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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Audi R8 GT Spyder: Versão conversível também passa por regime

O Audi R8 pegou a fama de "gordinho" apesar de alguns concorrentes pesarem entre 100 e 300 kg a menos. Tanto que uma equipe brasileira que corre no GT3 Brasil que usava a versão LMS do R8 trocou-o por uma Lamborghini Galardo LP600. Mas a proposta do carro sempre foi a de um superdesportivo confortável, que desse para usar no dia-a-dia e que não quebrasse as costas do motorista e nem fizesse os seus rins pedirem demissão quando passasse em alguma valeta.
Mas depois de algumas críticas e pedidos a Audi lançou uma versão mais leve e potente do R8, a GT (veja aqui a versão com teto rígido e mais detalhes dessa versão limitada) que agora pesa expressivas 1.640 kg, 85 a menos que as outras versões mais "cheinhas". Alguns itens foram trocados por componentes de CFRP (liga de plástico com fibra de carbono), titânio e alumínio. Só não ficou melhor porque iria concorrer com os Lamborghinis de quem pega emprestado o V10 com cárter seco e injeção direta, que agora rende 560 cv, contra 525 da versão mais mansa. O torque fica em 57,1 kgm/f o que catapulta o carro aos 100 km/h em 3,8 segundos e a máxima fica em 317 km/h. São quase 3kg para cada cavalo, contra a média de 2 a 2,5 kg dos outros GT´s. O "meio" quilo a mais que cada cavalinho do V10 é obrigado a levar é traduzido em conforto. E para aumentar a diversão vem com câmbio automatizado de seis marchas com dois modos de troca totalmente automático e uma manual, por meio da alavanca de câmbio ou por aletas atrás do volante. As mudanças levam em torno de um décimo de segundo para serem efetuadas o câmbio também passou por um regime. O diferencial é por deslizamento limitado e a tração é a integral quattro que atua sobre demanda de torque, distribuindo-o conforma solicitação. E para completar a diversão há o sistema "Lauch Control" que evita a patinagem dos pneus.
Por dentro alguns apliques alusivos à versão, o número de uma das 333 unidades na manopla do câmbio e uma aparelhagem de som tão perfeita quanto o ronco do V10: um Bang & Olufsen com conexão Bluetooth. E caso a capota precise ser fechada é só diminuir a velocidade para 50 km/h e acioná-la que o controle eletro-hidráulico completa a operação em 19 segundos. E o ar condicionado automático é de série. Lembre que a Audi não exige nenhum sacrifício de seus usuários para "pilotar" um de seus carros mais potentes e esportivos fabricados. Há duas barras anticapotagem para proteger o ocupantes de alguma eventualidade além da sopa de letrinhas de praxe. Para quem quiser ter um desses na garagem precisa desembolsar 207 mil euros, preço inicial na Alemanha. Aqui sem previsão.
Para grudá-lo no chão, vem com rodas de liga leve de 19 polegadas, com pneus na medidas 235/35 na frente e 295/30 na traseira. A suspensão é composta por duplo wishbone e é rebaixada em 1 cm. Para pará-lo grandes discos de material carbono-cerâmico e o ESP que pode ser desligado mantém o bólido no "trilho".

O interior é agradável para piloto e passageiro, com detalhes alusivos à versão em alumínio e bordados nos tapetes e bancos, perspontos em cores titânio, cinza ou vermelho, couro napa, "gaiola" embutida composta por CFRP (fibra de carbono com plástico), GS no multimídia e um cronômetro para os dias de track day.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Audi R8 GT: O Superleggera de Ingolstadt

Alguns esportivos como os Porsches, Lamborghinis, Koenigsegg e Lotus se comportam iguais a gatinhos dóceis, ronronam e tem comportamento exemplar desde que não se pise muito no acelerador e desperte o mais primitivo instinto adormecido desses carros: correr.
Outros como algumas Ferraris e outros feitos por fabricantes menores são tão intratáveis quanto um tigre de bengala, exigindo pulso firme para segurá-la na pista e uma boa coluna cervical para suportar os trancos da besta endoidecida quando sai da estrada ou atravesse um festival de crateras, ondulações e paralelepípedos desalinhados.
Alguns preferem a primeira opção e outros preferem a segunda. E a Audi fez também a sua versão mais bestial, não que o R8 normal não fosse, mas para atender aqueles clientes que querem mais emoção ainda.
A fórmula foi a mesma do seu colega italiano Galardo Superleggera: cortar da carne e dar mais potência ao motor. Após "desmontarem" o carro várias peças foram revisadas e substituídas por equivalentes em fibra de carbono, plásticos reforçados, vidros mais finos, ou no caso da vigia traseira, policarbonato e os bancos são em fibra de vidro. Tudo isso fez o peso cair em 100 quilos para a alegria da tropa de 560 cavalos que agora só levam 2.72 quilos cada um. Audis "R" são esportivos dos mais confortáveis e confiáveis, mas esse aqui é mais bravo e está pronto para as pistas. E são só 333 unidades, será que alguma aterrissa por aqui?
Apesar do alívio de peso em item como os bancos em fibra de vidro mas recoberto por couro Alcântara e tem elementos em fibra de carbono recobertos pelo mesmo material. O carro tem alguns mimos como o toca CD Bang & Olufsen de 465 W e o sistema MMI.
Painel de instrumentos ganha fundo branco com logos "R8 GT" e o volante é coberto por couro Alcântara.
A alavanca de câmbio de alumínio fosco recebe a numeração da unidade, cuja série é limitada a 333 unidades. A caixa é manual de seis velocidades e vem com embreagem automática, mais rápida que um piloto profissional segundo a fábrica, e tem aletas atrás do volante.
Até o retrovisor ganha corpo em fibra de carbono, e as repetidoras laterais são em LED's.
Até as aberturas laterais que eram de alumínio são agora em fibra de carbono, fazendo o carro passar de 1.625 kg para 1.525 kg, um emagrecimento de 100 kg no peso total do veículo.
As rodas belas rodas raiadas de 19 polegadas em acabamento titânio deixam à mostra as pinças com seis embolos feito de aluminio anodizado vermelho que mordem o disco de 380 mm na dianteira, na traseira o disco é de 356 mm. As rodas são 8.5 J x 19 na frente e 11 J x 19 na traseira calçados por pneus 235/35 e 295/30 respectivamente.
Aerofólio também faz sua parte no "regime" e também é feito em fibra de carbono, mas deixa de ser escamotável tornando-se item permanente na traseira do R8. As lanternas traseiras, assim como os faróis dianteiros são compostos por LED's.
O motor V10 de 5.2l de injeção direta e bloco de magnésio tem 560 cv e torque máximo de 55 kgm/f a 6.500 rpm. Ele tem uma boa potência específica de 107,6 cv/l, muito boa para um aspirado.
O parachoque ganha defletores em fibra de carbono. O 0-100 é feito em impressionantes 3,6 segundos e a máxima é de 320 km/h.
O ESP ganhou uma programação especial que permite um sobre-esterço, bem ao gosto da maioria dos pilotos. A suspensão é mais baixa em 1 cm, auxiliando na aerodinâmica.
O carro pode receber gaiola de proteção e cintos de segurança de quatro pontos dentre outros itens opcionais como extintor de incêndio e chave geral de bateria.
O carro tem tração integral mas a distribuição de força é de 15% na dianteira e 85% na traseira. O diferencial traseiro autoblocante rende de 25 a 40% a mais na aceleração.
O carro tem boa distribuição de peso, perto da ideal que é de 50% em cada eixo, sendo 43% na dianteira e 57% na traseira graças ao motor central-traseiro.