Mostrando postagens com marcador Scion. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Scion. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Scion tC: Carro da " divisão jovem" da Toyota ganha segunda geração

Uma divisão recente, praticamente récem-nascida perto da bicentenária Peugeot, da sesquicentenária Opel, e das outras marcas tradicionais que já passaram dos 100 anos recentemente como a Alfa Romeo, Ford, Mercedes Benz, Alfa Romeo, acaba de apresentar a segunda geração de seu coupé tC. A Scion foi criada pela Toyota em 2003 especificamente para agradar o público jovem norte-americano, já que até lá os carros da marca são considerados carros de tiozão. É basicamente a versão "Dácia" da Toyota, com a missão de fabricar carros com bom custo-benefício partindo de peças da marca-mãe. Com isso tem quatro modelos, se bem que o iQ é praticamente o micro-carro vendido pela Toyota na Europa (veja aqui também a versão Aston Martin). Dentre os modelos está esse coupé bem ao gosto da rapaziada que cresceu assistindo a franquia Velozes e Furiosos e que periga ter mais uma continuação além de outras fitas oportunistas do gênero.
A carroceria está com um desenho mais agressivo, que segundo os designers da marca foi "inspirado" em capacetes usados por pilotos profissionais, mas com o resultado final lembrando vagamente o atual Dodge Challenger se ele tivesse versão coupé, mas de acordo com o gosto típico de lá que não é lá essas coisas. Por isso os melhores designers e estúdios de design são italianos ou franceses.
Uma das atrações do Scion tC é o preço que começa a partir dos 18 mil dólares e tem ainda três anos de garantia, tudo para fisgar o jovem americano, que aliás como todo jovem, não tem muito dinheiro. Vem com itens que são raros no segmento como regulagem elétrica dos bancos com memória e controle de tração.
"O novo Scion tC vem com estilo renovado que mescla elegância e agressividade, com apelo junto aos consumidores de coupés que querem mostrar um pouco mais de ousadia" diz disse Jack Hollis, vice-presidente da Scion. "quando lançamos o tC, rapidamente ele se tornou um "best-seller" da marca. Agora pegamos um produto bem sucedido, acrescentamos mais melhorias (em relação à geração anterior) e acompanha um preço que melhora ainda mais o custo-benefício. O novo tC irá sem dúvida nenhuma lançar a Scion em uma nova dimensão".
O interior é "completo" com inovações como os novos câmbios de seis marchas, um manual e outro seqüencial. A direção assistida é elétrica, o banco do motorista tem regulagem elétrica com memória.
Porta-trecos e copos em vários lugares, com direito a toca CD Pioneer com entrada USB e reconhece arquivos mp3 e wma e oito alto-falantes com 300 watts de potência emprestados da Lexus, que pode ser trocado por uma versão com tela de 4,3 polegadas sensível ao toque com GPS e rádio em alta definição. O apoio de braço pode guardar até 18 discos.
O painel de instrumentos tem velocímetro e contagiros nos binóculos e no meio fica algumas luzes de advertância e um medidor de consumo instantâneo nas verões automáticas, mas nada de medidor de temperatura como o Nissan Tiida vendido também no mercado americano como Versa (veja aqui), o que é temerário em situações de superaquecimento.
Os bancos ganham nova padronagem que apesar do caracter "alegrinho" tentam manter a sobriedade e a elegância no interior do coupé. Cinto de segurança de três pontos retráteis e encostos de cabeça em todos os assentos sendo os dos dianteiros ativos garantem nota 10, e olha que o Corolla Altis fica devendo o cinto do passageiro central e os encostos de cabeça ativos (veja aqui).
O teto "lunar" da marca com vidro "fumê" lembra o sky-window da Fiat (veja aqui no Idea) com boa abertura na parte da frente da cabine, e há uma "clarabóia" no banco traseiro ajudando a iluminar a cabine. O acionamento da abertura e fechamento do mesmo é elétrico.
O porta-malas que tem uma divisória para proteger a bagagem e pode ser ampliado com os bancos rebatidos, na proporção 40/60. O estepe fica invertido para caber uma prática caixa de ferramentas. A tampa do porta-malas pode receber um aerofólio, dentre outros itens de personalização.
Mais pacotes de segurança: até oito air-bags, incluindo os de proteção de joelhos, freios com Brake Assist com ABS (anti-travamento) com EBD (distribuição de força de frenagem), Controles de Tração e Estabilidade e monitoramento de pressão dos pneus.
Dianteira e traseira do tC com desenho feito para agradar o público americano. O motor é um quatro em linha com 2.5l com quatro válvulas por cilindro, comando variável e injeção seqüencial, que rende 180 cv e tem 23,9 kgm/f de torque. O coletor de escape é dimensionado para gerar um som mais esportivo, mas não chega perto da sofisticação do Lexus LFA (aqui).
Os câmbios disponíveis são um manual e um automático seqüencial acoplados às rodas dianteiras, todos de seis marchas para melhorar o desempenho e o consumo que é de 13,1 km/l em ciclo rodoviário e de 9,78 km/l na cidade, padrão EPA. Não foram divulgados dados oficiais de desempenho.
O carro recebe essas belas rodas de alumínio com 10 raios de 18 polegadas calçados por pneus P225/45R18, sendo o estepe de uso temporário, e a suspensão é independente na quatro sendo que a dianteira é a tradicionalíssima MacPherson e a traseira é por multibraço Double Wishbone com barra estabilizadora. Os freios são discos nas quatro rodas sendo ventilados na dianteira e sólidos na traseira.