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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Anfavea não concorda com Nota Verde do Minc

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Veja a nota da Anfavea contestando a Nota Verde do Ibama (postado aqui) onde os resultados apontaram uma maior poluição de carros a álcool ou de tecnologia flexível usando esse combustível de baixa cilindrada, basicamente o grosso de produção e venda de veículos por aqui:

São Paulo, 17/09/09 – A Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a respeito da instituição pelo Ministério do Meio Ambiente do Indicador de CO2 e da Nota Verde, esclarece:
Veículos flex fuel – O veículo flex fortaleceu o combustível etanol no Brasil e consolidou uma extensa cadeia produtiva, desde a agroindústria à fabricação de veículos e aos serviços. Já foram fabricados e comercializados mais de 8 milhões de veículos flex, o que mostra o êxito que o produto tem junto ao consumidor, desde o seu lançamento, em 2003. Os motores flex, em constante evolução, foram concebidos e desenvolvidos a partir de motores originariamente a álcool. Os flex são uma evolução dos motores a etanol. Os limites de emissões para gasolina e etanol estabelecidos são os mesmos. O carbono emitido pelo etanol é recuperado pela lavoura da cana-de-açúcar, resultando num processo de ciclo zero do carbono. Tal não ocorre com o combustível gasolina. Sua origem fóssil apenas libera carbono, que não é retomado pela fonte emissora.
Dados de Emissões – A entidade apóia conceitualmente a divulgação de dados relativos a emissões de veículos, como forma de dar à sociedade transparência de informações dentro de uma visão de sustentabilidade.
A elaboração de escala para classificação de níveis de emissões, contudo, merece maiores análises técnicas no que se refere a critérios e ponderações utilizados, tendo em vista maior clareza e a exata realidade dos resultados.
A adoção, como critério, dos níveis de emissão obtidos a partir do controle de produção na fábrica – tomando-se como base os veículos zero quilômetro produzidos – leva a distorções quanto à fidelidade dos resultados de classificação.
Entre as distorções causadas pelo critério de utilização de dados de emissões do veículo em linha de produção, podem ser indicadas as seguintes:
* O veículo ainda não foi amaciado, o que gera alta dispersão dos resultados; a média de emissão, em conseqüência, é mais alta, quando comparada ao veículo homologado e em campo;
* Quando se trata de “família” de veículos, o fabricante pode fazer a medição na produção com base no veículo de maior tamanho. Dessa forma, assumir esse resultado para outro veículo menor da mesma família distorce o resultado obtido.
A Anfavea pondera ainda que o critério utilizado pelo MMA e IBAMA, de apresentar veículos produzidos em 2008, também pode colaborar para a distorção dos resultados, quando se sabe que em janeiro de 2009 entrou em vigor, para veículos leves do ciclo Otto (gasolina e álcool), nova etapa do Proconve, mais rígida.
Em favor da transparência dos níveis de emissão, a partir da próxima semana a Anfavea disponibilizará em seu site os dados de homologação de emissões – representativos da realidade de utilização regular dos veículos em comercialização.

Diesel pode não sair tão cedo

Foto: Yarik Mishin - SXCNotícias da Agência Brasil mostra que o governo não se entende quando o assunto é diesel. O ministro das Minas e Energia Edison Lobão solicitou um estudo sobre a liberação do diesel para a utilização em carros de passeio. Mas o ministro Carlos Minc criticou a idéia: “Eu não acho uma boa idéia.”
“No que compete a mim, minha orientação para o órgão ambiental e para o Conama é não aprovar essa solução”, disse o ministro.
Minc destacou que o Brasil tem o etanol como diferencial. A substância não emite gás carbônico, causador do efeito estufa, na atmosfera. Ele lembrou que toda emissão que sai do escape do álcool é absorvida pela cana na fase de crescimento da planta.
“Então, do ponto de vista das emissões, que é o que aquece (a atmosfera), o álcool é neutro”. Minc referiu-se também ao biocombustível fabricado pelo Brasil. “Então, abrir o carro para diesel, que em grande parte a gente importa, não é bom.”
Minc afirmou que o governo está tentando reduzir o teor de poluição do diesel, que era de 500 partes de enxofre por milhão, e agora está em 50 partes por milhão. O ministro lembrou que foi aprovada recentemente uma resolução no Conama, que reduz o teor de enxofre no diesel para 10 partes por milhão. A entrada em vigor, porém, será a partir de 2011.
“Aí, sim, a gente vai ter o mesmo nível da Europa. Acho uma péssima ideia liberar o diesel para os carros. Ainda por cima, nosso diesel, que não está no padrão dos outros países, que tem maior poluição de enxofre por parte”