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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Recordar é viver - VW 1 Litre Concept: Carro-conceito de 2002 promete chegar às ruas esse ano

Após a Segunda Guerra Mundial, alguns fabricantes lançaram micro-carros e triciclos de baixo custo como os alemães da Messerschimitt e Gogomobil, os italianos da Iso com a Iseta que inclusive tirou a BMW da falência ao vendê-la sobre licensa em sua terra natal, os triciclos ingleses Bond e Regal, dentre outros. Com a recuperação econômica na década de 50 e 60 os fabricantes mais tradicionais lançaram carro populares como o Fusca, Citroen 2 CV, Mini, Fiat 500 e 600 com preços relativamente acessíveis às camadas populares e com financiamentos de longo prazo. Com isso o mercado de mini-carros praticamente se extinguiu no velho continente, teve alguma sobrevida em alguns países do então chamado terceiro mundo para então dar lugar aos populares que também dominaram esses mercados.
Com o inchaço das metrópoles e agora o chamado aquecimento global antropogênico, os governos e prefeituras estão emitindo leis restritivas e sobre-taxando veículos que façam uso de combustíveis fósseis. Com isso tornou-se imperativo fazer carros menores para o deslocamento urbano. Além do smart, do inchado Mini e do novo 500 que ganhou recentemente um bicilíndrico de 900cm³, há o projeto da BMW chamado Megacity que pode ser o futuro BMW-Isetta, além do Renault Twizzy (veja aqui) e do Nissan Land Glider (e aqui) dentre outros. Mas a Volkswagen já estava mexendo os seus pauzinhos e no longínquo ano de 2002 apresentou um projeto de micro-carro: o 1 Litre Concept.
O carrinho é feito de ligas metálicas leves e fibra de carbono, o que lhe dá o peso-pena de apenas 290 quilos e ajuda o motor monocilíndrico a diesel de apenas 300 cm em posição central-traseira, um pouco antes do eixo traseiro, a dar uma aceleração mais alegre e reduzindo consumo e emissões. Com 8,5 cv a 4.000 rpm, o motor de injeção direta e bloco e cabeçote em alumínio ajuda na impressionante marca de 101 Km/l ou como quer os alemães que batizaram o projeto de 1 Litre, 0,99l a cada 100 km. Com o minúsculo tanque de 6,5 litros que é menor que o de muita moto, a autonomia é de 650 quilômetros. O câmbio é seqüencial de seis marchas acionado por uma alavanca de mudanças na cabine. A suspensão dianteira é composta por duplo wishbone (duplo A se preferir) e a traseira é por eixo De Dion, em que o diferencial é fixo na carroceria e os semi-eixo são oscilantes. Isso ajuda a baixar o centro de gravidade e dar mais estabilidade ao carro. Os pneus tem baixa resistência ao rolamento e as rodas de 16 polegadas são de liga extremamente leve e compósitos. O porta-malas tem capacidade para microscópicos 80 litros.
Apesar de aparentar certa humildade franciscana, o carrinho tem ABS, controle de estabilidade, air-bag para o motorista e a cabine tem zonas de deformação e célula de sobrevivência com resistência equivalente à gaiola de proteção de um carro da categoria GT. Como a marca não divulgou dados de desempenho, fica difícil dizer se o carrinho conseguiu ser ultra-econômico e com desempenho de gente grande. A fábrica prometeu que o veículo estaria disponível para esse ano, refez o projeto que foi batizado de L1 e afirma que em breve estará no mercado. Será um novo Fusca?
Dois lugares em tandem, isto é, o "piloto" no banco dianteiro e o passageiro no traseiro e o "canopi" abre lateralmente para dar acesso à cabine.
O interior simples já previa a substituição dos retrovisores por monitores dentro da cabine que recebe um volante comum.
A cabine estreita tem somente 1,20 m de largura, e junto com o desenho bem aerodinâmico contribuíram para o baixo Cx: só 0,159.
O bom perfil aerodinâmico o baixo peso de 290 kg contribuíram para o consumo de somente 0,89 l/100 km ou impressionantes 101 km/l
Lanternas e faróis integrais em LED's quando a moda na época eram os concepts com faróis utilizando fibra ótica.