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sexta-feira, 11 de março de 2011

Rinspeed Bamboo: Divertido, Conectado e Plugado

Uma das (boas) tradições de Genebra são os carros-conceitos da Rinspeed que sempre tentam discutir o papel do automóvel. Se no ano passado foi o UC? (com interrogação mesmo, veja aqui) que discutia a mobilidade urbana sem a sanha eco-comunista de se tirar o transporte individual das ruas públicas, agora o momento é de relaxar.
O Rinspeed Bamboo pode encarar a a praia numa boa porque parte de sua carroceria é feita de fibra de bambu combinada com componentes plásticos. Esse buguinho que lembra vagamente o saudoso jipinho Citroën Mehari (veja aqui a historia dele no BCWS) misturado com um carrinho de golfe tem outra inovação. Antigamente os "roaders" usavam os dados pendurados no retrovisor interno para comunicar suas intenções, os números que apareciam rentes ao para-brisa indicavam o horário e os dados alinhados a intenção de fazer o "racha". Quando o "roder" queria namorar, já que ninguém é de ferro, os dados ficavam desalinhados. Com o Bamboo é diferente. Como o carrinho é elétrico, no lugar da grade temos o sistema Identiface, que é muito mais versátil que os dados pendurados nos retrovisores. Graças a um tablet conectado à internet e integrado ao carro a "grade" do identiface mostra, para a alegria de "tuiteiros" e "messengeiros" que adoram mostrar as bobagens que andam escrevendo e fazendo, o que se passa no sistema de multimídia e os últimos posts de redes sociais das quais eles participam.
O motor elétrico promete autonomia de 105 quilômetros, mas se a bateria pifar tem uma bicicleta elétrica dobrável no porta-malas guardada em um casulo semelhante que abriga o estepe e pode levá-lo para qualquer lugar por até um quilômetro de autonomia. E como a vocação do carro é a praia, o teto desse bugue pode ser retirado e servir como esteira e os bancos traseiros inflados como espreguiçadeiras. Se o UC? era a vida na cidade, o Bamboo é as férias do sonho de qualquer paulistano...
O "quadro" de instrumentos abrange as luzes de sinalização, o velocímetro realista que marca a máxima de 120 km/h e a carga da bateria, suficiente para 105 km.
Detalhes do painel que esconde um tablet, e o sistema de som com speakers em forma de flor além da interessante webcam afixada no meio do mesmo.
Detalhes dos "docs" que hospedam os tablets com os "apps" do carro, e que também esconde os comandos principais e a chave de partida, relembrando as origens, um canivete suíço.
Uma visão mais ampla da simplicidade do acabamento interno desse bugue, e os bancos com desenhos alusivos ao sexo dos condutores e passageiros, feminino ou masculino.
Na parte traseira detalhes da tampa vazada que dá acesso ao porta-malas e que pode ser abaixada como o banco traseiro. Em caso de arranhão, sem neura, é só colar um adesivo em cima.
Opções, como a lona especial estendida, parcialmente estendida, guardada e com os bancos à mostra, bem no estilo de Saint Tropez.
Atrás, o porta-malas reduzido pelos casulos do estepe e da bicileta elétrica de emergência, pode ser ampliado com o rebatimento dos bancos traseiros que podem ser inflados e servir de espreguiçadeiras.
As várias faces do Indentiface, desenvolvido por uma sucursal do Grupo Daimler, que vão desde o som no FM, passando pelas mensagens no Twitter e Facebook e as intenções e humores do condutor reveladas pelas cores dos passarinhos.
As rodas são aro 17 e o motor elétrico de 73 cv e pouco mais de 14 kgm/f é suficientemente potente para levar o carrinho, que pesa 1.090 quilos, aos 50 km/h em 4,7 segundos e a máxima de até 120 km/h
A autonomia é de até 105 km (a até 90 km/h) de autonomia, o suficiente para a ida e a vinda das praias e ainda fazer mais algum passeio.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Rinspeed UC? Eles explicam...

Enquanto a maioria dos fabricantes pensam somente nos veículos em si, especialmente quando mostram concepts elétricos, a Rinspeed pensou em fazer um veículo que pode ser uma solução parcial contra engarrafamentos, caso haja viabilidade em produzi-lo.
Quando se apresentam soluções de carros, normalmente o foco é a redução de emissões, a independência da gasolina e outros combustíveis fósseis e uma solução de mobilidade pra lá de racional, em que o cliente abre mão do espaço interno, design, funcionalidade e desempenho por uma causa nobre maior que todos nós: salvar nossa casa.
Longe dos devaneios dos eco-comunistas, a Rinspeed apresentou o UC?, sigla de Urban Commuter (viajante urbano) em que consiste do carro propriamente dito e um sistema de trens que terão vagões adaptados para receber os carros e transportá-los em longas viagens, como por exemplo: São Paulo-Campinas, da mesma forma que é feito atualmente no Euro-túnel. Achou absurdo? Tente fazer essa viagem todo dia e você caro leitor vai entender, quando uma viagem de uma hora e meia vira três em horários de pico. O que fazer nesse tempo? Enquanto o carro estiver dentro do trem, o veículo terá acesso a uma rede 3G e sistema Voip2Car, vídeo-chat, vídeo-conferências, recursos de e-mail etc, sem contar que poderá recarregar as baterias no vagão durante a viagem, sem contar o display multimídia. O carro pode ser carregado em 4 horas, ou 2 horas para 50 km, ou dependendo da estação pode ter com uma carga rápida de 20 minutos para os mesmos 50 km. Quando chegar na estação, é só desembarcar com o carro e ir ao destino. Uma boa solução de mobilidade, racional e sem obrigar-nos a mudar radicamente a nossa rotina já tão desconfortável. Com a palavra os "engenheiros e especialistas" de trânsito.
Se você está procurando o volante, pode esquecer. Pedais? Também já eram. É tudo feito pelo joystick que acelera, freia, dá a ré e faz curvas tanto para a direita quanto para a esquerda e é bem sensível.
Interior em couro com detalhes em alumínio garante um interior agradável e jovial. No centro um painel touch-screen com acesso à internet 3G e Voip2Car.
A VDO oferece um display futurista com todas as funções básicas em um cluster e um relógio da relojoaria premium suíça Carl F. Bucherer faz parte dos instrumentos e luzes indicativas.
Acredite, um item nem sempre presente em um carro elétrico é o porta-malas, esse com capacidade suficiente para as compras da semana.
As rodas de 17 polegadas e 32 raios pesam somente 6,5 kg e os pneus são de baixo atrito de rolamento.
Caso precise viajar, uma mala de couro pode ser encaixada no teto ampliando o (pouco) espaço para bagagens. Autonomia é de 105 km, o que segundo estatísticas cobre 80% dos deslocamentos de carro feitos na Europa.
O carro é feito de material termoplástico que é tão resistente e 30% mais leve quanto o aço.
A velocidade máxima do carro é de 110 km/h, o que permite encarar rodovias e vias de transito rápido graças...
...ao motor com bons 13,2 kgm/f de torque, que faz parte do powertrain fornecido pela Daimler AG, o que garante acelerações e retomadas sem sofrimento para o motorista. A maioria dos carros 1.0 tem 8 kgm/f só para efeito de comparação.
As baterias de íons de lítio também pode ser carregadas em estações colocadas em pontos estratégicos. Há promessas de desenvolver um sistema que recarregue as baterias integralmente em menos de 5 minutos.
O carro tem um sistema revolucionário de reparação de pintura em que os reparos são feitos colocando uma fita ultra-fina em cima dos riscos e arranhões e tornando-a nova em segundos.
A base do carro é o 500 da Fiat, mas ele foi projetado para ser montando em três horas na linha de montagem, o que facilitaria encomendas personalizadas que viriam em três dias.
Hoje pedir um carro com alguma cor, sem ser preto ou prata dá uma espera de no mínimo 90 dias. São 2,60 metros de comprimento, o que daria para estacionar de frente ao vagão sem problemas.
A Rinspeed está buscando parceiros para viabilizar a produção do veículo e dos trens que farão o transbordo, se isso se tornar realidade na Europa, quem sabe um belo dia chegue aqui.