem maior poluição de enxofre por parte”

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Ibama dá nota para quem poluir menos

O Ibama agora vai dar notas, de 1 a 10 no monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio e de 1 a 5 no quesito CO² para as emissões de poluentes nos veículos em geral. A nota é mais alta se o veículo tiver menos emissões.
Por incrível que pareça, os carros a álcool e flex usando esse combustível tiveram as piores notas, mas não serão penalizados no quesito CO², já que o processo de produção do álcool anula as emissões desse gás pelos veículos segundo o próprio Ibama. Mas emitir gases tóxicos não tem problema, mas CO² é o fim do mundo no apocalipse do aquecimento global, pode? Bem, pelo menos não teremos algum idiota governamental pregando sobre a santidade do uso do solo para a produção de alimentos. Para os que estão em último na tabela resta para os fabricantes se adequarem e quem sabe oferecerem alguma versão híbrida, como o Civic por exemplo, que oferece uma versão idêntica à nossa vendida aqui. Para ver se o seu carro tem boas notas ambientais, clique aqui.