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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Honda Biz 125 Flex: Um ano novo mais flexível e colorido

Demorou mas chegou, depois da Honda CG 150 Fan que merece uma nota, da Nx 150 Bros (veja aqui), e da Titan, agora é a vez da cub Biz. Preferência nacional para quem está fugindo do desconfortável e caro sistema de transporte coletivo que em São Paulo custa R$ 3,00 a passagem e das mulheres que preferem o baixo peso e a facilidade de manobra, agora o (a) motociclista poderá optar entre a gasolina ou o álcool em qualquer proporção. Se a mistura de álcool no tanque que agora tem 5,5l ultrapassar 80% uma luz indicadora escrito "ALC" acenderá no painel de modo contínuo, mas se a temperatura cair abaixo dos 18º C entrará em modo piscante para avisar que necessita de pelo menos 20% de gasolina para dar a partida. Então, se ficar sabendo que virá uma frente fria nos meses de inverno, coloque um litro de gasolina no tanque, de preferência no posto de combustível.
A marca afirma que o novo modelo, vendido aqui desde 2005, teve 95% das suas peças alteradas, com destaque para os conjuntos óticos que ganharam lentes multifocais e os piscas agora estão separados do corpo do farol e lanterna traseira. O novo banco foi recuado, aumentando o espaço para as pernas do motociclista, e o garupa tem novas pedaleiras afixadas diretamente no novo quadro. A suspensão foi calibrada para o uso urbano e segundo a marca está preparada para aguentar as surpresas que as prefeituras deixam pelo caminho.
O motor ganhou balancins roletados que diminuem perdas e desgates com atrito, e o câmbio rotativo semi-automático é de fácil operação, com as marchas escalonadas na seqüencia N-1-2-3-4, e ainda devendo uma quinta já que ver essas motos em avenidas de transito rápido está cada vez mais comum.
O porém é o preço, já que a Honda e a Toyota acham que o consumidor brasileiro planta dinheiro em casa, mas como a maioria absoluta dos consumidores compram à prazos longos ou no consórsio, a pancada fica bem diluída. Quem quiser uma dessas em casa precisa desembolsar R$ 5.290,00 para a versão KS e R$ 5.890,00 para a versão ES que vem com partida elétrica. Os valores têm como base o Estado de São Paulo e não incluem despesas com frete e seguro.
E para proteger o patrimônio conseguido com muito suor dos amigos do alheio a motoneta possui o Sistema Honda de Proteção, composto por shutter-key (fechadura adicional acionada com chave sextavada e codificação magnética) e comb-lock (trava do guidão associada à chave da ignição).
O painel ganha novo grafismo, e tem velocímetro com escala otimista até 140 km/h e marcador de nível de combustível e indicador de marcha engatada.
Abaixo do banco, além do tanque de combustível, um porta-objetos com capacidade para levar um capacete adicional ou pequenos volumes.
Os piscas deixam de ladear os faróis e agora se localizam na extremidade da carenagem dianteira que está maior. O farol é semelhante ao da Pop.
A lanterna traseira agora não integra mais as luzes direcionais (piscas) e ganha dois refletores adicionais em cada lado.
O motor OHC (Over Head Camshaft), de 4 tempos a ar, de 124,9 cm³, desenvolve 9,1 cv a 7.500 rpm e torque de 1,01 kgf.m a 3.500 rpm.
As rodas, traseira de 14“ e dianteira de 17”, contam com freios a tambor, com 130 mm de diâmetro na dianteira e 110 mm na traseira.
Novidade para as mulheres é a cor rosa metálico, além de verde metálico, vermelho e preto. A garantia é de um ano, sem limite de quilometragem.