Quando foi instituído o Proálcool, os especialistas do projeto inventaram a amadora instalação do tanquinho de gasolina no cofre do motor para as partidas em dias frios. Passaram-se mais de 30 anos e a única solução que apareceu foi a adotada pela VW no Polo, onde uma resistência (semelhante a do chuveiro) esquenta o álcool possibilitando a partida em dias frios. E os donos da CG Titan Mix devem amaldiçoar a falta do E85 no mercado nacional quando der aquela friagem, ou andar com um vasilhame cheio de gasolina para alguma eventualidade para desespero dos bombeiros. Afinal, onde iria o tanquinho e toda a parafernália para a partida a frio?
Agora para juntar ao time vem a NXR 150 Bros Mix, a primeira moto mista cidade-terra com motor flexível em combustível. Usa o mesmo sistema da CG Mix, em que sensores analisam a quantidade de álcool e gasolina presente no tanque e duas luzes-espia avisam sobre a necessidade de misturar gasolina ao álcool (daí o "Mix" do nome, dãã...).
Já em caso de pane seca, isto é, quando acabar o combustível, é necessário que o usuário abasteça a motocicleta com no mínimo 50% de gasolina para que o sistema volte a funcionar adequadamente o mais rápido possível. E os frentistas adoram ter todo esse trabalho para colocar 3 litros de gasolina e 3 de álcool...
O motor é o velho conhecido 150 cm³, que abastecido com álcool, a potência chega aos 14 cv a 8.000 rpm e o torque, a 1,53 kgf.m a 6.000 rpm. No caso da gasolina, esses valores ficam em 13,8 cv de potência e 1,39 kgf.m de torque. E a Honda também garante que a moto atende com folga o Promot III (controle de nível de emissões).
Três versões: KS, com partida a pedal e opcional somente a gasolina; ES, com partida elétrica; e ESD, com partida elétrica e freio dianteiro a disco.
O tanque tem capacidade para armazenar 12 litros de combustível com 2,3 litros de reserva. A moto avisa quando precisa por gasolina para dar a partida a frio.
